Entrevista do Dia

Grito da Seca e Revolta do Busão. Entrevista especial com Tárzia Medeiros


Grito da Seca e Revolta do Busão. Entrevista especial com Tárzia Medeiros


“Trazer para a capital do estado do Rio Grande do Norte a manifestação (...)

Leia mais

Notícias do Dia

O desmatamento na Amazônia cresceu 88% em um ano
Segundo medições feitas por satélite, o desmatamento voltou a subir na Amazônia e especificamente no Pará. Não é a primeira vez que há um repique no desmatamento.  O desmatamento na Amazônia, em queda desde 2004, voltou a (...)

MPF volta a pedir interrupção de estudos de viabilidade de hidrelétrica no Tapajós
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir à Justiça que determine a interrupção dos estudos sobre o potencial hídrico do Rio Tapajós, necessários ao processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do (...)

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
Banner
22 Mar

Os índices exorbitantes de homicídios no Brasil

Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, só em 2010 foram assassinadas 36.792 pessoas no Brasil, uma média de 100 por dia. Armas, narcotráfico e corrupção.

A reportagem é de Eric Nepomuceno, publicada no jornal Página/12, 21-03-2013. A tradução é do Cepat.

Entre 2004 e 2007, o conflito armado do Iraque resultou em 76.266 mortos. No Sudão, outro país em convulsão, os mortos foram 12.719, um pouco a mais do que os 12.417 registrados no Afeganistão. No mesmo período, os mortos da Colômbia foram 11.833. Contudo, no Brasil, entre 2004 e 2007, ocorreram 147.343 mortes por armas de fogo. Esse número é ainda mais impactante quando comparado com o total de vítimas fatais registradas em doze países que viveram conflitos armados. Da República do Congo ao Paquistão, passando pela Somália, por territórios palestinos e por Israel foram 169.574 mortos.

Esses são os dados reunidos pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, que acabam de ser divulgados em Brasília. Somente em 2010, foram assassinadas 36.792 pessoas no Brasil, uma média de cem por dia ou de quatro por hora. Uma a cada quinze minutos.

Existem outros aspectos, do mapa da violência no Brasil, que chama a atenção. Se antes as mortes violentas estavam concentradas nos dois maiores centros urbanos, São Paulo e Rio de Janeiro, agora o fenômeno se nacionalizou. Com isso, o Brasil continua ocupando um lugar de destaque entre os países mais violentos do mundo, tomando como base a proporção de assassinatos para cada cem mil habitantes: 20,4 pessoas.

Esse número coloca o Brasil em oitavo lugar entre as cem nações com estatísticas consideradas relativamente confiáveis, segundo a instituição. A média de assassinatos é o dobro daquela que a ONU considera tolerável (dez para cada cem mil habitantes). Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, destaca que a violência se disseminou por todo o país, embora tenha se concentrado no nordeste e no norte.

Em Alagoas, por exemplo, em 2010, foi registrada uma taxa de 55,3 homicídios para cada cem mil habitantes. Trata-se do estado onde mais são assassinados negros e mulheres. Na capital, Maceió, famosa por suas praias e polo de atração turística, essa média é de 94,5 para cada cem mil habitantes. Não apenas é a capital mais violenta do Brasil, mas uma das mais violentas do mundo.

O problema é que outras capitais muito turísticas, como Salvador da Bahia, também aparecem com índices elevadíssimos (59,6 assassinatos para cada cem mil habitantes). O Rio de Janeiro, oitavo estado com maior proporção de mortos por armas de fogo (26,4 para cada cem mil habitantes), tem uma capital relativamente segura, se comparada com as demais: 23,54. Mais do dobro do índice determinado pela ONU.

São Paulo, o mais rico e povoado estado do país, é um dos quatro, entre os 27 estados brasileiros, que ficam abaixo da marca que a ONU considera “tolerável”: 9,3 assassinatos para cada cem mil habitantes. Foi o estado com a mais significativa diminuição dessa proporção, no período entre 2000 e 2010, com 67,5% menos assassinatos. No Rio de Janeiro a queda foi de 43%. E no Pará, entre 2000 e 2010, o número de assassinatos cresceu o absurdo de 307%. No vizinho Maranhão, também no norte miserável, aumentou 282,2%. Na Bahia, 195%.

O estudo abrange um período que vai dos dois últimos anos do segundo mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso até o final dos dois mandatos de Lula da Silva. O resultado demonstra que apesar dos governos estaduais, ao longo de todos esses anos, declararem reiteradamente que a segurança pública era tema prioritário (também os governos nacionais bateram na mesma tecla), os resultados são claros e preocupantes. São políticas ineficazes ou, no melhor dos casos, insuficientes.

Há muitas explicações para o fenômeno da violência: o narcotráfico, a grande quantidade de armas (legais e, principalmente, ilegais) em circulação e a própria cultura da violência como via para solucionar conflitos pessoais.

Junto a isso é preciso somar a corrupção policial, a incompetência policial no momento de investigar os crimes, a absurda morosidade e a corrupção da Justiça, o estado degradante e degradado do sistema carcerário.

Em relação à forma como as mortes por armas de fogo se disseminaram rapidamente por todo o país, deixando de se concentrar nos dois ou três maiores centros urbanos do Brasil, a explicação é surpreendente. Segundo a pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, o fenômeno diz respeito à desconcentração industrial e migração interna provocada pela expansão geográfica de atividades econômicas. Ou seja, quanto mais a indústria e a economia se desconcentram, mais a violência segue o mesmo caminho.

A responsabilidade direta da segurança pública é dos estados, ainda que o governo nacional também tenha sua própria política sobre o assunto. De qualquer forma, os resultados observados devem ser atribuídos, principalmente, aos governos estaduais, que se mostram, na maioria das vezes, incapazes de frear a violência que cresce e se dispersa na medida em que aumenta e é disseminada a oferta de trabalho.

Isso tudo faz lembrar um velho ditado brasileiro: “Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come”. São assim as coisas. O país diversifica sua economia, em todas as partes crescem as possibilidades de trabalho, emprego e renda, e também cresce a possibilidade de que, diante de uma política ineficaz de segurança pública, você seja atingido por um tiro.

E-mail
Imprimir
PDF
22 Mar

Papa, bispos e cúria. As reformas que virão

Um “conselho da coroa” para assessorar o Papa, com cardeais dos cinco continentes. Uma drástica redução dos escritórios. Um giro para o IOR. As novidades e as incógnitas do pontificado de Francisco.

A reportagem é de Sandro Magister e publicada no sítio Chiesa.it, 21-03-2013. A tradução é do Cepat.

Na mesma tarde em que foi eleito, João XXIII nomeou o seu novo secretário de Estado. Tratava-se do grande diplomata Domenico Tardini, nessa época um simples sacerdote, nem bispo nem cardeal.

Mas isso faz parte da pré-história, em comparação com o terremoto de hoje.

O Papa Francisco chegou a Roma “do fim do mundo” e está inovando no modo de governar, a Igreja do alto, começando por sua pessoa. A reforma da cúria virá, como virão muitas outras coisas, mas depois de “um certo tempo”, avisou.

Enquanto isso, disse a todos os chefes da cúria, cujo cargo caducou com a renúncia de seu predecessor, que retornem ao trabalho, “provisoriamente” e “donec aliter provideatur”, até que ele, o novo papa, decida. Desde 13 de março a cúria vaticana é um vacilante exército de funcionários com um futuro incerto.

* * *

Em sua primeira aparição na sacada da Basílica de São Pedro, o recém-eleito Jorge Mario Bergoglio quis ao seu lado dois cardeais. À direita, seu vigário para a diocese de Roma, Agostino Vallini, e à esquerda, o amigo brasileiro Cláudio Hummes, franciscano. Uma dupla que personifica seu programa.

De Roma, o novo papa quer ser bispo para todos os efeitos, em primeira pessoa, como deixou entrever imediatamente, no primeiro domingo do seu pontificado, com a missa celebrada na paróquia de Santa Ana, no limite entre o Vaticano e o Borgo, diante da alegria do povo. Irá de igreja em igreja, percorrerá o centro e a periferia, “para evangelizar esta cidade tão linda”, em contato direto com o povo da diocese que agora é sua “esposa”.

O papa Francisco gosta de se chamar, antes de mais nada, “bispo de Roma”. Mas se mantém firme, e o disse na sequência, em que “a Igreja de Roma deve presidir na caridade a todas as Igrejas”.

São palavras de Santo Inácio de Antioquia, bispo mártir do século II, que desde então guiam o difícil equilíbrio de poderes entre o sucessor de Pedro, o bispo de Roma, e os sucessores do colégio dos Doze Apóstolos, os bispos de todo o mundo; entre o exercício do primado papal e o exercício da colegialidade episcopal. No início do segundo milênio este equilíbrio foi rompido e o cisma separou a Igreja de Roma das Igrejas do Oriente.

Mas também dentro da Igreja católica o primado papal, levado ao extremo, espera ser contrabalançado pelo colégio dos bispos. Foi o quis o Concílio Vaticano II, até agora com escassas aplicações práticas, e o solicitou de novo com força Bento XVI em um de seus últimos discursos como papa, poucos dias antes da renúncia. Seu sucessor Francisco já deu a entender que é precisamente isto o que quer fazer.

Para fazê-lo tem à sua disposição um instrumento em estado bruto: o sínodo, composto por aproximadamente 200 bispos – a elite dos quase 5.000 bispos de todo o mundo –, que a cada dois anos se reúnem em Roma para debater um tema de urgência para a vida da Igreja.

Seus poderes são puramente consultivos, e as 28 edições que houve até agora, desde a primeira, em 1967, somente raramente evitaram o tédio. O papa Francisco poderá convertê-lo em deliberativo, naturalmente “junto e sob” seu poder primacial.

Mas, sobretudo, poderá transformar em um “conselho da coroa” próprio e permanente esta restrita assembleia de bispos, três por continente, que cada sínodo escolhe ao final de seus trabalhos para servir de ponte para o sínodo seguinte.

Para um papa como Francisco, que quer, a partir de Roma, sentir o pulso da Igreja mundial, esta assembleia é o instrumento ideal. Basta dizer que entre os doze escolhidos pelo último sínodo estão quase todos os nomes de destaque do recente conclave: os cardeais Timothy Dolan de Nova York, Odilo Scherer de São Paulo, Christoph Schönborn de Viena, Peter Erdö de Budapeste, George Pell de Sidney, Luis Antonio Gokim Tagle de Manila.

Reunindo ao seu redor uma cúpula do episcopado mundial de tão elevado nível, uma vez ao mês ou inclusive mais frequentemente, com presença física em Roma ou através de videoconferências, o papa Francisco poderá governar a Igreja precisamente como desejava o Concílio Vaticano II: com um apoio colegial estável para suas decisões últimas de sucessor de Pedro.

* * *

Na sequência virá a cúria, e num nível inferior. Ela deverá ser reconduzida a suas tarefas mais modestas a serviço das decisões que ela não deverá tomar, nem muito menos forçar.

O cardeal Hummes se expressou assim, dois dias depois da escolha de Bergoglio como papa: “Muitos esperam uma reforma da cúria e estou seguro de que ele a fará, à luz da essencialidade, da simplicidade e da humildade requerida pelo Evangelho, sempre na linha do santo do qual tomou o nome. São Francisco sentia um grande amor pela Igreja hierárquica, pelo papa: queria que seus freis fossem católicos e obedecessem ao ‘Senhor Papa’, como dizia”.

Esta referência a São Francisco de Assis não é banal, para um papa do qual se espera que “reforme a Igreja”.

Na mitologia pseudo-franciscana e pauperista que nestes dias muitos aplicam ao novo papa, a imaginação corre rumo a uma Igreja que vai renunciar aos poderes, estruturas e riquezas, e será puramente espiritual.

Mas o santo de Assis não viveu para isto. No sonho do papa Inocêncio III, tal como foi pintado por Giotto, Francisco não derruba a Igreja, mas que a apoia sobre seus ombros. É a Igreja de São João do Latrão, a catedral do bispo de Roma, há pouco tempo magnificamente restaurada e embelezada, mas enlameada pelos pecados de seus homens, os quais, estes sim, deveriam ser purificados. Alguns seguidores de Francisco caíram no espiritualismo e na heresia.

O papa Bergoglio tem a sólida formação de um jesuíta da velha cepa. Não sonha minimamente em abolir a cúria, mas em limpá-la. Em uma homilia matinal a um número restrito de cardeais, dois dias depois da eleição, insistiu na palavra “irrepreensibilidade”. Bergoglio sempre se manteve cuidadosamente afastado da cúria romana, mas conhece suas desordens e pecados.

Exigirá a efetiva lealdade de todos os seus membros, violada de forma escandalosa nos anos passados com o roubo de documentos privados, inclusive do escritório pessoal de Bento XVI.

Exigirá a fiel e rápida execução de todas as suas ordens.

Exigirá uma revisão dos gastos, cujo objetivo será a economia, em bons balanços que em 2012 voltaram perigosamente aos números vermelhos, de acordo com informações antecipadas aos cardeais no pré-conclave.

Inicialmente, Bento XVI já havia tentado diminuir a cúria. Havia unificado os dois Conselhos da Cultura e do Diálogo Inter-religioso, como também os da “Iustitia et Pax” e Emigrantes.

Mas depois tudo voltou a estar como antes, e inclusive se criou outro dicastério, o da Nova Evangelização, confiado a dom Rino Fisichella.

Mas o pior é a desunião. Cada escritório se ocupa de si mesmo, às vezes mantendo o papa na ignorância.

Foi clamoroso, há dois invernos, o golpe de mão dos neocatecumenais, que quase conseguiram arrancar de Joseph Ratzinger a aprovação de suas bizarras liturgias. O papa o descobriu e bloqueou tudo in extremis. Doeu-lhe ver que entre os autores da manobra havia um cardeal no qual havia depositado uma grande confiança, o prefeito da Congregação para o Culto Divino Antonio Cañizares Llovera. Ordenou à Congregação para a Doutrina da Fé que examinasse as liturgias dos neocatecumanais. O dossiê descansa agora num caixão.

Outras disfunções têm origem em dirigentes da cúria que utilizam seu escritório como tribuna para ambições muito pessoais. Prova disso é o arcebispo Vincenzo Paglia, nomeado chefe do Pontifício Conselho para a Família não obstante provenha de uma comunidade, a de Santo Egídio, cuja história interna não é exemplar nessa matéria, manchada como está por casamentos arranjados e fracassados. As declarações que ele normalmente faz colidem, por seu caráter vago, com o claríssimo e intransigente magistério pontifício, mas lhe valem a simpatia da opinião pública favorável aos casamentos homossexuais e que aplaude suas supostas “aberturas”.

E depois há os intrusos, personagens que não exercem nenhuma função na cúria e, no entanto, conseguem introduzir-se em lugares chaves, com a finalidade de extrair todas as suas vantagens. Como Andrea Riccardi, o fundador de Santo Egídio, que entrou de maneira prodigiosa nas graças do próprio Bento XVI e de seu secretário pessoal, Georg Gänswein. Ou então Marco Simeon, constantemente na órbita dos cardeais Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, e Tarcisio Bertone, secretário de Estado.

Para este último, as congregações do pré-conclave foram um calvário, porque as queixas dos cardeais pelo mau governo da cúria o martelavam inexoravelmente como primeiro ministro. Mas seus quase 79 anos de idade lhe permitirão aposentar-se tranquilamente.

Em seu lugar, é possível que o papa Francisco faça ir a Roma, vindo da América Latina, um diplomata rigoroso e fiel, que conhece e estima. Trata-se de Pietro Parolin, 58 anos, subsecretário de Assuntos Exteriores de 2002 a 2009, que é, atualmente, arcebispo e núncio apostólico na Venezuela.

Moneyval contra Bertone


Quando, em 2009, Bento XVI aplicou às intrigas da cúria as palavras de São Paulo – “Mas, se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, tomem cuidado! Vocês vão acabar destruindo-se mutuamente” (Gl 5, 15) –, dizia toda a verdade. A ferocidade com que, há 10 meses, Ettore Gotti Tedeschi foi expulso da presidência do Instituto das Obras de Religião, o “banco” do Vaticano, responde plenamente a esta descrição.

Era o dia 24 de maio de 2012. Entre as nove acusações lançadas publicamente contra Gotti Tedeschi para fundamentar sua destituição estava a de ter vazado para a imprensa documentos confidenciais concernentes ao IOR, entre os quais a carta na qual o cardeal Attilio Nicora, presidente da Autoridade de Informação Financeira, reprovava o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, pelo desastroso “passo atrás” dado no caminho da re-sanação do próprio IOR e de todos os escritórios financeiros vaticanos.

Na realidade, esta acusação contra Gotti Tedeschi era falsa. Nas mesmas horas da sua defenestração estava sendo preso Paolo Gabriele, o mordomo de Bento XVI, o verdadeiro autor do roubo de documentos. Entre os papéis encontrados em sua casa estavam os que se referiam ao IOR.

Não apenas. De acordo com o Espresso, consta que os inspetores do Moneyval, que em março de 2012 haviam realizado um minucioso controle dos escritórios financeiros vaticanos, também haviam formulado o mesmo juízo negativo que, expressado pelo cardeal Nicora e compartilhado por Gotti Tedeschi, havia deixado Bertone enfurecido.

O “passo atrás”, o “step backwards” denunciado também pelo Moneyval no parágrafo 313 do seu primeiro relatório após a inspeção, datado de 27 de fevereiro e nunca tornado público, dizia respeito à lei vaticana n. 127, que regula como prevenir e lutar contra a lavagem de dinheiro.

Na primeira versão da lei, desejada por Nicora e Gotti Tedeschi, e que entrou em vigor no dia 1º de abril de 2011, os poderes de controle da Autoridade de Informação Financeira sobre o IOR eram ilimitados. Ao passo que na segunda versão, desejada pelo cardeal Bertone e que entrou em vigor no começo de 2012, os poderes da AIF pareceram enfraquecidos inclusive para o Moneyval, “weakened”, tanto na eficácia como na independência, pois estavam submetidos à secretaria de Estado.

O fato é que, hoje, Nicora já não faz parte da comissão cardinalícia de vigilância sobre o IOR, presidida por Bertone. E Gotti Tedeschi não recebeu nenhum sinal, sequer mínimo, de reparação.

E-mail
Imprimir
PDF
21 Mar

Frases do dia

Dilma e Campos

“Um resultado muitíssimo relevante é que a popularidade dela (Dilma Rousseff) subiu fora da margem de erro e bateu em 85% no Nordeste, região muito populosa, que rendeu votações decisivas para Lula e Dilma e é fundamental para a candidatura Eduardo Campos. Com 85% de Dilma, ele tem pouca margem para trabalhar. E, sem o Nordeste, pode ir tirando o cavalinho da chuva” – Eliane Cantanhêde, jornalista – Folha de S. Paulo, 21-03-2013.

“José Serra e Eduardo Campos se encontraram sigilosamente em São Paulo. E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra.Em política, nada é impossível” – Eliane Cantanhêde, jornalista – Folha de S. Paulo, 21-03-2013.

Fator Odebrecht

“Esta visita de Lula a quatro países africanos é patrocinada pela Odebrecht e pela OAS. Em novembro, o ex-presidente foi a Moçambique a serviço da empreiteira Camargo Corrêa” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 20-03-2013.

Calma, gente

“Estou feliz que Dom Odilo Scherer não seja Papa. Ele é um cardeal reacionário, autoritário. Ele era o candidato da Cúria romana. Graças a Deus, ele se queimou defendendo a Cúria e o Banco Vaticano” – Leonardo Boff, teólogo, em entrevista ao jornal Clarin, de Buenos Aires – O Globo, 20-03-2013.

Deus é brasileiro

"Eu acho que vocês têm muita sorte. É um grande papa. A Argentina está de parabéns. Agora, a gente sempre diz: o papa é argentino, mas Deus é brasileiro" – Dilma Rousseff, presidente da República – Folha de S. Paulo, 21-03-2013.

Ler tudo? Não!

“Ele disse assim: “Não lê tudo, porque você vai se aborrecer. Então você pega o índice e vai lendo aos poucos” – Dilma Rousseff, presidente da República, narrando o que o Papa Francisco lhe disse ao presenteá-la com o livro com as conclusões da Conferência Episcopal Latino-Americana, em Aparecida – O Estado de S. Paulo, 21-03-2013.

Muito normal

"Olha, não dá nem pra lembrar direito. É um papa muito normal, viu?" – Dilma Rousseff, presidente da República, ao ser perguntada se havia sido chamada pelo Papa Francisco de “senhora” ou de “você” – Valor, 21-03-2013.

Arena do Grêmio

“Não conseguiram mandar a Arena embora para a Bahia ou para outro Estado porque ela está muito solidamente estruturada e fincada ali com 86 quilômetros de estacas de concreto. Senão, já tinham mandado, infelizmente” – Paulo Odone, ex-presidente do Grêmio – Zero Hora, 21-03-2013.

E-mail
Imprimir
PDF
22 Mar

Seguindo as pegadas de Paulo VI e Atenágoras

Um encontro entre o papa Bergoglio e Bartolomeu I poderá acontecer 50 anos depois do abraço histórico.

A reportagem é de Alessandro Speciale e publicada no sítio Vatican Insider, 20-03-2013. A tradução é do Cepat.

O Papa e o Patriarca juntos em Jerusalém, 50 anos depois do histórico “abraço” entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Segundo fontes do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, o encontro teria sido decidido na manhã desta quarta-feira pelo papa Francisco e Bartolomeu I,  durante o encontro privado de 20 minutos que aconteceu no Vaticano.

Em 1964, durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, o Papa Paulo VI e o então Patriarca, Atenágoras, tiveram um primeiro encontro histórico em Jerusalém. Um ano depois, nasceu a declaração comum que anulava as excomunhões recíprocas que provocaram o grande cisma da Igreja do Oriente e do Ocidente.

Depois da audiência privada, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I saudou, em nome de todas as Igrejas cristãs orientais, o Papa antes do início da audiência com as delegações ecumênicas e inter-religiosas na Sala Clementina do Vaticano.

O Patriarca de Constantinopla há muitos anos vem insistindo na importância da questão ambiental (por isso muitos o chamam de “Patriarca verde”). Hoje, Bartolomeu I destacou a enorme sintonia que existe entre ele e Bergoglio sobre a necessidade de “guardar a criação”, um dos pontos centrais da homilia que o Pontífice fez durante a missa de posse de seu Ministério Petrino, na terça-feira passada.

Bartolomeu I e Francisco teriam decidido juntos, além disso, uma visita do Papa ao Fanar, a sede do Patriarcado Ecumênico em Istambul, por ocasião da festa de Santo André, no próximo dia 30 de novembro. Por isso, não é casual que na manhã desta quarta-feira, na Sala Clementina, o Papa Francisco tenha saudado Bartolomeu como “meu irmão André”, indicando que se o Papa é o herdeiro do apóstolo Pedro, o Patriarca Ecumênico o é do apóstolo André.

A visita poderá acontecer este ano ou no próximo, porque a organização da viagem, evidentemente, terá de passar por todos os canais diplomáticos que existem entre a Turquia e a Santa Sé.

Os líderes cristãos também teriam decidido continuar e reforçar a colaboração ecumênica entre Roma e Constantinopla e inaugurar juntos uma exposição sobre o monte Athos.

E-mail
Imprimir
PDF
21 Mar

Papa, na quinta-feira santa, entre jovens encarcerados

Papa Francisco não celebrará na Basílica de São Pedro a "Missa in Coena Domini" (Missa da Ceia do Senhor), a celebração da noite de Quinta-Feira Santa que abre os ritos do tríduo pasqual fazendo memória da Última Ceia de Jesus com os apóstolos. A informação acaba de ser anunciada pelo Vaticano, nesta manhã, 21-03-2013.

Segundo o Vaticano, o Papa celebrará a Eucaristia no Instituto Penal para menores da Casa del Marmo, ás 17h30min.

"Como se sabe - lê-se no comunicado da Sala de Imprensa do Vaticano - a missa da Ceia do Senhor se caracteriza pelo anúncio do mandamento do amor e pelo gesto do lava-pés". Um gesto que faz memória do que foi feito por Jesus que lavou os pés dos seus apóstolos.

"No seu ministério como arcebispo de Buenos Aires - se lê ainda na nota - o cardeal Bergoglio costumava celebrar esta missa num cárcere ou num hospital ou numa casa de acolhimento de pobres ou pessoas marginalizadas". Uma vez, Bergoglio a celebrou no "Hogar de Cristo", numa faveal de Buenos Aires, onde o futuro Papa mandara muitos padres.

Com a celebração na Casa del Marmo - continua a nota do Vaticano - o Papa Francisco continua tal costume, que deve ser caracerizado por um contexto de simplicidade. As outras cerimônias da Semana Santa realizar-se-ão segundo o costume habitual.

Como é tradicional, na manhã da Quinta-Feira Santa, o Papa celebrará a "Missa do Crisma" na Basílica de São Pedro.

E-mail
Imprimir
PDF

Blog

Mais Lidos

Enquete

Medida do governo permite que 6.000 médicos cubanos possam exercer a profissão no Brasil.

 
 
 
 
 

 

Cadastre-se

Quero receber:


Refresh Captcha Repita o código acima:
 

Twitter @_IHU

Novos Comentários

"Até seria desde que aqui não tivéssemos os melhores profissionais, mas com amor ao q se propusera..." Em resposta a: O conduto político partidário e o risco do "Lulismo". Análise de conjuntura da CNBB
""...a tradição europeia (que respeite a mulher)..."

Espero que esse senhor tenha consci..." Em resposta a: ''Há um clima histérico na França. Os reacionários buscam um mártir''. Entrevista com Jean-Yves Camus
"A meu ver, esses movimentos que se fundamentam no "desnudos", para estar no minuto da fama têm estr..." Em resposta a: Foto do dia

Conecte-se com o IHU no Facebook

Siga-nos no Twitter

Escreva para o IHU

Adicione o IHU ao seus Favoritos e volte mais vezes