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05 Jun

No MA, Ka’apor sofrem ameaças diárias e Estado continua omisso

Indígenas Ka’apor da Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu, no Maranhão, continuam sofrendo ameaças e intimidações devido às denúncias de exploração madeireira no território. Na última sexta-feira (29) uma das principais lideranças do Conselho de Gestão Ka’apor, não identificada por razões de segurança, foi cercada por uma caminhonete e um carro pequeno, na estrada de acesso à aldeia Ximborendá (à qual pertencia a liderança assassinada Eusébio Ka’apor), saída do município de Santa Luzia do Paruá.

A reportagem foi publicada pelo sítio Conselho Indigenista Missionário - Cimi, 02-06-2015. 

O carro onde estava a liderança e outras duas pessoas foi perseguido pelos veículos desde a cidade até a entrada da aldeia, onde dispararam tiros. “Parece que atiraram pra cima, pra assustar mesmo. Aí eu acelerei o carro e atravessei bem rápido por um lugar onde tinha outros parentes trabalhando pra recuperar um bueiro da comunidade”, explica. Depois de passar pelo local onde os indígenas trabalhavam, os carros deixaram de segui-lo. “Se a gente estivesse de moto podiam ter matado”.

Foto: Ruy Sposati

Os Ka’apor relatam que na mesma semana dois indígenas foram abordados por três homens armados na estrada que liga o município de Araguaña ao povoado de Betel – onde suspeitam ser a localidade do assassino de Eusébio. Os homens teriam dito que trabalhavam com madeireiros que estão desmatando uma área dentro da TI e que tirariam a madeira no verão. “Disseram que não era pra gente falar nada para as lideranças que estão denunciando os madeireiros, senão vão invadir nossa aldeia com muitos tiros e ‘ matar todos os índios da aldeia’”, disse um dos indígenas.

Três das oito áreas de proteção - criadas para impedir a entrada de madeireiros no território - foram desativadas nas últimas semanas devido às ameaças sofridas pelas 25 famílias que ocupavam as aldeias. “As pessoas tiveram que retornar para as aldeias de origem e a entrada para os agressores ficou livre, já estão extraindo a madeira da nossa floresta de novo”, explica uma liderança do Conselho de Gestão.

Vulneráveis à ação de criminosos que devastam a TI, os indígenas cobram segurança dos órgãos públicos “Não podemos ficar esperando parecer das investigações do assassinato do Eusébio, precisamos de ações que nos dêem segurança para andarmos livremente no território e para cidade quando a gente precisar”, reforça uma das lideranças.

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08 Jun

A nave negreira que afundou com a carga de escravos

É um fantasma que nos recorda a pior história ocidental, a nave São José Paquete África, descoberta no fundo do mar ao largo de Cidade do Cabo. Porque, quando afundou aos 3 de dezembro de 1794, tinha a bordo entre 400 a 500 escravos em navegação de Moçambique a Maranhão, no Brasil. Pelo menos a metade morreu, uma chacina que nos traz à mente quanto vemos acontecer agora em quase cada dia no Mediterrâneo

A reportagem é de Paolo Mastrolilli, publicada no jornal La Stampa, 02-06-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

A descoberta foi feita pelo National Museum of African-American History and Culture do Smithsonian de Washington, e pelo Iziko Museums of South Africa, é foi antecipada pelo New York Times. Não é a primeira nave escravista afundada e recuperada, mas é a primeira que tinha a bordo pessoas.

Provinha de Portugal, estivera em Moçambique para carregar “a mercadoria”, e recém havia passado o Cabo da Boa Esperança, quando ventos muito fortes a haviam jogado contra os escolhos. A equipagem e uma parte dos escravos se tinham salvado usando as chalupas, mas quando a quilha havia cedido pelo menos 212 deles ainda estavam a bordo. Os mergulhadores engajados pelos dois museus tiveram a certeza que tinham encontrado este relicto, quando viram na areia os lastros metálicos usados em geral para estabilizar as naves escravistas. Sua descoberta poderia resultar muito útil aos historiadores, sobretudo se fossem individuados restos ósseos.

O Smithsonian se empenhou no achado porque está para abrir o novo National Museum of African-American History and Culture, e considerava fundamental poder mostrar um destes relictos, para contar de maneira mais eficaz a terrível história do tráfico dos escravos.

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05 Jun

O imigrante é invisível nas sociedades que vivem com pressa

"Nosso olhar se acostumou com o acampamento a ponto de esquecê-lo rapidamente. Essas fileiras de barracas escondem a miséria (sem mascarar os odores), e parecem compor um mar azul...", escreve Maryline Baumard, em artigo publicado pelo jornal Le Monde, 02-06-2015.

Eis o artigo.

É o paradoxo dos imigrantes. As pessoas só começam a vê-los quando eles desaparecem. Isso vale para os mortos do Mediterrâneo, mas também para o centro de Paris. Os 380 africanos do acampamento da estação de metrô de La Chapelle, no 18º arrondissement, deverão ser evacuados esta semana, depois de ocuparem o local durante oito meses em meio à indiferença geral.

Seus terríveis relatos de uma vida desalojada, essas histórias absurdas que eles estão sempre prontos a contar, as pessoas preferem ouvi-los pela TV a parar para escutá-los. Em nossas sociedades que tanta pressa têm, o imigrante se torna invisível.

Além disso, as autoridades se empenham em tornar cada vez mais invisíveis esses novos párias. Para ter certeza disso basta ler o antropólogo Michel Agier, que por muito tempo teorizou essa maneira de empurrar esses indesejáveis para cada vez mais longe de nossas vistas.

"Under the bridge" ["embaixo da ponte"] era o nome do acampamento de La Chapelle. Esse lugar era o arquétipo do espaço de relegação urbana, um refúgio improvável embaixo do monotrilho e das vias férreas, um local dantesco.

Ali foram se instalando ao longo das semanas as barracas de lona, até que se chegou a esse número de 380 pessoas vivendo no local, em uma precariedade silenciosa, ajudadas por associações de moradores, pela Emmaüs Solidarité e tolerados pela prefeitura de Paris.

Nosso olhar se acostumou com o acampamento a ponto de esquecê-lo rapidamente. Essas fileiras de barracas escondem a miséria (sem mascarar os odores), e parecem compor um mar azul...

Hoje é quase motivo de alegria que os sem-teto tenham suas Quechua [barracas da marca Decathlon]. No entanto, quem se lembra de quando chegaram as primeiras barracas para os sem-teto na capital no ano de 2006, da associação Enfants de Don Quichotte, às margens do canal Saint-Martin?

Foi um escândalo. Nove anos depois, é motivo de alegria que os sem-teto as tenham, uma vez que "isso é melhor que nada" e já que ninguém mais enxerga as barracas mesmo. Foi a retina que se adaptou, ou o egoísmo que se incrustou?

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08 Jun

Carta de Bom Jesus da Lapa – IV Encontro Popular da Bacia do Rio São Francisco

IV Encontro Popular da Bacia do Rio São Francisco. Carta de Bom Jesus da Lapa
O RIO PRECISA, A CAMINHADA SEGUE!

Dez anos após o I Encontro Popular da Bacia, reunimo-nos no mesmo local, Bom Jesus da Lapa, nos dias 28 a 31 de Maio de 2015, para avaliar a trajetória de atuação da Articulação Popular São Francisco Vivo (SFVIVO), então criada, e planejar seu futuro. Por meio desta carta, nós, 78 pessoas, representantes de 58 organizações populares, movimentos sociais, sindicatos, associações, acadêmicos, pastorais e ONGs do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco, nos dirigimos ao povo do São Francisco, às autoridades e a toda sociedade.

Foto: Portal EcoDebate

Diante da situação atual da Bacia do Rio São Francisco, muito mais grave do que há 10 anos, consolidou-se neste encontro um sentimento comum de que a SFVIVO precisa continuar. Oportunamente, neste momento crítico, busca relançar-se em novas bases, com mais protagonismo e autonomia popular, garantidos também pela auto-sustentação, e manter-se firme na luta em defesa da vida do Rio e do seu Povo.

Pautados na atual crise hídrica geral e do São Francisco em particular, representantes da Cia. de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), ouviram uma extensa lista de queixas e reivindicações dos ribeirinhos e ribeirinhas presentes, sem que tivessem convincentes respostas a dar. Lamentamos a ausência de órgãos convidados, mesmo justificadamente: Ministério Público Federal e Secretaria do Patrimônio da União. Muito mais lamentamos, indignados, as ausências sem justificativas: Ministérios da Integração Nacional e do Meio Ambiente, Cia. Hidrelétrica do São Francisco (CHSEF) e Agência Nacional de Águas (ANA).

Nossa troca de experiências e debates nos levaram a perceber que nossas lutas continuam sendo basicamente as mesmas, bem mais exigentes, com conquistas pontuais, porém, com derrotas estruturais muito maiores, vinculadas ao êxito do grande capital, que se expande avassalando territórios, bens naturais, gentes e organizações da sociedade civil. Neste momento, os movimentos populares “bateram a cara no muro” restando as alternativas de recuo e mudança de rumos ou ruptura e derrubada do “muro”…

Os testemunhos do povo do São Francisco reafirmaram o estado de destruição do Rio e sua Bacia, com a certeza de que por parte do sistema de exploração e dominação não haverá reversão deste quadro. Entendemos que a vitalidade do Rio implica “Terra, Água, Rio e Povo”, por isso, nos colocamos a ouvir, interpretar e tirar consequências práticas das experiências das comunidades e povos nos eixos: Lutas pela Terra e Territórios, Enfrentamentos de Projetos do Capital e Revitalização da Bacia.

Terra e Territórios – Os processos de retomada de territórios foram bastante evidenciados. Representantes de povos e comunidades em luta (Indígenas, Quilombolas, Pescadores, Geraizeiros e Fundos e Fechos de Pasto) relataram que as conquistas só se deram com resistência incondicional. Assim tem que ser, pois grandes são as ameaças, do capital e do Estado mancomunados… A contribuição da SFVIVO tem sido importante nos intercâmbios, informação e formação, conhecimento de direitos, visibilidade e afirmação da história, da cultura e da tradição, que fortalecem as lutas.

Enfrentamentos de projetos do Capital – O agronegócio, privado e público (perímetros irrigados), a mineração e os projetos energéticos, com barragens, PCHs, e grandes usinas eólicas, nucleares e, agora, chegando as solares, prometem progresso, emprego e renda, mas não é o que acontece, são um comprovado falso desenvolvimento. Se é desenvolvimento, para quem é e a que custo? Impactam negativamente comunidades, com danos sociais e ambientais irreversíveis, desrespeitam as várias formas de vida, trabalho e a cultura popular. Afetam mais as populações vulneráveis, resultando em violência, desestruturação familiar, perda de renda, prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, como constatado nas obras da Transposição. Compensações e mitigações de impactados precisam urgentemente ser submetidas ao efetivo controle social. Novas e absurdas transposições do São Francisco se anunciam (Eixos Oeste para o Piauí e Sul para a Bahia), com o único objetivo de expansão do agrohidronegócio. Esta é também a finalidade do MATOPIBA, estratégia público-privada para terminar a devastação do que resta dos Cerrados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, afetando irremediavelmente áreas de recarga do São Francisco na Bahia. O modelo desenvolvimentista não mais se sustenta! Nossas lutas reativas são fundamentais para garantir direitos e preservar territórios, mas para derrotar o modelo precisamos avançar para outro patamar de articulação e unidade das forças populares.

Revitalização da Bacia – A revitalização está essencialmente concentrada no esgotamento sanitário, como se o problema do São Francisco fosse apenas qualidade da água, quando existe o grave e principal problema da quantidade seguidamente diminuída. Não há como revitalizar o Rio sem impedir novos empreendimentos do agronegócio, de energia e de mineração, e sem recondicionar os existentes – uma Moratória para o Cerrado e toda a Bacia. São necessários os esforços para proteção de nascentes e reflorestamento das áreas degradadas, mas insuficientes e, em muitos casos, meros paliativos de faz de conta. São ações realizadas de forma burocrática e ineficaz, sem controle social, transparência e participação das comunidades. Nossas iniciativas populares de revitalização de microbacias e de luta pelo saneamento, nos marcos do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), ainda que só “básico”, bem como as alterações individuais e coletivas de hábitos cotidianos são também afirmação política, condição moral para exigir mudanças dos grandes degradadores da Bacia, maiores responsáveis pela sua ruína.

Com base nesta avaliação e com estas proposições, consoante a crise hídrica, decidimos que a nossa prioridade para os próximos anos será a defesa da ÁGUA em quantidade e qualidade em toda Bacia do São Francisco, da nascente à foz e em todos seus afluentes. Para isto, vamos nos dedicar à denúncia da má gestão da água e ao reforço da proposta de uma Moratória do São Francisco, que fizemos em 2014, na pior crise do rio até agora. Vamos nos esmerar pela Revitalização da Bacia do São Francisco, com informação e formação e constituição de Núcleos Municipais de Cidadania dedicados à luta pelo saneamento ambiental e à recuperação de microbacias, entendendo que o atual Programa do Governo Federal é paliativo, publicitário, insuficiente. Para tal, reorganizamos a SFVIVO, com mínima estrutura de funcionamento e máxima dedicação de todos e todas que a fazem.

Conclamamos as organizações e pessoas que se preocupam com a vida do Rio São Francisco a juntarem-se a nós nessa empreitada, na certeza de que o horizonte ainda estará a brilhar para quem insistir na caminhada, pois, parafraseando a poeta Cora Coralina, “tem mais chão nos nossos olhos do que cansaço em nossas pernas, mais esperança nos nossos passos do que tristeza nos nossos ombros, mais estrada em nosso coração do que medo em nossas cabeças”. Isso sentimos, na tarde de hoje, corpos, corações e mentes irmanados, os pés molhados no leito raso do São Francisco, no toré dos Pankará e Kariri-Xocó, em troca de energias vitais com o Rio e seus Encantados. Decretamos que, nem que seja de choro e suor, de tamanha gratidão e luta, queremos com água encher nosso Velho Chico!

São Francisco Vivo – Terra, Água, Rio e Povo”.

Bom Jesus da Lapa, 31 de Maio de 2015.

Agência 10Envolvimento / Barreiras-BA, Assentamento 17 de abril, Associação de Fundo de Pasto de Areia Grande / Casa Nova-BA, Associações de Fechos de Pasto de Correntina-BA, Associação de Fundo de Pasto de Riacho de Santo Antônio / Sento-Sé-BA, Associação de Mulheres Pescadoras / Ilha das Flores-SE, Associação Quilombola da Foz do SF – SE, Associação Quilombola de Barra do Parateca (BA), Associação Quilombola de Brejo dos Crioulos (MG), Associação Quilombola de Brejões dos Negros (SE), Associação Quilombola de Resina / Brejo Grande-SE, CAACTUS Campo Formoso-BA, CAPAESF Serra do Ramalho-BA, Cáritas Diocesana de Januária-MG, CETA/BA, Colônia de Pescadores Z-026, Comissão Paroquial de Meio-Ambiente / Caetité-BA, Comissão Pastoral da Terra BA / MG / Nacional, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, Comunidade de Pescadores de Caraíbas / Pedras de Maria da Cruz – MG, Conselho Indigenista Missionário / AL, Conselho Pastoral dos Pescadores Baixo SF / BA / Nacional, Diocese de Floresta, Diocese de Bom Jesus da Lapa, Ecodebate (Rio de Janeiro), Escola Ilha da Canabrava / Bom Jesus da Lapa-BA, Folia de Reis / Porteirinha-MG, IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada), Juventude Franciscana (JUFRA), Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho – Lasat / Fiocruz, MAB / Oeste-BA, Movimento de Mulheres Camponesas / Neópolis-SE, Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais / Neópolis-SE, Movimento Gandarela-MG / Movimento pelas Serras e Águas de Minas, MPA / SE e Vale do São Francisco-MG, MPP Januária-MG e Pedras de Maria da Cruz-MG, MST Pirapora-MG, MTC Brasil, PA Rio Branco / Riachão das Neves – BA, Pastoral da Juventude / Sento-Sé-BA, Pescadores do Baixio de Irecê-BA, Povoado São João / Itaguaçú-BA, Povoado Poço Grande / Itaguaçú-BA, Povo Pankará PE, Povo Kariri-Xocó SE, Revitalização do Rio Serra Branca / Porteirinha-MG, Rizicultores de Sergipe, Secretaria de Educação / Bom Jesus da Lapa-BA, Secretaria de Educação / Juazeiro-BA, STR Porteirinha-MG, STR Cotegipe-BA.

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05 Jun

Professores de SP em greve se acorrentam à secretaria

Após quase três meses de greve, docentes permanecem na luta por direitos trabalhistas e dizem faltar diálogo por parte do governo Alckmin

A reportagem é de Felipe Campos Mello, publicada pela CartaCapital, 02-06-2015.

Os professores que se acorrentaram à secretaria de Educação de São Paulo dizem que falta diálogo por parte do governo Alckmin - Paulo Pinto/ Fotos Públicas

Em greve há 81 dias, professores da rede Estadual de Ensino Público de São Paulo se acorrentaram às grades da praça da República, onde fica a Secretaria de Educação do Estado, na manhã desta segunda-feira, 1 de junho. os docentes argumentam que tomaram a medida por não terem recebido respostas satisfatórias por parte do Governo do Estado de São Paulo. Entre as reivindicações estão reajustes salariais e o fim da superlotação das salas de aula.

Acorrentado desde as oito e meia da manhã, o professor de biologias e ciências da Escola Estadual Joaquim Leme do Prado, no bairro do Imirin, Vinícius Vasconcelos, 29, conversou com a CartaCapital no final da tarde de segunda-feira e reclamou do que classificou como uma intransigência do governo Geraldo Alckmin. “A nossa reivindicação é incorporar ao salário o aumento de 75,33% até 2020. E as 3.400 salas que foram fechadas? Quantos professores ficaram desempregados? Queremos a reabertura imediata das salas de aula fechadas.”

O diretor da Apeoesp, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Fláudio Azevedo Lima, 53 anos, diz que há falta de diálogo por parte do Governo do Estado de São Paulo mesmo após quase três meses de greve. Segundo o diretor, que acompanhava os professores acorrentados, a principal reivindicação é o cumprimento da Meta 17, que prevê a definição do salário dos professores de escolas públicas paulistas de acordo com o Plano Nacional de Educação.

Geraldo Alckmin é um dos dois governadores tucanos em meio a grandes greves de professores. O paranaense Beto Richa também enfrenta uma longa paralisação dos docentes.


Professores da rede estadual de SP acorrentados à secretaria da Educação, na Praça da República, em São Paulo - Foto cartacapital.com.br

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