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28 Oct

Papa adverte que punição não é caminho para a paz

O Papa Francisco adverte, de forma perspicaz, que o desejo de criar a paz através da punição leva à busca de mais alvos.

A análise é do padre jesuíta Andrew Hamilton. O artigo foi publicado no sítio Eureka Street, revista eletrônica dos jesuítas da Austrália, 26-10-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Eis o texto.

Dois observadores romanos da vida pública - o moralista Tácito e o objetivo Agostinho - comentaram sobre o contraste entre as intenções elevadas que levam as pessoas a agir de forma punitiva e as consequências destrutivas de suas ações.

Agostinho observou que todas as guerras são travadas a partir de um desejo de paz. Tácito disse, sarcasticamente, que onde as pessoas constroem um deserto, elas chamam isso de paz.

A verdade dessas percepções pode ser verificada com as guerras travadas atualmente. Mas também é evidente em outras áreas da vida, especialmente no sistema penal. Em um discurso para a Associação Internacional de Direito Penal, na última quinta-feira, o Papa Francisco centrou-se na dinâmica da punição na sociedade contemporânea.

Ao longo das últimas décadas, a convicção que se espalhou é a de que os problemas sociais mais díspares podem ser resolvidos através da punição pública, como se o mesmo medicamento pode ser prescrito para as mais diversas doenças. Isto não é sobre a confiança de que a punição pública irá desempenhar o papel tradicionalmente atribuído a ela, mas sim a crença de que benefícios, os quais realmente exigem a implementação de um outro tipo de política social ou econômica e de inclusão social, podem ser obtidos através de tal punição.

Na Austrália, essa convicção está consagrada na ideia de uma guerra contra o crime travada com as armas da criminalização e do encarceramento. Podemos vê-la na imposição de penas mais pesadas, a remoção da discricionariedade judicial e da flexibilidade para decidir sentenças apropriadas, o preconceito contra a concessão de fiança e liberdade condicional. Ela também é vista na criminalização de uma ampla gama de comportamentos na legislação terrorista. O pressuposto é que a possibilidade de prisão e a imposição de pesadas penas irão dissuadir as pessoas de ofender e dessa forma tornar a comunidade mais segura. Isso incentivará as pessoas a assumir a responsabilidade por suas ações, e a paz civil prevalecerá.

O senso comum sugere que esses meios de produzir a paz e a segurança serão mais propensos a construir um deserto do que a paz. Quando as pessoas, condenadas a dez anos de prisão por um crime com muitas circunstâncias atenuantes, veem que elas receberam a mesma sentença que outras que agiram com plena consideração, elas provavelmente sairão da prisão amarguradas contra a sociedade. E elas terão perdido as relações e as conexões que as impediriam de reincidir no crime. Com a enorme expansão das prisões necessárias para manter os condenados, consequentemente, menos recursos estarão disponíveis para os programas que tratam as razões pelas quais as pessoas acabam caindo no sistema judicial.

A mesma dinâmica pode ser vista na guerra contra o terrorismo e na guerra contra os requerentes de asilo. Os meios utilizados para processar a guerra ameaçam envenenar a paz que eles estão destinados a alcançar.

O Papa Francisco adverte, de forma perspicaz, que o desejo de criar a paz através da punição leva à busca de mais alvos.

E não apenas bodes expiatórios são procurados para pagar com sua liberdade e sua vida por todos os males sociais, como era típico em sociedades primitivas, mas, além disso, por vezes, há a tendência de construir inimigos deliberadamente: figuras estereotipadas, que concentram em si todas as características que a sociedade percebe ou interpreta como ameaçadoras. Os mecanismos de formação dessas imagens são os mesmos que uma vez possibilitaram a disseminação de ideias racistas.

Aqueles que jogam o jogo da guerra o fazem com altos riscos. Mas o melhor caminho para a paz e a segurança não é fazer guerra contra as pessoas, mas ter curiosidade sobre elas - o que as torna seguras, o que as leva a fazer atos criminosos, como podemos intervir para ajudá-las a fazer boas conexões com a sociedade e como podemos impedi-las de retornar à prisão. Reflexão e cuidados são sempre melhores do que a guerra.

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27 Oct

Frases do dia

Pesadelo

“As petrorroubalheiras devolveram o PT ao pesadelo do mensalão. Em 2005 o comissariado blindou-se e desde então fabrica teorias mistificadoras, como a do caixa dois, ou propostas diversionistas como a da necessidade de uma reforma política. Pode-se precisar de todas as reformas do mundo, mas o que resolve mesmo é a remessa dos ladrões para a cadeia. O Supremo Tribunal Federal deu esse passo, formando a bancada da Papuda. Foi a presença de Marcos Valério na prisão que levou o "amigo Paulinho" a preferir a colaboração à omertà mafiosa” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Faxina

“Será muito difícil, e sobretudo arriscado, tentar jogar o que vem por aí para baixo do tapete. Ou a doutora parte para a faxina, cortando na carne, ou seu governo vai se transformar num amestrador de pulgas, de crise em crise, de vazamento em vazamento, até desembocar nas inevitáveis condenações” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Pedra no sapato

“Dilma foi aconselhada a apresentar uma alternativa a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara. "Com ele lá, ela não governa", diz o presidente de uma sigla aliada” – Bernardo Mello Franco, jornalista – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Foi dramático

“Aécio Neves (PSDB) liderou a maior parte da apuração, mantida sob sigilo até as 20h por causa das urnas abertas no Acre e no oeste do Amazonas. A presidente só o ultrapassou quando cerca de 80% dos votos já estavam totalizados” – Bernardo Mello Franco, jornalista – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Perdemos

“Minha previsão sobre o que aconteceu ontem é a seguinte: perdemos. Independentemente do resultado. Perdemos tempo, muito tempo, discutindo com pessoas que não mudariam de ideia. Perdemos amigos - no Facebook e na vida. Perdemos a linha. Perdemos a compostura. Perdemos a razão. Perdemos a paciência. Perdemos a dignidade. Perdemos a mão - ninguém mandou a gente botar a mão no fogo por pessoas que a gente não conhece direito” – Gregório Duvivier, ator – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Três Copas do Mundo

“Perdemos R$ 74 bilhões em gastos de campanha - o equivalente a três Copas do Mundo ou mil hospitais públicos com equipamentos de última geração, além dos gastos de todos esses hospitais por um ano, incluindo salários" – Gregório Duvivier, ator – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

Bancada da bala

"Mas não vamos falar só de perdas. Independentemente do resultado, ganha o PMDB. A bancada da bala e a bancada evangélica também ganham força. Ganha o eleitor conservador, de lavada" – Gregório Duvivier, ator – Folha de S. Paulo, 27-10-2014.

A gaiatice de Jane di Castro

“Jane Di Castro, a querida travesti, foi votar toda montada num colégio em Copacabana. Mas  exagerou tanto no perfume, que uma mesária teve crise de espirros. A moça ralhou: "Nossa, esse seu perfume me deu alergia". Jane, gaiata que só ela,  foi rápida na resposta: "Meu amor, uso Chanel. Não tenho culpa se você tá acostumada com Boticário e Avon. Com todo o respeito!" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 27-10-2014.

Hora do divã

"Precisaremos repolitizar nossas relações internas para reagir" – Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral, dizendo que o PT terá que "reverter um certo esgotamento" mesmo que Dilma vença –Folha de S. Paulo, 26-10-2014.

POA - BHZ

"Vamos ter que fretar um avião de Porto Alegre para Belo Horizonte para levar os funcionários de um palácio para o outro” – um dirigente do PT, sobre a conquista do governo de Minas e a possível derrota no Rio Grande do Sul – Folha de S. Paulo, 26-10-2014.

Passaram longe...

"Em hora nenhuma do debate houve menção à estrutura de classes e à desigualdade no Brasil. Os conflitos sociais passaram longe”- Chico Alencar, deputado federal – PSOL-RJ, sobre a qualidade da discussão travada por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) no duelo da TV Globo – Folha de S. Paulo, 26-10-2014.

A prova do veto

“Os dois candidatos a presidente disseram, durante a campanha, que teriam tolerância zero com ladroeiras. No escurinho do cinema, a Câmara aprovou um projeto que estende por 15 anos o prazo para a devolução do dinheiro da Viúva malversado por administradores públicos. Em todos os casos, eles já foram condenados pela Justiça. Coisa de R$ 1,7 bilhão. O projeto ainda deverá passar pelo Senado, mas, se o vencedor da eleição anunciar que vetará o mimo, mostrará que falava sério. Se vier a sancioná-lo, será chamado de mentiroso” – Elio Gaspari, jornalista – Correio do Povo, 26-10-2014.

Mentiroso

“Dado apenas como doleiro, Alberto Youssef é mentiroso profissional” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-10-2014.

A arte imita a vida

“O Porta dos Fundos publica, amanhã, depois da eleição, o vídeo “Justificando”. Será assim: um eleitor (Fábio Porchat) vai até o mesário (Gregório Duvivier) justificar seu voto. Só que o personagem revela em quem votou para governador do Rio. E o mesário: “Mas, se o senhor votou, não precisa justificar”. E o eleitor, cabisbaixo e envergonhado com seu voto: “Precisa, precisa sim. Porque eu preciso botar isso pra fora de algum jeito” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-10-2014.

O menos pior...

“No fim, será exibida uma cena sobre a disputa presidencial. Os humoristas fizeram duas versões, uma pró-Dilma e outra pró-Aécio. Mas a mensagem é a mesma: o mesário aparecerá consolando um eleitor, que chora porque seu candidato... venceu” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-10-2014.

O pum do pastor

"O último número da “Cristianismo Hoje”, respeitável revista do meio evangélico, analisa o fiasco da candidatura do Pastor Everaldo. Diz que ele não estava preparado, e lembra que, nas redes sociais, as tiradas de Everaldo eram repetidas com adaptações jocosas, “até insinuando um suposto flato em rede nacional” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-10-2014.

Cena carioca

“Uma eleitora de Dilma, ao tentar virar o voto de um mestre de obras que havia contratado para uma obra em seu apartamento na Tijuca, Rio, teve que ouvir do pedreiro: “A senhora deveria votar no Aécio. No tempo do FH, gente como a senhora não ficava reclamando do orçamento que a gente dava” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-10-2014.

Elas sabem

“Transgêneros e transexuais que se identificam como mulher vão poder acionar a Lei Maria da Penha em casos de violência. O projeto que modifica a lei para beneficiá-las será apresentado na próxima semana na Câmara dos Deputados na tentativa de ser votado nesta legislatura, até o fim do ano” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 25-10-2014.

Elas também 2

"A deputada federal reeleita Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do texto, tem pressa na tramitação para aproveitar a atual composição da Casa, mais progressista. "O Congresso vai ficar mais conservador. Se andar agora, é mais fácil", diz. Com a proposta, ela quer "corrigir uma limitação da lei" para "ampliar o direito das vítimas à proteção e facilitar a punição dos agressores". Transgêneros hoje dependem da interpretação da Justiça para se valer da lei" – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 25-10-2014.

Um holandês na ABL

“A exemplo do irmão, o poeta João Cabral de Mello Neto (1920-1999), o brilhante historiador Evaldo Cabral de Mello, 78 anos, eleito ontem para a ABL, foi diplomata. Conta a lenda que, no governo FH, o vice, Marco Maciel, seu conterrâneo, lutou para ele ganhar uma promoção” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

Segue...

"Ao saber, Evaldo implorou para não ser promovido. Temia ser removido do consulado de Portugal para outro país e, com isso, ficar longe do Arquivo do Tombo, em Lisboa, onde fazia suas pesquisas" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

Aliás...

"O historiador, especialista na presença holandesa no Nordeste, adora cutucar o Rio.
Já disse que o carioca pensa que é o mais cosmopolita dos brasileiros, mas é, na verdade, “o mais provinciano”. Também enxergou falta de coerência na luta do Rio para não repartir os royalties do pré-sal com estados não produtores: “Logo uma cidade que parasitou o Brasil de 1808 a 1889.”
O pernambucano não é bobo. Viajou pelo mundo, mas mora no Rio" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

No mais

“Em entrevista à “Folha”, Mel Levitsky, ex-embaixador dos EUA no Brasil, depois de elogiar Lula (“era equilibrado e sensível”), diz que Dilma tem uma política mais à esquerda. Talvez isso explique por que no governo Lula a Bolsa de Valores não tinha estes solavancos que tem hoje com Dilma” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

Deus castiga!

"A Igreja Universal do Reino de Deus está importando fiéis de outros estados para fazer boca de urna no Rio. Ontem, por exemplo, havia 60 ônibus na porta da catedral do bispo Macedo, em Del Castilho" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

Por falar na Universal...

"A 16ª Câmara Cível do Rio condenou a Rede Record a indenizar Xuxa Meneghel em R$ 100 mil. Em 2012, a emissora exibiu fotos, feitas há 20 anos para uma revista masculina, em que a apresentadora aparece nua" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 24-10-2014.

Marcando de cima

“A Advocacia-Geral da União e a Procuradoria Geral da República enviaram representantes para a Itália, para acompanhar a decisão da extradição do ex-diretor do BB Henrique Pizzolato. O julgamento do réu do mensalão será terça-feira” – Ilimar Franco, jornalista – O Globo, 26-10-2014.

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27 Oct

Estados: PMDB vitorioso, PSDB perde terreno

Da coluna de Ilimar Franco, jornalista, publicada pelo portal do jornal O Globo, 26-10-2014:

O PMDB foi o vencedor das eleições estaduais. O PT fincou os pés no Sudeste. O PSDB saiu menor das urnas. O DEM e o PSB também perderam.

O PMDB pulou de cinco governadores (2010) para sete. Ele manteve o Rio de Janeiro e conquistou o Rio Grande do Sul. O Rio de janeiro ocupará um espaço central nos próximos quatro anos por conta da realização das Olimpíadas Rio-2016, que deve catapultar para o cenário nacional o prefeito carioca Eduardo Paes.

O PT manteve cinco governos. Mas obteve uma conquista relevante, eleger o primeiro governador do Sudeste, o de Minas Gerais. O partido manteve a Bahia, herdou o Ceará, mas perdeu o Rio Grande do Sul.

O PSDB, que tinha oito governos (2010), caiu para cinco. Os tucanos mantiveram o governo de São Paulo. Mas sofreu um sério revés em Minas, terra de seu candidato a presidente, Aécio Neves. Além disso, o seu principal aliado, o DEM, que tinha dois governos ficou sem nenhum.

O PSB perdeu metade dos seus governos, caiu de seis para três. Mas tem a seu favor ter mantido o poder em Pernambuco.

Nas eleições de 2010, o Bloco da oposição (PSDB / DEM) elegeu 10 governadores e o Bloco do governo fez 17 governadores, sendo seis do PSB. Agora, em 2014, o Bloco do governo elegeu 19 governadores, o Bloco de Oposição elegeu oito, sendo cinco do PSDB e três do PSB.

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28 Oct

Nova organização mundial de católicos gays escreveu ao Sínodo

Um congresso fundador da nova Organização Mundial de Associações Gay Católicas (WOHCA) enviou uma carta ao Sínodo dos Bispos, contestando algumas ideias da doutrina tradicional da Igreja sobre a questão homossexual e pedindo uma “acolhida autêntica” das comunidades cristãs aos gays.

 
Fonte: http://goo.gl/p27cYC  

 

 A reportagem é de António Marujo, publicada por Religión Digital, 25-10-2014. A tradução é do Cepat.

O documento enviado a Roma – de fato, uma carta seguida de um documento doutrinário – pede que na Igreja não se faça “discriminação entre as pessoas, não marginalizando a ninguém, mas, sim, dando a cada um o que se pode dar, imitando a Deus Pai”.

O texto, que se preocupa em estender a mão à Igreja oficial e enfatizar os aspectos positivos da visão da doutrina católica sobre o fenômeno, começa dizendo que a homossexualidade “existe na história de todas as sociedades e culturas”. O documento não se limita a pedir acolhida, mas acrescenta: “Expressamos nosso desejo sincero, ardente e honesto, de amar e servir à Igreja de uma maneira mais concreta e ativa nos diversos ministérios leigos abertos a todos os membros do povo de Deus, de acordo com as nossas possibilidades”.

José Leote, do grupo português Rumos Novos, responsável pela organização do congresso, afirmou que é importante entender que os homossexuais “possuem experiências espirituais e religiosas tão dignas como as outras pessoas”.

No documento enviado a Roma, os participantes do congresso escrevem que o matrimônio é uma realidade em constante mudança e defendem que o Sínodo apoie e abençoe os esforços dos católicos homossexuais “no sentido de estabelecer relações autênticas”.

 
Fonte: http://goo.gl/p27cYC  

Pedindo uma atitude de respeito, compaixão e delicadeza, dizem que o Sínodo sobre a Família deveria incluir, em suas conclusões, “uma linguagem para a acolhida na misericórdia, como expressão de amor” e que haja “linhas pastorais” necessárias para a integração e acolhida dos homossexuais nas comunidades cristãs.

O documento ainda sugere que a Igreja deveria abençoar os “casais constituídos por pessoas do mesmo sexo casadas civilmente, seguindo o exemplo de Jesus que nunca rejeitou ninguém que se aproximasse dele com um coração sincero”. Para estes católicos homossexuais, o Evangelho se resume “em uma palavra: amor”. Apesar de muitas vezes sofrerem “a dor da discriminação, da intolerância e da separação” em muitas comunidades, seu maior desejo é “construir pontes” dentro da Igreja.

José Leote descreve os diferentes estados de ânimo das duas semanas do Sínodo: “O relatório provisional mostrou a abertura, no sentido que o Papa pediu, de uma Igreja mais próxima de todas as pessoas. Ao final, viu-se que uma parte da hierarquia quer continuar com uma Igreja alfandegária da fé e não um hospital de campanha, com uma insistência no direito canônico, esquecendo que ‘o sábado foi feito para o homem’ e não ao contrário”. Entretanto, confia que “a semente está lançada”, após escutar as palavras do Papa Francisco, domingo passado, durante a beatificação de Paulo VI.

O congresso fundador da nova WOHCA ocorreu em Portimão (Algarve, sul de Portugal), coincidindo com o início do Sínodo dos Bispos. Participaram quarenta representantes de associações de homossexuais católicos de oito países: Portugal, Espanha, Argentina, Brasil, Costa Rica, México, Peru e Estados Unidos.

Paralelamente ao Sínodo, um II Congresso acontecerá em Sevilha, em outubro de 2015, para debater e aprovar os estatutos da nova evangelização, após prepará-los durante os próximos meses.

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27 Oct

Jesuíta bioquímico morre em São Leopoldo

Faleceu na madrugada de hoje, 27 de outubro, Guido Edgar Wenzel, 78 anos, padre jesuíta, professor e pesquisador da Unisinos.

Doutor em Bioquímica pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, lecionou durante décadas na Unisinos. (Na foto ao lado, Padre Guido fala para um grupo de alunos e alunas, professores e professoras da Unisinos)

O corpo está sendo velado na Casa de Saúde São José, em São Leopoldo, RS.

O sepultamento será amanhã, 28 de outubro, nio Cemitério dos Jesuítas, junto ao Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo, após a celebração da missa de corpo presente, às 9h15min, no Santuário Sagrado Coração de Jesus.

Entre seus vários livros publicados, assinalamos o livro Carboidratos Nutracêuticos e/ou Prebióticos, lançado pela Editora Unisinos, em 2012 e que foi apresentado e debatido num evento promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, no dia 17 de junho de 2012. Na foto acima, vemos o Padre Guido autografando um dos seus livros.

Padre Guido cercado por colegas professores e professoras, alunos e alunas, ex-alunos e ex-alunas.

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