A cultura ocidental presta atenção às condições físicas e mentais das pessoas, mas esquece do espiritual, afirma o monge beneditino Laurence Freeman, guia espiritual da Comunidade Mundial de Meditação Cristã e incentivador do diálogo inter-religioso com diferentes tradições religiosas.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC, 10-11-2009.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) receberá, no dia 12 de novembro, Freeman, que ministrará seminário “O caminho do não-conhecimento – espiritualidade e contemporaneidade”, sobre meditação cristã.
A meditação, explica o monge, “é a abertura do coração”. A tradição cristã sempre entendeu que a meditação, movendo-se da mente para o coração através do silêncio, é o trabalho do amor. “O fruto essencial da meditação e o que desenvolve completamente nossa humanidade é o fato de que nos tornamos pessoas mais amorosas”, assinala.
Freeman lembra que Jesus era um mestre da contemplação e recomendava que as pessoas deixassem suas preocupações e ansiedades de lado, vivendo o momento presente. “Esta é a fórmula da contemplação”, aponta.
A fórmula para a ação, acrescenta, é amar o próximo e ir ao encontro de todos os necessitados, cultivando a paixão pela justiça e trabalhando pela paz.
A meditação, frisa, não é uma oração mental, mas a oração do coração, da pessoa como um todo. Adverte, contudo, que “exuberância de personalidade, emoções expressivas, gosto pela música e pela dança não são opostas ao silêncio e à quietude”.
O monge beneditino propugna uma “nova santidade”, que tenha como base a bondade essencial da natureza humana, mas que se expanda para uma consciência universal. Ele parte da tradição contemplativa cristã e mostra que o conhecimento de Deus não é uma noção abstrata, mas uma verdade experimental que as pessoas descobrem ao explorarem a plenitude da oração. “Se podemos entender, não é Deus”, dizia Santo Agostinho.
A participação no seminário da PUC-Rio é gratuita. |