O Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social, evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Misereor, entidade católica alemã e diversas parceiras, que acontece entre os dias 8 e 10, no Centro Cultural de Brasília [CCB – L2 Norte, Quadra 601, Brasília – DF], vai discutir os impactos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulneráveis.
A notícia é do Boletim da CNBB, 05-06-2009.
A expectativa dos organizadores é reunir nos três dias de encontro, 200 pessoas, entre cientistas, representantes de movimentos e pastorais sociais e vítimas de fenômenos provocados pelas mudanças climáticas.
A organização do Simpósio explica ainda que o objetivo do encontro é expor a gravidade das mudanças climáticas para a humanidade; entre eles, o relatório divulgado na última sexta-feira, 29, pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade cuja sede fica em Genebra, Suíça, que revelou que cerca de 315 mil pessoas são mortas a cada ano vítimas da fome, doenças e desastres naturais.
“A partir dos debates, espera-se que a sociedade tome uma posição mais consistente em relação à questão, adotando medidas para impedir o avanço das mudanças climáticas e suas graves consequências. O Simpósio pretende também formular cobranças para o Estado”, acrescenta a organização.
Durante o Simpósio, alguns representantes de grupos vulneráveis [povos indígenas, ribeirinhos e populações empobrecidas] falarão de suas reações e adaptações aos efeitos das mudanças climáticas.
Dentre os debatedores estão o pesquisador do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, Tércio Ambrizzi; os membros da coordenação de Pesquisas em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpe) e integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Philip Fearnside e Carlos Nobre; o teólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC – RS), Luiz Carlos Susin; representantes de indígenas, pescadores, quilombolas, atingidos por barragens, populações afetadas pelas enchentes no Norte e Nordeste e pela seca na região sul. Os palestrantes alemães são Anika Schroeder e Katrin Vohland.
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