O primeiro livro traduzido para o italiano de Zygmunt Bauman infelizmente não é encontrável. O título é gélido – “Lineamentos para uma sociologia marxista” (Editori Riuniti) – mas, em mais de trezentas páginas o estudioso polaco enfrenta apaixonadamente e por primeira vez os temas que caracterizam toda a sua produção teórica.
Da crise de uma leitura economicista das classes sociais à mudança da figura do intelectual, sempre mais reduzido a ‘opinion maker’, a viver numa sociedade que o moderno havia determinado e que já então manifestava – metade dos anos sessenta – linhas de quebra que se tornarão verdadeiros e próprios pontos de ruptura algumas décadas depois.
Bauman, depois de ter deixado a Polônia após a campanha anti-semita que o havia atingido, escreve da Inglaterra o livro “Memórias de classe” (Einaudi) “A decadência dos intelectuais” (Laterza) e “Os desafios da ética” (Feltrinelli). Mas, com “Dentro da globalização” (Laterza), sua produção se concentra na descrição crítica daquela modernidade que o estudioso polaco qualifica como “líquida”, para sublinhar o enfraquecimento das instituições e dos elos sociais. |