Aproxima-se a promulgação da nova Constituição Apostólica "Praedicate Evangelium", que reforma a Cúria Romana

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09 Setembro 2021

 

Francisco, sobre o documento em preparação há mais de sete anos: "Não apresentará nada de novo em relação ao que se viu até agora. Será o que os cardeais queriam no pré-Conclave de 2013"

A reportagem é publicada por Il sismógrafo, 05-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Papa Francisco, em entrevista à rádio espanhola Cope, no último dia 1 de setembro, em três momentos ou passagens diferentes da conversa fala pela primeira vez de forma tão precisa sobre a nova Constituição Apostólica que deveria ser promulgada até o final do ano. Para uns a data está muito próxima e para outros um pouco mais longe [1]. Este importante documento substituirá definitivamente, depois de 33 anos, aquele de s. João Paulo II "Pastor Bonus" de 28 de junho de 1988. A esta notícia relevante, o Santo Padre acrescentou outras, entre as quais aquela que confirma o nome da Constituição que até agora era apenas uma proposta: "Praedicate Evangelium". A certa altura, o Pontífice especifica: “E com relação à constituição apostólica Praedicate Evangelium, que está sendo elaborada sobre esse ponto, e o último passo é que eu a leia - eu tenho que ler porque tenho que assiná-la e tenho que ler palavra por palavra - ela vai não apresentar nada de novo em relação com o que estamos vendo até agora."

 

A reforma é o que os cardeais queriam (do Conclave de março de 2013)

Sobre a questão das reformas, tema central do pontificado presente em várias alocações, o Papa Francisco ressalta nesta entrevista: “Mas não há nada que eu tenha inventado, o que eu fiz desde o início é tentar iniciar o que nós, cardeais, dissemos nas reuniões pré-conclave para o futuro Papa: o próximo Papa deve fazer isso, isso e aquilo. E é isso que comecei a colocar em prática. Acredito que ainda há várias coisas a serem feitas, mas não há nada que eu mesmo tenha inventado. Estou obedecendo ao que foi decidido naquela época. Talvez alguns não tenham percebido o que estavam dizendo ou pensaram que não fosse tão sério, mas alguns temas causam prurido, é verdade. Mas não há originalidade minha no plano. E meu projeto de trabalho, a Evangelii gaudium, é algo em que tentei resumir o que nós, cardeais, dissemos naquele momento ...) Mas a única coisa que eu fiz foi tentar resumir tudo; pedi as atas daquelas reuniões - nas quais não estive presente - mas para não esquecer e começar tudo."

 

As palavras dos cardeais no pré-conclave

“Se você olhar como foi iniciado desde o começo o que os cardeais disseram no pré-conclave até agora, você também verá que a reforma está andando no mesmo ritmo e bom. O primeiro documento que marca a linha, tentando resumir o que foi dito pelos cardeais, é Evangelii gaudium. Se há um problema na Evangelii gaudium que eu gostaria de assinalar, é o da pregação. Sujeitar os fiéis a longas lições de teologia, de filosofia ou de moralismo, que não é pregação cristã. Na Evangelii gaudium, peço uma reforma séria da pregação. Alguns entendem, outros não entendem ... Para colocar um ponto final, né? Mas a Evangelii gaudium tenta resumir em geral como atitudes o que foi expresso pelos cardeais no pré-conclave. E com relação à constituição apostólica Praedicate Evangelium, que está sendo elaborada sobre esse ponto, e o último passo é que eu a leia - eu tenho que ler porque tenho que assiná-la e tenho que ler palavra por palavra - ela vai não apresentar nada de novo em relação com o que estamos vendo até agora. Talvez alguns detalhes, algumas mudanças sobre os dicastérios que se uniram, dois ou três dicastérios a mais, mas tudo já foi anunciado: por exemplo, Educação vai se unir à Cultura. Propaganda fide vai se unir ao dicastérios da Nova Evangelização.

 

Papa Bergoglio: “Não haverá nada de novo ...”

Por fim, na entrevista o Papa conclui: “Mas tudo já foi anunciado. Não haverá nada de novo em relação com o que foi prometido. Alguns me dizem: “Quando sairá a constituição apostólica da reforma da Igreja, para ver a novidade?”. Não. Não haverá nada de novo. Se houver algo novo, são pequenos ajustes. Está na última parte, que está atrasada devido à minha doença. Está sendo cozinhado a fogo baixo, de modo que englobe tudo. Que fique claro que a reforma não será nada além do que os cardeais disseram, o que pedimos no pré-conclave e o que está sendo visto. Está sendo visto.”

 

Nota:

[1] Domingo, 22 de novembro, festa de Cristo Rei. Outra data que segundo alguns poderia ser a definitiva.

 

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