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Trabalho » Tecnosociais

Histórico

Desde 1976, a UNISINOS destaca-se por atuar na área do Cooperativismo e do Associativismo, por meio do Instituto Multifuncional CEDOPE, assumido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, a partir de 2001. O IHU buscou dar continuidade a esse trabalho, especialmente, no seu início, por meio da Área de Concentração II, "Trabalho, Solidariedade e Sustentabilidade’. Por outro lado, com o agravamento do desemprego e a constituição de um campo de reflexão e atuação identificado como Economia solidária, os Grupos Temáticos (GTs) da Área de Concentração passaram a desenvolver ações nessa perspectiva. Na época, os grupos temáticos eram: Economia Solidária, Trabalho e Associativismo e Cooperativismo. Houve, ainda em 2002, um outro programa da Universidade funcionando com o foco na economia solidária, desenvolvido em parceria com o Governo de Estado, sob o nome de Núcleo de Economia Popular Solidária (conhecido como Técnicos em Autogestão – TEAG´s), gerenciado pelo então Centro de Ciências Econômicas, junto ao Programa de Extensão Empresarial.

Historicamente, a UNISINOS já contribuiu na constituição, assessoria e acompanhamento de centenas de cooperativas no Rio Grande do Sul e em outros estados, por meio do projeto Assessoria a Cooperativas, que desenvolvia anteriormente. Realizou 45 pesquisas na área do cooperativismo, várias delas publicadas em veículos próprios. A Série de Cooperativismo, iniciada em 1978, como publicação semestral na Revista Perspectiva Econômica, editou 54 números, com mais de 8.500 páginas sobre temática cooperativa.

O Cadernos CEDOPE, igualmente, chegou a editar 22 números e Após passou a intitular-se Cadernos IHU. Além da articulação com outras instituições da área do cooperativismo, destaca-se a parceria com organizações que atuam no campo da Economia Solidária, como a Cáritas Brasileira – Regional Rio Grande do Sul, com quem a UNISINOS desenvolveu um processo de pesquisa, a partir de 1993, com mais de 500 empreendimentos solidários. Esta pesquisa, pioneira no estado, em parceria com outras ONG’s e o poder público, originou diversas publicações.

Noutra frente de trabalho, a UNISINOS já está na 31 edição do seu curso de Especialização em Cooperativismo – CESCOOP. O curso tem por objetivo capacitar profissionais para participarem ativamente das associações de pessoas e atuarem com competência nas cooperativas, sempre se pautando em uma concepção de compromisso com a efetiva cultura cooperativista e solidária, assumindo a missão de estimular um sistema de organização econômica e social baseado nos valores do humanismo social cristão.

Em nível de mestrado e doutorado, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais mantêm uma equipe de pesquisadores junto à linha de pesquisa: Trabalho, Cooperação e Solidariedade, na qual se vincula o Grupo de Pesquisa em Economia Solidária. Destaca-se, também, o Programa de Pós-Graduação em Educação, com a Linha de Pesquisa IV, intitulada Educação, Desenvolvimento e Tecnologia no âmbito de processos educacionais formais e não formais, problematizando questões de ordem política, social, cultural e técnica, que aborda questões relacionadas com o trabalho, com as relações de gênero, com as mediações pedagógicas e com a produção da exclusão por conhecimento.

Já o projeto Incubadora de Cooperativas Populares havia sido implantado na Universidade pelo CEDOPE, em 1998. Na perspectiva de reestruturação dos trabalhos desenvolvidos anteriormente pelo CEDOPE, no ano de 2003, após várias discussões e ajustes, este projeto foi redimensionado para o programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários. No ano de 2004, todos os projetos sociais que então funcionavam no Instituto, foram assumidos pela Diretoria de Ação Social.

O Tecnosociais, de dezembro de 2004 até junho de 2007, foi fomentado pelo Convênio assinado entre Unisinos/Fundação Banco do Brasil/Unitrabalho. No segundo semestre de 2006 até dezembro de 2007, foi complementado pelo convênio entre Unisinos e o Ministério do Desenvolvimento Social/Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (MDS/PNUD), posteriormente renovado por meio de Termos Aditivo, até dezembro de 2008.

Inicialmente, o programa empenhou seus esforços em 12 empreendimentos situados da Região Metropolitana de Porto Alegre. Através da sensibilização social, mobilização, processo de legalização e capacitação dos cooperados buscava a sustentabilidade dos grupos atendidos. Além da orientação, assessoria em reuniões, cursos e palestras, esse processo permitiu a construção, a avaliação e o aperfeiçoamento de uma metodologia de trabalho.

No período de 2009 a 2011, manteve convênio com a FINEP – Financiadora de Estudos e Pesquisas, por meio do PRONINC – Programa Nacional de Incubadoras, acompanhando 07 empreendimentos de economia solidária do município de São Leopoldo. Entre estes, destaca-se o trabalho desenvolvido com os grupos de reciclagem de resíduos sólidos.

Deve-se citar, também, a indicação ao Prêmio Regional de Inovação Tecnológica, promovido pela Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), em outubro de 2006. O Tecnosociais foi vencedor na regional sul, do 9º Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, na categoria Inovação Social. Esta premiação levou o Programa a concorrer ao reconhecimento nacional, em Brasília, com mais outros quatro projetos indicados regionalmente.

O Tecnosociais se volta às definições estratégicas da Universidade no que diz respeito à inserção regional – dado que possibilita a contribuição da UNISINOS na construção de espaços produtivos construídos na perspectiva do desenvolvimento humano e sustentável –, bem como do ponto de vista da produção interdisciplinar de conhecimentos, que é da própria natureza do trabalho proposto.

Desenvolver modelos e práticas de incubagem, aqui entendida como acompanhamento com assessoria e processo de formação continuado a empreendimentos solidários, desde a implantação até a sua autonomia, relacionando incubagem com educação para toda a vida, capazes de contemplar políticas de desenvolvimento autônomo é, hoje, um desafio crescente. Do ponto de vista da economia solidária, o desafio constitui-se em desenvolver modelos e tecnologias sociais, capazes de integrar diferentes dimensões: econômicas, sociais, ambientais, tecnológicas e culturais. Trata-se de uma sustentabilidade humana e ambiental, enfrentando, de forma criativa, o ambiente de crise que descrevemos aqui.

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