
Torna-se cada vez mais latente a necessidade de se (re)pensar modelos econômicos capazes de vislumbrarem os limites e as possibilidades de uma economia sustentável, ética e socialmente regulada, uma organização econômica e social que tenha o ser humano e a natureza na centralidade da vida societária, lugar que hoje é ocupado pelo mercado.
Aproximar questões que, ao longo do tempo, acabaram separadas pela maior parte da teoria econômica e pela construção prática do cotidiano do mercado, como por exemplo, economia e a felicidade das pessoas, o bem comum, a equidade e a justiça social, talvez seja algo necessário. Aproximações que levam a refletir sobre os fundamentos antropológicos, teológicos e sociais da economia, de maneira a buscar pistas que permitam ter a economia como construção do bem-estar social, bem como vislumbrar limites e possibilidades.
Para tanto, pode-se resgatar algumas das raízes do pensamento econômico, retomando debates relacionados a reciprocidade, ao dom, a eficiência, a equidade, a felicidade pública. Perceber essas questões ao longo do percurso histórico da experiência econômica do Ocidente, mostrando como os seus fundamentos estão na experiência cristã e como é preciso recuperar essa relação entre produção de riquezas e fraternidade, pode contribuir para que se possa melhor compreender o momento atual e seus desdobramentos.
Torna-se relevante pensar se o atual modelo econômico tem o interesse individual elevado à condição de motor da eficiência e da produção de riquezas e se não há espaços para a pluralidade de concepções e formas de agir no mercado. “Uma sociedade que suprima do seu horizonte cultural o princípio da reciprocidade é uma sociedade com um futuro provavelmente comprometido e certamente sem condições de satisfazer à demanda de felicidade de seus membros” (Zamagni, 2010).
Dado o exposto e diante do contexto atual, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU propõe o evento Crise Econômica Global e a Economia Civil - possibilidades e desafios, de maneira a, quiçá, contribuir para um pensamento econômico plural, civilizador, com princípios para além da troca instrumental e do lucro, de maneira a fomentar a promoção da justiça e o bem comum.
Refletir sobre o contexto da crise econômica global, explorando limites e possibilidades a partir de uma concepção plural de economia e de mercado.
Professores, alunos, funcionários e comunidade acadêmica em geral.
05 de junho de 2012 | Crise Econômica Global e a Economia Civil - possibilidades e desafios |
O aluno receberá certificado de frequência somente das horas referentes às atividades em que participar. Para isso, deverá assinar a ata de presença em cada evento. O certificado estará disponível no Atendimento Unisinos (mediante a taxa de R$9,00) a partir de 15 dias após seu término.
Evento gratuito.
Prof. Dr. Inácio Neutzling – Unisinos
Prof. MS Lucas Henrique da Luz - Unisinos

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