Os três movimentos de Francisco

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22 Outubro 2021

 

Há uma contradição, pelo menos na aparência. O maxi-processo em curso sobre a fraude de venda de um edifício na Sloane Avenue, no exclusivo bairro londrino de Chelsea, coloca em cena um imponente aparato judicial. Normas, juízes, advogados, instrumentos financeiros sofisticados e investigações ainda mais sofisticadas: com Francisco, o estado do Vaticano tornou-se mais pesado, não mais espiritual, essencial... Franciscano. Mas, desde que tenha um cofre e um balancete, uma administração e um patrimônio, uma Concordata e padrões internacionais a respeitar, é inevitável que a situação seja assim.

O comentário é de Iacopo Scaramuzzi, publicado por Gazzetta Santa MartaJesus, revista italiana, outubro de 2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

A alternativa é transferir a sede de Pedro para o Latrão e fechar o Vaticano. Até que isso aconteça, é necessário haver leis, instituições, sanções que previnam e atinjam não o pecado, mas a corrupção, para usar uma distinção cara a Bergoglio. Papa que, de fato, fortaleceu o Estado do Vaticano, com um primeiro movimento, para conter, como solicitado pelo Conclave de 2013, escândalos financeiros, abusos sexuais, lutas pelo poder.

Mas, com um segundo movimento, ele iniciou uma sinodalidade que pode se traduzir em retorno. Capazes, se souberem aproveitá-la, de aumentar a participação das Igrejas locais e deixar-lhes ampla margem para inculturar a fé.

Por fim, para evitar que atrapalhe essa perspectiva, Francisco há oito anos sujeita a Cúria Romana - com um terceiro movimento - a um terremoto contínuo. Ele monta e desmonta estruturas, promove e retira colaboradores, quase como se o fato pouco o interessasse. Como se não estivesse focado no Estado da Cidade do Vaticano, mas, franciscanamente, no Evangelho.

 

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