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15 Junho 2021

 

Desigualdade alcança nível recorde no Brasil

“Com o impacto da pandemia no mercado de trabalho, a desigualdade alcançou nível recorde no país. Ou seja, a diferença que separa os ganhos de ricos e pobres ficou ainda maior durante a crise sanitária. Os dados integram a pesquisa 'Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia', divulgada nesta segunda-feira (14) pelo centro de estudos FGV Social. O levantamento considera estatísticas desde 2012. O salto na desigualdade é medido pelo Índice de Gini. Na escala de Gini, zero significa igualdade de renda. Quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. Na prática, uma alta no indicador sinaliza piora nas condições socioeconômicas” – Leonardo Vieceli, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Andamos para trás

“A literatura considera este movimento um grande salto de desigualdade. A situação piorou agora. A pandemia veio em um momento de fragilidade trabalhista”, ressalta Neri. O resultado é pior do que uma década perdida. Andamos para trás” – Marcelo Neri, economista, diretor do FGV Social, comentando o índice Gini que no primeiro trimestre de 2020, fase inicial da pandemia, estava em 0,642 e no primeiro trimestre deste ano, o indicador alcançou a marca de 0,674, a maior da série analisada – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Cenário de grandes perdas

“Houve uma piora. O bolo de renda diminuiu, e diminuiu mais para os mais pobres. A vacina é fundamental para recuperarmos nível de normalidade. Vivemos um cenário de perdas tão grandes que se espera uma melhora depois” – Marcelo Neri, economista, diretor do FGV Social – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Brasil precisa desesperadamente de uma agenda

“Mais do que os rótulos, o Brasil precisa desesperadamente da agenda – diante da alta histórica da pobreza, da desigualdade de renda e até da desigualdade de felicidade (conforme apresentado ontem pela FGV Social)” – Pedro Fernando Nery, doutor em economia – O Estado de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Chocante

“Dado chocante da Associação Brasileira de Supermercados: 41,9% dos alimentos perecíveis deixam de ser consumidos por causa da… data de vencimento. Por conta disso, o Fórum Nacional da Cadeia de Abastecimento montou amplo debate, quinta-feira, para discutir a introdução do conceito “best before” no Brasil, permitindo consumo fora da validade de certos alimentos “se estiverem com boa aparência”, diz João Dornellas, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos. A classificação já é utilizada em diversos países” – Sonia Racy, jornalista – O Estado de S. Paulo, 16-06-2021.

 

Os mais fiéis e os mais moderados

“Os mais fiéis acham que ele quer cuidar dos brasileiros, mas veem o Congresso, a imprensa e o Supremo Tribunal Federal como obstáculos que o impedem de trabalhar. Não acreditam no que a oposição fala na CPI e dizem que Bolsonaro só não comprou vacinas antes porque é cuidadoso. Os mais moderados, que votaram em Bolsonaro e se tornaram críticos com a pandemia, acham que ele foi irresponsável e desumano, especialmente ao debochar dos mortos e da dor das famílias. Não chegam a defender punições para suas ações, mas consideram importante que as coisas sejam esclarecidas” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Orfandade política

“A grande maioria está confusa, dominada por um sentimento de orfandade política. Essa porção do eleitorado é formada majoritariamente por mulheres, jovens e pessoas que empobreceram na pandemia. Elas estão esperando um discurso que não será fácil para a esquerda entregar” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Novas maneiras de dialogar

“Muita gente no campo democrático tem dificuldade em construir um discurso que acolha esses valores mais conservadores, sem a radicalidade bolsonarista. Terão que falar sobre segurança pública também, mesmo que se afastem da brutalidade do discurso de Bolsonaro nessa área. Há muita insegurança na sociedade, nos bairros ricos e nas áreas periféricas onde a violência é cotidiana. Será preciso encontrar novas maneiras de dialogar com essas pessoas. Em nossas entrevistas, esse assunto é objeto de muitas críticas à esquerda. Há grandes especialistas no tema no campo progressista, mas as soluções que oferecem são complexas, de longo prazo. Bolsonaro pode ser demagógico e populista, mas fala no assunto de um jeito que as pessoas entendem” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Sentimento profundo de traição

“Lula dialoga bem com valores conservadores, como a ideia da ordem e uma certa religiosidade popular. Mas ficou marcado pela associação com a corrupção. Muitos de seus eleitores votaram em Bolsonaro movidos por um sentimento profundo de traição, que não vai desaparecer de um dia para outro” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Sentimento muito antissistema

“O bolsonarista desencantado carrega nas costas várias decepções, que vão se acumulando. Está decepcionado com Bolsonaro agora, mas também continua decepcionado com o PT, com os partidos em geral, com o sistema político. No final das contas, é um sentimento muito antissistema. Não se trata de uma desilusão pontual com um partido ou um indivíduo específico, mas com o sistema como um todo. Então não vai ser fácil para os políticos convencerem esse eleitor a se encantar novamente com a política. Será necessário um trabalho mais complexo do que em outras eleições” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Reconstruir a confiança, eis a questão

“Quando perguntamos aos nossos entrevistados se acham que existe democracia plena no Brasil, todo mundo responde que não. Acham que o país está afundando na corrupção, que o sistema político é sujo e corrompido, e não se pode mais confiar nele. A questão para a oposição é como reconstruir essa confiança” - Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017, quando começou a entrevistar grupos de eleitores em parceria com a cientista política Camila Rocha, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Responsabilidade histórica da esquerda brasileira

“O ponto de consenso é que precisamos derrotar Bolsonaro e virar a página do pesadelo que assola o país. Sem isso não há como disputar o futuro. É a luta pela vida contra um governo da morte. É a luta pela democracia contra as constantes ameaças autoritárias. E essa luta exige unidade política e amplitude, enfim, exige responsabilidade histórica da esquerda brasileira” – Guilherme Boulos, professor, militante do MTST e do PSOL. Foi candidato à Presidência da República e à Prefeitura de São Paulo – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Não diluição de projeto

“Agora, amplitude não significa diluição de projeto. Mais do que nunca, precisamos de um projeto de combate às desigualdades, à fome, ao desemprego, com retomada do investimento público e enfrentamento a privilégios. A pandemia escancarou a urgência de um SUS forte, da educação e da pesquisa científica. Em tempos de intolerância bolsonarista, o combate ao racismo, ao machismo e o respeito à diversidade precisam estar no centro do debate público. Em tempos de devastação ambiental, a proposta de um novo modelo de desenvolvimento —com carbono zero, energia limpa e transição agroecológica— não pode mais esperar”– Guilherme Boulos, professor, militante do MTST e do PSOL. Foi candidato à Presidência da República e à Prefeitura de São Paulo – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Superar o atraso sem deixar de disputar o futuro

“É possível superar o atraso e a ameaça autoritária sem deixar de disputar o futuro. É possível ter a amplitude que o momento exige e, ao mesmo tempo, afirmar um projeto de transformações. Aliás, é necessário”– Guilherme Boulos, professor, militante do MTST e do PSOL. Foi candidato à Presidência da República e à Prefeitura de São Paulo – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Instituição apequenada

“Se há uma instituição que sai apequenada da crise sanitária, é o Conselho Federal de Medicina (CFM). Quando praticamente todos os órgãos reguladores e sociedades científicas relevantes do planeta já se manifestaram contra a prescrição de cloroquina para pacientes de Covid-19, o conselho segue falando em autonomia do médico e na legitimidade do uso “off-label” – Helio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Ciência e CFM

“Juntar ciência e CFM na mesma frase sempre foi arriscado. Basta ver que o conselho reconhece a homeopatia como especialidade médica, embora seu estatuto epistemológico seja, numa hipótese generosa, controverso. O médico em busca de respaldo científico faz melhor se ignorar o CFM e ouvir as sociedades de especialistas” – Helio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

Diversidade sociocultural da Amazônia é essencial para soluções climáticas

“De acordo com o Global Safety Net, 85% da região amazônica é de vital importância para a diversidade biológica e para o sistema climático global. Atualmente, quase 50% das florestas não degradadas na bacia amazônica encontram-se em terras indígenas, informa pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (Filac) baseada na revisão de mais de 300 estudos publicados nas últimas décadas. Ou seja, a diversidade biológica e cultural da Amazônia representa uma das forças mais poderosas para as soluções climáticas” - Cristiane Fontes, jornalista, diretora da Amoreira Comunicação e responsável pelas parcerias regionais e com o Brasil na Global Canopy, organização não governamental voltada ao fomento de uma economia global sem desmatamento e Justin Winters, cofundadora e diretora-executiva da One Earth, organização que promove e mobiliza ciência, “advocacy” e filantropia para impulsionar ações coletivas voltadas a limitar o aumento da temperatura média global a 1,5ºC – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

O futuro é ancestral

“Em abril, Tuntiak Katan, coordenador da Aliança Global de Comunidades Territoriais, enviou uma mensagem, por meio das redes sociais, a Elon Musk, criador de um prêmio de US$ 100 milhões para iniciativas de captura de carbono. A mensagem explica que a melhor solução para as crises climáticas é a sabedoria tradicional. Ou, ecoando as poderosas palavras do líder indígena Ailton Krenak, o futuro é ancestral” - Cristiane Fontes, jornalista, diretora da Amoreira Comunicação e responsável pelas parcerias regionais e com o Brasil na Global Canopy, organização não governamental voltada ao fomento de uma economia global sem desmatamento e Justin Winters, cofundadora e diretora-executiva da One Earth, organização que promove e mobiliza ciência, “advocacy” e filantropia para impulsionar ações coletivas voltadas a limitar o aumento da temperatura média global a 1,5ºC – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

 

‘Você viu moto de trabalhador?’

“Quanto aos bolsonaristas quererem se segurar na nossa categoria, é só o Bolsonaro enxergar quantos motoentregadores participaram com seus bauzinhos dos movimentos que ele fez, e não só em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro e Brasília. Isso deixa claro como está sendo vista a política dele. Quem reuniu com ele são esses caras de motoclubes que pensa igual ele e que foram fazer firula para ele. Vieram comboios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul. Você viu moto de trabalhador? É porque trabalhador não tem o que comemorar. Gás de cozinha subindo, gasolina subindo, derivados de petróleo subindo, mergulhados em precarização potencializada pelo governo federal" - Gilberto Almeida, o Gil, presidente do sindicato dos motoboys entregadores de aplicativo – Folha de S. Paulo, 15-06-2021.

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