Pandemia, um evento epocal. A encíclica Fratelli Tutti, lida e comentada por José Tolentino de Mendonça, cardeal, no IHU

No dia 09 de outubro de 2020, o cardeal Tolentino Mendonça abordará as contribuições de Francisco para um futuro pós-pandêmico, em conferência online

Arte: Natália Froner | IHU

Por: João Vitor Santos e Wagner Fernandes de Azevedo | 29 Setembro 2020

Da crise não saímos iguais. Ou saímos melhores ou saímos piores”. A provocação foi feita pelo Papa Francisco, em discurso na 75ª Assembleia Geral da ONU, realizada na semana passada. A frase não vem solta e está no bojo das reflexões que o pontífice tem acentuado neste tempo pandêmico, como a emergência de pensarmos uma outra economia, uma outra relação com o planeta e mesmo uma outra relação entre os seres humanos. O cerne de todo esse pensamento deve estar na Encíclica Fratelli Tutti, documento que vem sendo intensamente construído e debatido nesse período de quarentena, e que deve ser tornado público no próximo dia 4 de outubro, um dia depois de Francisco assinar a versão final.

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Cardeal José Tolentino de Mendonça. Foto: Ecclesia

E para mergulhar ainda mais nessa Encíclica e na visão do pontífice, o Instituto Humanitas Unisinos - IHU promove, no dia 9 de outubro, às 10 horas, a conferência "Pandemia, um evento global. Repensar o futuro da casa comum a partir da Encíclica Fratelli Tutti", com o cardeal José Tolentino de Mendonça diretamente da Cidade do Vaticano, em Roma.

Poeta, teólogo português e professor universitário, Tolentino atualmente é arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, na Cúria Romana. Foi elevado a cardeal em 5 de outubro de 2019. Tolentino é considerado uma das vozes mais originais da literatura portuguesa contemporânea e reconhecido como um eminente intelectual católico.

Terceira encíclica desde o início do pontificado do Papa Francisco, Fratelli tutti, todos irmãos, em tradução livre, é, assim como Laudato Si’, inspirada em textos de São Francisco de Assis.

Segundo Alberto Melloni, historiador italiano, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha, é preciso compreender dois eventos que inspiram o documento. “O primeiro é a declaração sobre a fraternidade humana, assinada em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi junto com o grande imã da mesquita de al-Azhar, figura de respeito a quem todos perdoam algumas declarações durante a intifada e que não tem para todos os muçulmanos a representatividade que os católicos lhe atribuem”, observa em artigo reproduzido nas Notícias do Dia de 17-09-2020, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

O segundo acontecimento é a pandemia e “o desafio de uma ameaça em que a opulência se descobriu frágil e as ditaduras menos eficazes das democracias: foi precisamente ao pregar uma passagem do profeta Jonas em meados de maio que Francisco relançou a ideia de uma comunhão em oração dos fiéis”, observa.

Para o cardeal Tolentino, este é um tempo que gera muitas perguntas e, como defende em um de seus livros O pequeno caminho das grandes perguntas (Quetzal, 2018), também um tempo de muito crescimento. “O futuro nos chegou até de uma forma um tanto distópica, mas chegou como pôde chegar. A verdade é que somos chamados a olhar para nosso presente como um ponto de partida”, observa o cardeal, em conferência alusiva às Jornadas de Comunicação deste ano.

 

A conferência será no dia 9 de outubro, sexta-feira, às 10h, transmitida ao vivo pelo Microsoft Teams e pelo Canal IHU Comunica no Youtube.

Acompanhe as redes sociais e o sítio do IHU, pois em breve divulgaremos detalhes sobre as inscrições.

 

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