Crise no Vaticano: crescem as dúvidas sobre o governo da Igreja e o sofrimento dos católicos

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25 Setembro 2020

Nessa quinta-feira, 24, Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, segundo um comunicado da Santa Sé, ouviu do Papa Francisco o seguinte: aceito “a renúncia ao cargo de Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e aos direitos ligados ao Cardinalato”. Ou seja, o ex-substituto da Secretaria de Estado, durante anos muito próximo do pontífice, não apenas não é mais prefeito, mas também não tem mais os direitos de um cardeal.

O comentário é de Luis Badilla, publicado por Il Sismografo, 24-09-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A notícia é incrível, surpreendente e dolorosa. Esses fatos recentes, comunicados com a conhecida, habitual, pouca ou pobre transparência vaticana, causam um grande sofrimento no mundo dos católicos, do chamado “Santo Povo de Deus”.

É preciso dizer a verdade e não usar a discrição como pretexto para não esclarecer logo o que está acontecendo há algum tempo no Vaticano. É preciso lembrar, por exemplo, que há meses já houve dois “prefeitos” que mantêm o título, mas são pessoas sob sindicância, que não podem assinar nada e, em alguns momentos, sequer entrar no próprio escritório.

Trata-se do prefeito da Prefeitura da Casa Papal, George Gaenswein, e o cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basílica Papal de São Pedro, presidente da Fábrica de São Pedro e vigário geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano e para as Vilas Pontifícias de Castelgandolfo.

Rumores asseguram que o papa teria bloqueado a questão da “corrupção” nos contratos da Fábrica, que ele mesmo denunciou publicamente, e teria, depois, pedido desculpas ao cardeal Comastri.

Agora, a essas situações delicadas, soma-se o caso de Angelo Becciu. O cardeal prefeito vai embora do dicastério e perde os direitos do cardinalato. Não é mais cardeal eleitor, mas permanece como purpurado. Nunca antes se havia visto tal situação. O cardeal britânico da Escócia, Keith Michael Patrick O’Brien, perdeu os direitos cardinalícios devido aos escândalos sexuais aos quais foi associado com acusações graves, mas continuou cardeal (20 de março de 2015).

A pergunta que os católicos fazem nestas horas é uma só: o que está acontecendo na cúpula vaticana e no pontificado do Papa Francisco?

 

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