“Para a economia e os mercados a solidariedade é quase um palavrão”, afirma Francisco

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Por: Jonas | 25 Novembro 2013

Francisco (foto) engrandeceu as cooperativas que, em tempos de crise, reduziu sua margem de lucro para manter os postos de trabalho e criticou os chamados mercados, para os quais a palavra solidariedade, disse, “é quase um palavrão”. Por meio de uma mensagem de vídeo, exibida hoje no III Festival da Doutrina Social da Igreja, que ocorre até domingo, em Verona (norte da Itália), o Pontífice apostou na cooperativa como forma de gestão empresarial e advertiu que deixar de lado os jovens desempregados, supõe uma “hipoteca” para o futuro.

 
Fonte: http://goo.gl/NdRxwl  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 22-11-2013. A tradução é do Cepat.

“A Doutrina Social (da Igreja) não tolera que os lucros sejam de quem produz e a questão social seja deixada ao Estado e às ações de assistência e voluntariado. É por isso que a solidariedade é uma palavra chave da Doutrina Social”, afirmou Francisco, numa alocução promovida pela Santa Sé.

“Porém, no momento atual, nós corremos o risco de tirá-la do dicionário, porque é uma palavra incômoda, e também – permita-me – é quase um ‘palavrão’. Para a economia e os mercados a solidariedade é quase um palavrão”, acrescentou.

O Papa explicou que há alguns meses teve uma reunião, no Vaticano, com alguns representantes do mundo das cooperativas, que lhe explicaram que para enfrentar a crise tinham reduzido sua margem de lucro, mantendo o nível de emprego, algo que confessou que o consolou.

“O trabalho é muito importante. O trabalho e dignidade da pessoa caminham no mesmo compasso. A solidariedade também precisa ser aplicada para garantir o emprego. A cooperação representa um elemento importante para assegurar a pluralidade de presenças entre os gestores nos mercados”, afirmou Francisco.

“Hoje, (a cooperativa) também é objeto de alguma incompreensão em nível europeu, mas acredito que não considerar atual esta forma de presença no mundo produtivo constitui um empobrecimento, que deixa espaço às homologações e não promove as diferenças e a identidade”, acrescentou.

O Pontífice recordou, além disso, que quando tinha 18 anos escutou seu pai dar uma conferência sobre o cooperativismo cristão e, desde então, a partir de 1954, “entusiasma-se” com esta forma de gestão empresarial, que, em sua opinião, é o caminho para uma “igualdade nas diferenças”, embora seja “economicamente lenta”.

Segundo Francisco, a Doutrina Social da Igreja Católica também pode “orientar as pessoas e mantê-las livres” diante de alguns mercados em que está ausente “valor, uma reflexão e a força da fé” em seu interior, para se deixar levar pelo desejo de garantir a dignidade da pessoa e não do “ídolo dinheiro”.

O Pontífice argentino destacou, além disso, que os jovens e os idosos “são considerados descartáveis, na atualidade, porque não respondem às lógicas produtivas em uma visão funcionalista da sociedade, porque não respondem a nenhum critério útil de investimento”.

“Dizem que eles são ‘passivos’, não produzem, não são sujeitos de produção na economia de mercado. Não podemos que esquecer, no entanto, que os jovens e os anciãos carregam consigo uma grande riqueza: eles são o futuro de um povo”, apontou.

“Não pode haver um autêntico desenvolvimento - acrescentou -, nem um crescimento harmônico de uma sociedade, caso negue a força dos jovens e a memória dos anciãos. Um povo que não cuida de seus jovens, de seus anciãos, não tem futuro”.

O Papa se deteve, concretamente, nas elevadas porcentagens de jovens desempregados, registradas em numerosos países, entre eles muitos da Europa, com taxas de desemprego de 40% ou mais.

“Esta é uma hipoteca, é uma hipoteca para o futuro. Caso não se resolva logo esta questão, isto será a certeza de um futuro muito frágil ou um ‘não-futuro’”, disse Francisco.

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