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Espiritualidade » Comentário do Evangelho

DOMINGO 30 DE OUTUBRO Mateus 23, 1-12

Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: «Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam.
Amarram pesados fardos e os colocam no ombro dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Vejam como eles usam faixas largas na testa e nos braços, e como põem na roupa longas franjas, com trechos da Escritura.
Gostam dos lugares de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; gostam de ser cumprimentados nas praças públicas, e de que as pessoas os chamem mestre. Quanto a vocês, nunca se deixem chamar mestre, pois um só é o Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. Na terra, não chamem a ninguém Pai, pois um só é o Pai de vocês, aquele que está no céu. Não deixem que os outros chamem vocês líderes, pois um só é o Líder de vocês: o Messias.
Pelo contrário, o maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês. Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.»

(Correspondente ao 31º Domingo do Tempo Comum, ciclo A do Ano Litúrgico).

Jesus propõe uma forma de vida diferente

 

Ao longo desses domingos, meditamos sobre os diferentes diálogos, com perguntas e, muitas vezes, discussões entre os fariseus e as palavras claras que Jesus traz. Na semana passada um deles perguntava qual era o maior mandamento da Lei. O evangelho de hoje nos situa num diálogo de Jesus com as multidões; ele está falando sobre os doutores da Lei e sobre os fariseus. Jesus disse: "Devem fazer o que dizem mas não imitar suas ações que, na prática, é não levar a cabo nem aquilo que eles falam".

Após, ele faz uma descrição das roupas que usam os fariseus, de suas vestes, de seus gostos. Ele lhes fala também sobre o lugar e a honra que aqueles homens procuram nas sinagogas, na sua vida pública, e como são chamados pelo povo em geral. Jesus coloca os fariseus como exemplo daquilo que não deve ser realizado pelos discípulos.

Neste texto destacamos uma palavra muito importante para nossa vida quotidiana e que é um grande desafio para nós. Ele vai dizer para todas essas pessoas que estavam escutando: "Todos vocês são irmãos". É essa a razão pela qual somos todos e todas iguais, não devem existir diferenças sociais, nem no trato, nem em como ser nomeado pelos outros. Pelo contrário, cada um e cada uma deve ser servidor da pessoa que está ao seu lado.

Ele propõe uma forma de vida diferente. O Pe. Quinto Regazzoni, teólogo italiano residente no Paraguai, estabelece uma relação entre o Reino pregado por Jesus e o conceito de Vida Boa dos povos indígenas. Disse que "Jesus, por exemplo, é visto por seus contemporâneos como um profeta apaixonado por uma vida mais digna (teko marangatu, em guarani) para todos, uma vida boa (teko porã). "Ele proclama o Reinado de justiça e misericórdia de Deus, isto é, sua maneira de ser, cheia de bondade, que instaura a ansiada "Shalóm’, que pode ser traduzida como bem-estar, uma vida plena, cheia de prosperidade".

O serviço ao irmão falado por Jesus não é em função própria, na procura de possíveis vantagens para o trabalho ou para ser bem agradecidos. É um serviço originado pela fraternidade que nos une por ser filhos e filhas do mesmo Pai. Com grande pedagogia, Jesus nos apresenta que dentro do mistério do Reino há um caminho diferente daquele apresentado pelo mundo e dentro das mesmas religiões: "o maior é o servidor de todos e de todas".

Como diz Torres Queiruga: Em Jesus se realiza o melhor de nós. Ele revela uma forma de vida em que "quem se humilha será elevado, e quem se eleva sera humilhado"

Escutando a voz dos jovens que celebramos neste domingo, o Dia da Juventude, desafia-nos o fato de oferecer sempre para eles uma "Igreja servidora do Reino, sempre do lado dos mais pobres e sofredores"

 

Oração pela paz de São Francisco de Assis

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