Outro papa. Ratzinger, sua renúncia e o confronto com Bergoglio

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27 Novembro 2020

Un Altro Papa.
Ratzinger, Le Dimissioni E Lo Scontro Con Bergoglio
Marco Ansaldo. Editor: Rizzoli. Ano de publicação: 2020
No mercado a partir de: 24 de novembro de 2020
Páginas: 155. Capa dura

Acaba de ser publicado na Itália o livro acima. Marco Ansaldo, vaticanista e enviado especial para a política externa do "Repubblica", conta-nos uma das épocas mais conturbadas da história da Igreja, marcada por polêmicas, escândalos financeiros e intrigas palacianas.

Reproduzimos a resenha do livro publicado pela Editora Rizzoli. A tradução é de Luisa Rabolini.

No final da tarde do dia 11 de fevereiro de 2013 um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro. Parecia a todos a imagem-símbolo do acontecimento sem precedentes que acabava de abalar a Igreja Católica, desde suas fundações. No final de um discurso no Consistório dos Cardeais, em vista à canonização dos mártires de Otranto mortos pelos turcos há mais de meio milênio, Bento XVI pediu para que uma folha de papel lhe fosse entregue por Georg Gänswein, que estava ao lado dele com um rosto sombrio, e começou a ler em latim: "Fratres carissimi ...". Alguns dos cardeais presentes não entenderam o motivo daquela estranha referência ao avanço da idade (ingravescente aetate). Outros fingiram ou quiseram se convencer de que estavam interpretando mal as palavras do pontífice. Em vez disso, a mensagem era clara. Aliás, inequívoca. Com sua Declaratio, Joseph Ratzinger renunciava ao ministério de bispo de Roma.

Ele se demitia do cargo de Papa. Isso não acontecia desde 1415. O anúncio foi um choque para o mundo. Mas quais foram as profundas razões que levaram Bento XVI àquela histórica e atormentada decisão? Foi um ato de responsabilidade ou estava jogando a toalha? E como enfrentar, após a eleição surpresa do argentino Jorge Mario Bergoglio, a presença de dois papas? Um emérito e o outro reinante? Marco Ansaldo, vaticanista e enviado especial para a política externa do "Repubblica", conta-nos uma das épocas mais conturbadas da história da Igreja, marcada por polêmicas, escândalos financeiros e intrigas palacianas. Depois da praga da pedofilia, os casos Vatileaks 1 e 2 e o processo contra os Corvos do Vaticano, parecem não ter terminado as desgraças, os golpes baixos e os expurgos (o último, em ordem de tempo, atingiu o cardeal Becciu). Através do testemunho de Monsenhor Georg Gänswein - assistente pessoal de Bento XVI e guardião dos muitos mistérios que se escondem por trás dos muros do Vaticano - o livro de Ansaldo fornece uma nova e explosiva chave de leitura para entender por que a convivência entre os dois papas, por si só já problemática, revelou-se, de fato, impraticável. Mas, e se de anomalia se tornasse regra? Hoje estamos no segundo tempo do pontificado de Francisco. Alguns chegam a afirmar que o jesuíta "que veio do fim do mundo" não tenha mais nada a dizer, já tendo expressado tudo no plano evangélico e doutrinal. Existe uma maneira, portanto, para "fazer outro papa"?

 

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