O Vaticano avalia "uma plataforma nunca antes desenvolvida" para a proteção de crianças na Internet

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04 Outubro 2017

Calcula-se que 800 milhões de jovens no mundo inteiro correm o risco de ser vítimas de recrutamento sexual online, uma realidade que dá calafrios e que preocupa os especialistas em abusos sexuais no Vaticano. Tanto, de fato, que organizaram uma cúpula mundial sobre a dignidade dos menores no mundo digital, que será realizada de 3 a 6 de outubro na Universidade Gregoriana de Roma, envolvendo empresas como Facebook, Microsoft e Google.

A reportagem foi publicada por Religión Digital, 30-09-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

A cúpula que será celebrada na próxima semana também conta com o envolvimento de organizações como a ‘Vip protect’ do governo britânico, o 'Telefono Azzuro' da Itália, ONGs, grandes empresas, fundações, cientistas de alto nível, a Unicef, forças como a Interpol e representantes de diversos meios de comunicação e das religiões cristã, judia e muçulmana.

O presidente do Centro para a Proteção de Menores da Universidade Gregoriana, Hans Zollner, explicou, nesta sexta-feira, que se trata de "uma plataforma nunca antes desenvolvida", para que "as profissões conversem e debatam entre elas". O psicólogo jesuíta indicou que as "propostas finais serão apresentadas na audiência do papa, ao concluir a cúpula", e que quando fizeram esta proposta ao Santo Padre, ele disse: "sim, vamos colocar na agenda".

"Estamos trabalhando neste caminho já faz uns seis anos", explicou o alemão, Zollner, para "gerar uma plataforma que sirva para compartilhar, colaborar e chegar às conclusões", abarcando "todos os ambientes da internet, para que os jovens estejam mais protegidos na área digital, que há dez anos não possuía estes riscos".

Além disso, "um único âmbito não consegue dominar isto, nem os governos, nem a ciência, nem as religiões, nem as empresas", motivo pelo qual é necessária a participação de todos.

A respeito disso, o professor Ernesto Caffo, psiquiatra infantil, diretor científico da conferência e presidente do 'Telefono Azurro', esclareceu que "a conferência não é um ponto de chegada, mas de partida para enfrentar o problema".

"Continuando um caminho que vem de longe, construímos esta conferência com especialistas de todo o mundo que estudam esta temática, ao qual foi acrescentado o problema on-line", disse ele. Caffo assegurou que "os dados das investigações serão publicados".

A plataforma buscará entender "quem são os autores de delitos" e fundamentalmente prevenir, trabalhando na rede. "Com uma declaração final, esperamos que a plataforma seja adotada pelos diversos governos. O Papa Francisco poderá conhecer os resultados".

O Padre Federico Lombardi, diretor da Fundação Ratzinger-Bento XVI, assinalou que "todo o congresso poderá ser seguido no YouTube" e existirá "a possibilidade de entrevistar a quem se deseje".

Os dados sobre o tema indicam que 25 por cento dos usuários de internet são menores e muitos sofrem violência que ganha nomes como sextortion, sexting, cyberbullying ou grooming.

A União Europeia apresentou, há um ano, dados que refletem uma situação alarmante: na iniciativa 'Uno de cada cinco', destacou-se que um jovem a cada cinco, ou seja, 20 por cento de todos os jovens na Europa, já sofreram abusos sexuais.

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