Arcebispo de Filadélfia diz que Universidade de Notre Dame deveria homenagear Trump

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30 Janeiro 2017

A defesa de Donald Trump feita pelo arcebispo de Filadélfia, EUA, foi notável, visto que as muitas declarações e o comportamento do novo presidente vêm alarmando vários líderes católicos. E algumas de suas ações como presidente – tais como dar sequência à promessa de construir um muro junto à fronteira com o México, restringir a entrada de refugiados ao país e derrubar o programa Obamacare – também têm atraído duras críticas da parte da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA.

A reportagem é de David Gibson, publicada por Religion News Service, 28-01-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O arcebispo da Filadélfia Dom Charles Chaput, um dos líderes da ala conservadora da hierarquia católica nos Estados Unidos, está denunciando os críticos do presidente Trump de demonstrarem aquilo que diz ser uma oposição inédita ao novo presidente.

Ele sugeriu que a Universidade de Notre Dame homenageie Donald Trump com um título honorário no meio do ano.

“Desde o Dia da Inauguração [do novo governo], os críticos de Donald Trump têm marchado, se revoltado, abusado verbalmente e, em alguns casos, atacado violentamente seus opositores numa escala não antes vista”, escreve Chaput em artigo publicado sexta-feira (27 de janeiro) enquanto esteve em Washington para a Marcha pela Vida, evento anual em oposição ao direito ao aborto.

Ele observou que algumas das declarações e ações de Trump durante a campanha “foram profundamente preocupantes”, mas repetiu a ideia de que Hillary Clinton “tinha a sua própria bagagem igualmente desqualificadora e feia, ainda que diferente”.

Chaput disse que a oposição de Trump à prática do aborto – o magnata do setor imobiliário apoiava o direito ao aborto até entrar na política – foi um fator-chave para os eleitores católicos.

“O Sr. Trump é agora o Presidente Trump, e curiosamente parte da fúria mais ferrenha dirigida a ele nada tem a ver com o seu caráter pessoal”, lê-se no texto publicado. “Pelo contrário, é uma marca muito especial de intolerância ‘progressista’ pela abordagem que seu governo pode tomar diante de uma série de temas sociais difíceis, incluindo o aborto”.

Os bispos católicos saudaram a ordem executiva presidencial de barrar o financiamento de programas além-mar que fornecem aconselhamento sobre a prática do aborto, além da própria presença de pessoas do alto escalão do governo na Marcha pela Vida. Saudaram também a promessa de nomear, na semana que vem, um juiz para a Suprema Corte, autoridade que inverteria o caso Roe versus Wade.

Mas a defesa de Trump feita por Chaput foi mais notória tendo-se em vista que as outras declarações e o comportamento do presidente recém-empossado alarmou muitos líderes católicos pelo país. E algumas de suas ações enquanto presidente – como a de dar sequência à promessa de construir um muro junto à fronteira com o México, restringir a entrada de refugiados ao país e derrubar o programa Obamacare – também atraíram fortes críticas da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA.

A pressão pública do arcebispo sobre a icônica instituição católica de homenagear Trump no começo de maio foi igualmente marcante, em que Chaput foi um dos mais duros críticos da universidade quando o seu presidente, o Pe. John Jenkins, deu ao recém-eleito presidente Obama um título honorífico em 2009.

Católicos conservadores ficaram indignados com a iniciativa da Universidade de Notre Dame que homenageou Obama, político que apoiava o direito ao aborto e que era visto como um progressista que a fazer oposição à cosmovisão e às opiniões que eles mantinham.

O artigo de Chaput na sexta-feira é mais um capítulo das críticas do arcebispo à Notre Dame.

Em palestra proferida na instituição em setembro passado, o prelado de 72 anos disse que a decisão da Notre Dame de dar ao vice-presidente Joe Biden um prestigiado prêmio poucos meses antes (o ex-presidente da Câmara John Boehener, católico republicano que se opõe ao aborto, foi igualmente recebeu o prêmio) foi um “erro desconcertante de juízo”. Falou que a decisão causou um dano “tanto aos fiéis quanto aos desinformados”.

No mês seguinte, ele voltou ao campus e, em uma fala que abrangeu vários tópicos, apontou para a decisão da instituição de homenagear o ex-governador de Nova York Mario Cuomo – quem proferiu uma fala sobre como ele poderia apoiar o direito ao aborto na qualidade de político católico – como um marcador “para datar o início dos nossos problemas atuais”.

Em dezembro, Jenkins disse que não tinha certeza se convidaria Trump para a cerimônia de formatura; a Universidade de Notre Dame conta com mais presidentes proferindo discursos de formatura do que qualquer outra faculdade não militar, e uma tal presença é, em geral, cobiçada.

Jenkins, todavia, manifestou também a preocupação de que a vinda de Trump “pode ser ainda mais imprópria” do que a ocasião de 2009.

Agora Chaput está pressionando a instituição acadêmica a convidar Trump, dizendo que Jenkins precisa dar ao político uma oportunidade de se envolver com os católicos e de ser ouvido.

“Talvez a melhor forma de amplificar e elevar o entendimento que tem o presidente Trump da expressão ‘pró-vida’ fosse uma universidade católica – digamos, por exemplo, a Universidade de Notre Dame – convidá-lo para vir ao campus proferir o discurso de formatura, explicar a sua evolução pessoal na questão do aborto e compartilhar, escutar e aprender com uma ampla gama de alunos e corpo docente num diálogo respeitoso sobre o sentido da dignidade humana”.

“A Universidade de Notre Dame orgulha-se, em sua tradição, de receber no campus presidentes americanos de ambos os partidos e com opiniões muito diversificadas”, disse o religioso, lembrando Jenkins sobre os convites feitos no passado.

“À luz do que foi dito, este convite certamente faria sentido e poderia ser frutífero de uma maneira não antes vista. Deus escreve certo por linhas tortas”.

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