Equador condena assassinos de turistas argentinas a 40 anos de prisão

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Por: João Flores da Cunha | 26 Agosto 2016

A Justiça do Equador condenou a 40 anos de prisão os dois homens responsáveis pelos assassinatos de duas turistas argentinas, ocorridos em fevereiro, na cidade litorânea de Montañita. A sentença foi dada no dia 17-08-2016.

O tribunal atendeu ao pedido da Promotoria de 40 anos de prisão. Essa é a pena máxima de acordo com as leis do país, e nunca havia sido aplicada. Alberto Segundo Mina Ponce, 33 anos, e Aurelio Eduardo Rodríguez, 39, foram condenados pela morte de María José Coni, 22, e de Marina Menegazzo, 21. Elas foram drogadas e abusadas sexualmente pelos equatorianos.

As jovens que “viajavam sozinhas”

Originárias de Mendoza, as jovens estavam viajando pelo Equador. O caso gerou forte reação de grupos que combatem a violência contra a mulher, em parte por conta da cobertura midiática sobre ele, que enfatizava inicialmente que as duas “viajavam sozinhas”. Como elas estavam juntas, a expressão indicava, na verdade, que elas não estavam acompanhadas por homens.

Além da cobertura da mídia, também a resposta oficial ao crime reproduziu padrões de violência contra a mulher inicialmente. Cristina Rivadeneira, subsecretária do Ministério do Turismo do Equador, declarou à época que “algo ia acontecer com elas cedo ou tarde”. Posteriormente, ela pediu desculpas pela declaração e renunciou ao cargo.

Após a sentença, o ministro de Interior do país, José Serrano, afirmou que “ninguém devolverá a vida de Marina Menegazzo e María José Coni”, mas ressaltou o papel do Estado equatoriano em investigar o crime e punir os responsáveis por ele:

Ni una menos

O assassinato das duas jovens argentinas fortaleceu as discussões em torno do movimento Ni una menos, que surgiu na própria Argentina, em 2015. Definido como um “um grito coletivo contra a violência machista”, o Ni una menos organizou manifestações massivas em Buenos Aires em 3 de junho de 2015 e de 2016. Também houve protestos em outras cidades latino-americanas.

O nome do movimento é uma reação ao alto número de feminicídios na Argentina e na América Latina. Na manifestação de junho de 2016, foi lido um manifesto segundo o qual “feminicídio é uma categoria política, é a palavra que denuncia o modo em que a sociedade torna natural algo que não o é: a violência machista”.

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