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Atualmente, o Programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários incuba seis grupos. A maioria é atuante no segmento da reciclagem de resíduos sólidos e um de artesanato, situados em São Leopoldo. Confira abaixo esses empreendimentos:
Customizações Recriar 
(denominação anterior: Grupo de Mulheres da Vila Brás)
Foi formado, inicialmente, por doze mulheres, que já se reuniam para atividades de lazer e artesanato e que decidiram iniciar um empreendimento para geração de renda em corte e costura, produzindo alguns artefatos artesanais com os recursos de que dispunha e comercializando em feiras municipais de economia solidária. Além disso, iniciou sua participação no Fórum de Economia Solidária de São Leopoldo e procurou, com o apoio da equipe da incubadora, enviar projetos para captar recursos que viabilizassem a capacitação do grupo e a compra de maquinário.
Além disso, participaram de oficinas de formação para a elaboração do cálculo de preço e de confecção de produtos, oficina básica de cores com a finalidade de tecerem produtos artesanais com boa qualidade e apresentação; discutiram o regimento interno do empreendimento com o intuito de pactuar algumas normas próprias para seu melhor funcionamento e gestão.
Realizaram também oficinas , de retalhos em couro, produzindo bolsas e carteiras, de crochê, customização e pintura de tecido, ministrados pelas próprias associadas, propiciando uma maior interação e troca de saberes entre os sujeitos Participaram de uma desenvolveram uma oficina.
Tiveram também capacitação sobre economia solidária e Oficinas Básicas em Técnicas de Vendas. As mulheres ainda desenvolveram, com o apoio da equipe da incubadora e distribuíram na comunidade, cartões de apresentação para divulgação do empreendimento. O Grupo abriu um espaço de comercialização junto à casa de uma das integrantes, onde as mulheres se encontravam para as reuniões e produção, visando incrementar as vendas.
Após a desistência de algumas mulheres, geralmente em função de problemas familiares, o grupo que agora é composto por três integrantes, obteve a aquisição de mais equipamentos, através do convênio UNISINOS/MDS/PNUD.
Está também instalado em novo e amplo espaço, localizado na rua central da comunidade, o que permite que elas trabalhem coletivamente no ateliê e ao mesmo tempo, comercializem seus produtos na parte da frente, onde também recebem as encomendas e divulgam o grupo na perspectiva da economia solidária.
Ao concluírem o planejamento estratégico do empreendimento, com a finalidade de orientar as ações e objetivos do grupo, um dos itens importantes visualizados era a necessidade de obter mais recursos financeiros para produzir seus artigos com mais qualidade. Neste sentido, foram realizadas várias ações, dentre elas a obtenção de um empréstimo, em condições facilitadas, junto à Acredisol – Associação de Microcrédito Popular e Solidário.
Sem dúvida, este foi um dos fatores responsáveis pelo salto de qualidade dado pelo grupo, pois propiciou a compra de lãs e linhas em cores modernas, miçangas, tintas, tecidos e outros materiais que permitiram mais qualidade e atualidade aos artigos produzidos, podendo, inclusive, agilizar a entrega de encomendas pendentes e receber novos pedidos sem dificuldades, o que certamente aumentará a renda e a qualidade de vida das integrantes e suas famílias, além de potencializar o crescimento do grupo e sua visibilidade, inclusão econômica e social na comunidade em que estão inseridas.

Associação de Trabalhadores Urbanos de Resíduos Orgânicos e Inorgânicos – ATUROI Vitória
O ano de 2002, alguns catadores individuais, membros de 11 famílias, residentes no Bairro Vicentina, em São Leopoldo/RS, constituíram o Grupo Vitória e o Grupo Horta Comunitária Santa Marta. Nasceram vinculados e sob o incentivo do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) da região metropolitana de Porto Alegre. Os grupos, no seu início, através do MTD, conseguiram ser cadastrados no Programa de Frentes de Trabalho da Secretaria de Trabalho e Assistência Social (STCAS) do governo do estado do Rio Grande do Sul, por meio do qual obtiveram recursos mínimos de subsistência temporária enquanto lutavam por sua organização. Mesmo em alguns períodos em que ficaram sem receber este recurso, os grupos conseguiram se manter. Porém, atualmente, o Grupo da Horta Comunitária já não existe.
O Grupo Vitória, em julho de 2005 foi regularizado legalmente, passando a denominar-se ATUROI – Associação do Trabalhador Urbano de Recicláveis Orgânicos e Inorgânicos. Iniciou suas atividades com 10 pessoas, atualmente são 13 associados. Até abril de 2006, o grupo realizava a seleção dos resíduos num pequeno galpão cedido, de 16 metros quadrados, contando com uma balança e uma prensa. Realizava o trabalho de coleta de resíduos de forma manual, com auxílio de carrinhos de tração humana ou com bicicletas, transitando pelas ruas da cidade ou em alguns pontos pré-combinados (supermercados, lojas, edifícios). Os catadores recolhiam o lixo misturado e, muitas vezes, acabavam fazendo a separação em suas próprias casas. Resultava desta separação materiais de baixo valor, por estarem bastante contaminados.
Com a necessidade de entregar o local de trabalho, o grupo iniciou uma mobilização junto ao poder público. Após várias reuniões, alguns encaminhamentos e a votação na Câmara de Vereadores, a Secretaria do Meio Ambiente alugou, por tempo determinado, um galpão para o grupo trabalhar. A partir do mês de maio, então, o empreendimento passou a desenvolver suas atividades em outro espaço de trabalho e, além disso, ampliou suas parcerias, em função do envolvimento na coleta seletiva compartilhada, política cuja implantação no município de São Leopoldo começou no final de 2005.
Para participarem da coleta seletiva, os membros da Associação receberam um treinamento, juntamente com associados de outro grupo legalmente constituído e que também trabalham com reciclagem. Foi realizada, pelo poder público, uma preparação dos recicladores para irem nas moradias do bairro e desenvolverem um trabalho de conscientização das pessoas para separar os resíduos.
Assim, foi instituída na época a coleta porta-a-porta, quando o catador passa de casa em casa, uniformizado e identificado e com os materiais necessários, fazendo um trabalho de educação para a reciclagem, preservação ambiental e a entrega dos sacos para que os resíduos sejam separados. Dias mais tarde, ele retorna para coletar estes sacos, levando-os até o caminhão da prefeitura que distribui o material no galpão de triagem da Associação.
Este processo evolui e atualmente o Programa de Coleta Seletiva Compartilhada, não é mais realizado porta-a-porta pelos recicladores, que hoje recebem o material diretamente em seus galpões, sem a necessidade de coletar nas ruas.
Os empreendimentos participantes da Coleta Seletiva firmaram um convênio com o município para o repasse de verba para a manutenção dos galpões a fim de melhorar a qualidade do trabalho para a prestação de serviço para o município, entre outras relacionadas a qualificação no trabalho e direitos e garantias sociais.
Cabe salientar também que a Associação vem construindo uma rede de parcerias em sua caminhada, fortalecendo sua integração ao sistema de coleta/reciclagem: relaciona-se com outros grupos e associações, como, por exemplo, a Associação dos Recicladores de Dois Irmãos; participa do Fórum da Economia Solidária de São Leopoldo e de outros fóruns e conferências locais de discussão de economia solidária e reciclagem; tem como parceiros estáveis o Projeto Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e a Associação do Voluntariado e da Solidariedade (Avesol), que, inclusive é parceira financeira da ATUROI.
Em fevereiro de 2011, ocorreu um incêndio de grandes proporções no galpão da Aturoi, que sofreu perda total de materiais e equipamentos. A partir de então o grupo luta pela contrução de um novo espaço, atualmente os integrantes permanencem trabalhando no mesmo local em condições precárias.
Mesmo após este fato, é possível afirmar que os integrantes deste grupo criaram uma identidade coletiva própria e estão conseguindo, gradualmente, uma melhor estruturação e melhores resultados materiais e subjetivos. Neste sentido, o grupo vem assumindo seu protagonismo enquanto sujeitos sócio-históricos e culturais, desenvolvendo qualidades e conhecimentos que emergem de suas práticas, e que levam a uma sobrevivência educativa.
Associação de Reciclagem Nova Conquista
A Associação Nova Conquista é oriunda da Coopernorte - Cooperativa de Habitação, Produção e Trabalho Ltda, localizada na Vila Santa Marta, em São Leopoldo/RS. Este grupo tem uma longa trajetória na economia solidária, tendo sido originalmente constituído para a construção das casas da comunidade, e a partir desta experiência foram criados grupos de geração de trabalho e renda para os homens e mulheres desta comunidade. Entre os grupos criados estão empreendimentos na área de alimentação e corte e costura. Um desses grupos, após tentar sem sucesso inserir-se na área de alimentação, buscou a capacitação com outra cooperativa de reciclagem, a Aturoi, com a qual acabou se unindo. Por fim, como uma associação já consolidada e pronta a receber mais pessoas, passaram também, a participar do programa de coleta seletiva do município, realizando-a nos bairros perto de sua região, a Vila Santa Marta.
A partir desta fusão, a Associação ficou constituída por dois núcleos de trabalho: o Vitória, no bairro Vicentina, com 28 trabalhadores e o Conquista, no bairro Santa Marta, com 36 associados, ambos na cidade de São Leopoldo, trabalhando na perspectiva da economia solidária. Esta união potencializou a inclusão socioeconômica de ambos. O grupo Conquista conseguiu um galpão cedido pela prefeitura junto à SL Ambiental, estação de tratamento do município e hoje está estabelecida em um espaço de grandes dimensões, boa infra-estrutura, equipamentos apropriados para o trabalho e sistema de coleta e venda integrada a prefeitura funcionando regularmente.
Porém, a distância entre os grupos gerava alguns problemas práticos, seja pelos descompassos dos progressos de cada um, seja principalmente, pelo trabalho cotidiano, como por exemplo, na compra e venda do material reciclado ou no sistema de coletas. Além disso, não era possível realizar assembléias com os dois grupos em locais separados. Com o passar do tempo o grupo Conquista foi se consolidando e em 1º de julho de 2009 resolveram separar-se da Aturoi e passaram a ser uma associação independente, denominada Associação de Reciclagem Nova Conquista. Todo este processo foi acompanhado e assessorado pelo Tecnosociais/Unisinos.
Ao contrário do que se podia esperar esta separação não acarretou desunião entre os dois grupos, pelo contrário: passaram a se fortalecer e a agir de forma mais organizada. Através do Fórum dos Recicladores de São Leopoldo estes empreendimentos organizaram-se e passaram a trabalhar em conjunto por uma coleta seletiva e reciclagem melhor para o município. Passaram a assumir-se como prestadores de serviço, a buscarem a qualidade além de lutarem por melhores condições de trabalho.
Associação Mundo + Limpo
Inicialmente denominado "Projeto Mundo Limpo", é hoje um empreendimento de economia solidária que fabrica produtos de limpeza a partir da reciclagem do óleo de cozinha. O grupo foi formado por sete mulheres da Vila São Jorge, de São Leopoldo, que desde 2002 são acompanhadas pelas Irmãs da Congregação Missionárias do Cristo Ressuscitado, em suas ações comunitárias. Em julho de 2007, o grupo começou a se encontrar na escola Amadeu Rossi, onde suas integrantes tiveram capacitações sobre o reaproveitamento de óleo de cozinha para produção de detergentes, desinfetantes, amaciantes, sabão em barra e detergentes em gel.
Até 2009, a sede do grupo esteve localizada na Associação de Moradores da Vila São Jorge, mas em outubro de 2010, mediante aprovação na Câmara de Vereadores, um espaço foi conveniado entre Prefeitura e Unisinos, para o desenvolvimento das atividades do grupo.
Desde janeiro de 2010, o grupo passou a ser incubado pelo Programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários – Tecnosociais, que é a incubadora de grupos solidários de geração de trabalho e renda, vinculado ao Instituto Humanitas Unisinos. As mulheres reúnem os requisitos importantes para o desenvolvimento de um empreendimento de economia solidária: vontade e dedicação em fazer o negócio dar certo e união que, inclusive, vai além da convivência comunitária, passando para o nível de amizade e laços familiares.
Todos os produtos são biodegradáveis, e o óleo, recolhido inicialmente pelas integrantes em parceria com a comunidade, hoje é cedido pelo Programa de Coleta Seletiva Compartilhada, da Prefeitura de São Leopoldo, através da Secretaria de Limpeza Pública – SELIMP.
O grupo se organiza a partir das propostas da economia solidária, cujos marcos envolvem, entre outros pontos, a participação democrática de todos, a autonomia do grupo, o igualitarismo e a preocupação com a comunidade de entorno.
O segmento desenvolvido pelo empreendimento tem boa potencialidade econômica. Os produtos têm qualidade e, graças ao apoio da Unisinos, esta qualidade vem aumentando e o trabalho em agregar valor ao produto vem dando resultados. Além da assessoria do corpo técnico e estagiários/as do Tecnosociais, o processo envolve o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, os cursos de graduação em Engenharia Ambiental, Gestão Ambiental, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Fisioterapia e Design.
O grupo também tem divulgado o empreendimento e a importância da preservação ambiental em palestras e feiras em municípios da região. Além disso, com o apoio da PPG de Engenharia Civil, da Unisinos, estão sendo realizadas melhorias nos produtos já fabricados e implantadas novas linhas, como sabonetes aromatizados com essências naturais (limão, laranja, maracujá), que elas mesmas aprenderam a extrair nos laboratórios da Universidade e cujo equipamento para esta finalidade, em breve, será instalado na sede do grupo.
Univale – Associação de Geração de Trabalho e Renda
A Associação Univale foi fundada em outubro de 2009. Inicialmente, seus associados estavam decidindo em que área atuar como um coletivo de trabalho, optando por fazer serviços na área da construção civil. Depois, por incentivo da prefeitura e de entidades de apoio, passou a trabalhar também com a reciclagem, mas ainda se constitui como uma associação para geração de trabalho e renda. É composta por 18 associados e atua também em projetos de construção civil.
Participa da Coleta Seletiva Compartilhada e assim, como as demais Unidades de Triagem pertencentes ao Fórum de Recicladores de São Leopoldo, possuem um convênio com o município para o repasse de verba para a manutenção dos galpões, a fim de melhorar a qualidade do trabalho para a prestação de serviço para o município, entre outras relacionadas a qualificação no trabalho e direitos e garantias sociais.

Associação dos Carroceiros da Cidade de São Leopoldo - ACCSL
Foi fundada a partir da reunião de aproximadamente 50 carroceiros individuais, moradores de uma área ocupada nos arredores do bairro Campina. O grupo que coletava os resíduos dos bairros próximos com suas carroças, na maioria de tração humana, ocupou em 2006 um terreno de área verde, próximo a residência de um de seus integrantes.
O terreno transformou-se na sede da associação, onde uma infra-estrutura mínima para triagem dos resíduos foi criada para a comercialização. Esse momento, para o grupo, foi fundamental, visto que seus integrantes conseguiram uma melhor qualidade e quantidade de resíduos para comercialização.
Constituída legalmente em 25 de setembro de 2006, a associação, em 2007 se articulou, integrando a reunião do Orçamento Participativo Municipal - OP, em que pleiteou um galpão para sua unidade de triagem, no tema "Gestão Ambiental", onde contabilizou 361 votos, ficando em sexto lugar. Entretanto, por questões administrativas, os recursos para construção do galpão não foram viabilizados. Embora não utilizem mais esse meio de condução, o nome "Carroceiros" foi mantido para contemplar a identidade de catadores que usavam as carroças para coletar os resíduos no município.
Em 2008, com os demais integrantes do Fórum dos Recicladores de São Leopoldo – FRSL, a associação assinou o convênio com a prefeitura municipal para o recebimento das cargas da coleta seletiva da cidade. Este convênio prevê o repasse mensal no valor de R$ 1.500,00, destinado exclusivamente para manutenção do galpão, não podendo ser repartido no valor das sobras dos associados.
Apesar de ter assinado o termo de convênio com a prefeitura, só em 2010 a associação começou a receber o repasse. Aliado a isso, as condições de trabalho precárias, a redução do número de associados e o valor baixo das sobras desestruturam o grupo. Esses acontecimentos, portanto, levaram a prefeitura a cancelar o convênio no período que corresponde de novembro de 2010 a maio de 2011. Em setembro de 2010 o grupo passou por uma reeleição para nova diretoria da associação, na tentativa de reorganizar o grupo. Atualmente, o empreendimento conta com 13 associados e voltou a receber o repasse da prefeitura, conseguindo melhorar as condições de trabalho e aumentar o valor das sobras.
Cooperativa de Consumo (em discussão)
Lançada oficialmente em 20 de outubro de 2010, em evento no espaço da Adunisinos que contou com a participação de funcionários/as e professores/as da Unisinos, de representantes da Cooperativa GiraSol, de Porto Alegre, da equipe do Tecnosociais, além de simpatizantes e interessados/as em conhecer a proposta de parceria que visa estimular e implantar o comércio justo, consciente e solidário na Universidade. Visa-se, com esta iniciativa, difundir outras dimensões importantes do consumo, que têm reflexos na sociedade como um todo e que vão para além do simples ato da compra. São produtos oriundos de empreendimentos da agricultura familiar de base ecológica e da economia solidária, produzidos de forma ecologicamente correta e sustentável, com respeito ao meio ambiente e a valorização do ser humano e do seu trabalho. A proposta é de que as pessoas acessem o sitio da Cooperativa GiraSol e, através do link específico, escolham entre uma variada gama de produtos coloniais e ecológicos, que lhes são entregues posteriormente, na Associação dos Funcionários da Unisinos, mediante o pagamento. Nas cinco oportunidades de compras disponibilizadas pelo site, 28 funcionários aderiram à idéia, realizando 51 compras, no valor total de R$ 1.359,30. Para 2012, busca-se aprimorar esta e outras iniciativas de consumo justo e solidário.

"...É preocupante o crescimento de partidos extremistas, tanto de direita como de esquesda radicais. Com crescimento fundamentado e praticado junto aos jóvens de hoje.Legado esse que desencadeará no..."
Em resposta a:
Conjuntura da Semana. Bifurcação na Europa: Esquerda avança, mas espectro da extrema-direita ronda o Continente
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"A questão é: O que fazer individualmente para amenizar este quadro? O que podemos fazer para sair das mãos dos plutocráticos? Como podemos nos tornar um sujeito histórico? |
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