Cepat » Histórico
Nasce o projeto Cepat (1986-1990)
Um centro conectado às lutas operárias e ao movimento social
A origem do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (Cepat) remonta à década de 1980 e tem na Pastoral Operária (PO) do Paraná e no grupo da Pastoral Popular da Província Brasil Meridional da Companhia de Jesus, Jesuítas, os seus dois pilares de fundação. A ideia da criação de um centro de pesquisa no mundo urbano surgiu primeiramente na Pastoral Popular dos Jesuítas, a qual reunia um grupo de religiosos envolvidos com movimentos sociais e pastorais sociais. Foi nesse grupo, em meados dos anos 1980, particularmente em 1986, que começou a se gestar a criação de um centro com essa característica.
A cidade de Curitiba-PR foi o local escolhido para a criação do Cepat. Pesou para a decisão o fato de os jesuítas assessorarem a Pastoral Operária no estado do Paraná, na época com forte presença no movimento operário e sindical, mas também, e principalmente, o desejo de desconcentrar a presença dos jesuítas do eixo Porto Alegre-São Leopoldo.
As motivações que estão por trás da criação do Centro são as seguintes: ser apoio às lutas operárias; estudar as mudanças que se processavam no mundo do trabalho; pesquisar a temática do Mercosul; elaborar subsídios para pastorais e movimentos sociais, assim como garantir assessorias temáticas. Um centro, portanto, conectado com o movimento social, com as lutas operárias, com a base da Pastoral Operária, articulado a uma base paroquial dos jesuítas, a Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Boqueirão.
O nome foi debatido internamente na Pastoral Operária e optou-se por Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (Cepat). Esse expressa a conjuntura da época: de um lado, queria-se um centro que contribuísse na pesquisa das mudanças do mundo do trabalho em curso – já havia uma percepção ainda muito embrionária de que mudanças aconteciam no chão de fábrica –; e, de outro, um centro que estivesse "colado" às lutas operárias. A adjetivação "apoio" tem por detrás a concepção de serviço, que orientava as ações da Pastoral Operária.
O Cepat será formalmente fundado no dia 23 de junho de 1990. Nesse ínterim, foi decisivo para a localização em que se encontra o Centro a aquisição da Casa do Trabalhador, no Sítio Cercado, que anteriormente se chamava Casa de Retiros São Francisco Xavier.
A aquisição desse espaço foi possível graças à intervenção do Pe. Inácio Neutzling, SJ, um dos principais formuladores e incentivadores de sua criação. A partir de 1986, este jesuíta passa a assessorar a Pastoral Operária (PO) do Paraná e, por sua sugestão, após debates internos, cria-se o Curso de Formação Sindical, com abrangência estadual. O propósito era capacitar trabalhadores e trabalhadoras para a luta sindical e, particularmente, fortalecer as oposições sindicais. O curso era destinado prioritariamente a três categorias: metalúrgicos, alimentação e construção civil. A prioridade dada a essas categorias, não excludentes, deve-se a uma leitura da PO sobre os rumos da economia no estado. O curso tinha como objetivo fortalecer a consciência de classe, fortalecer a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e conquistar sindicatos.
Um dos gargalos para a realização do curso sindical – que constava de nove etapas – eram os recursos financeiros para cobrir despesas com locação de espaço. Em 1987, o Pe. Inácio tomou conhecimento que o Pe. Gustavo Pereira, SJ, havia procurado a Companhia de Jesus para oferecer-lhe a Casa de Retiros São Francisco Xavier. Pe. Gustavo, na época capelão do Palácio Iguaçu, era assessor espiritual do Movimento Universitário Cristão (MUC). Em função de sua relação com o mundo da política, conseguiu, em meados dos anos 1980, em cessão de comodato por um período de 100 anos, o terreno em que se construiu parte da Casa do Trabalhador que se conhece hoje. Isso foi na gestão de Roberto Requião como prefeito de Curitiba. Originalmente, a Casa tinha apenas pavimentos térreos compostos por refeitório, cozinha, capela, alojamentos e a casa do orientador espiritual.
Na oportunidade, sabendo da oferta do Pe. Gustavo Pereira à Companhia e tendo presente as necessidades da Pastoral Operária, Pe. Inácio manifestou interesse no espaço, que conheceu ainda em 1987. Na época, a região do Sítio Cercado era ainda relativamente despovoada e o Bairro Novo sequer existia. Os jesuítas – à época em conversações e com o apoio do então provincial Pe. João Roque Rohr – concordaram em que o novo espaço fosse administrado pela Pastoral Operária e, posteriormente, com a criação do Cepat, passasse para a responsabilidade desse. Foi firmado um contrato de comodato entre a Associação Antonio Vieira, mantenedora dos jesuítas, e o Cepat, que ainda está em vigor. A ampliação da Casa para a estrutura que se tem hoje aconteceu no final dos anos 1980.
A proposta do Cepat como centro de pesquisa e assessoria avançou nos debates internos entre jesuítas e a PO; ele foi criado oficialmente numa assembleia realizada na Casa do Trabalhador em junho de 1990. Participaram e assinaram a Ata de Fundação do Cepat 46 pessoas. O primeiro coordenador da nova entidade foi Pe. João Inácio Wenzel, SJ. Isso porque Pe. Inácio Neutzling passou, a partir de 1990, a trabalhar como assessor da chamada Linha 6 da CNBB nacional, que abarcava o Setor Social.
Nesse período inicial a Casa do Trabalhador será administrada pelo Pe. Levino Camilo, SJ, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, e para a tarefa de administrar o cotidiano da Casa foi contratado um militante da Pastoral Operária, Jair Colatusso, que dividiria essa tarefa com a de pesquisador do Cepat. Na sequência, integrou-se ao Centro o metalúrgico Hélio Luiz Seidel, ex-militante da Oposição Sindical Metalúrgica. Hélio passou a residir nas dependências anexas à Casa do Trabalhador, construídas para essa finalidade. A primeira equipe, portanto, do Cepat era constituída pelo Pe. João Inácio Wenzel, Jair Colatusso e Hélio Luiz Seidel. Pe. João Inácio dividia a coordenação do Cepat com a tarefa de assessor regional da Pastoral Operária. Registre-se que à época a Pastoral Operária e o Cepat se misturavam muito.
Início das atividades do Cepat (1991-1995)
Militância e formação
Nessa fase, o Cepat, além do apoio às lutas operárias, passa a ter um papel relevante na organização e condução da Escola Sindical do regional da Pastoral Operária e apoia os cursos de verão da Pastoral Operária Nacional. Como tema de pesquisa, priorizará o Mercosul, vindo inclusive a realizar um seminário nacional (ocorrido de 14 a 18 de setembro de 1992), em parceria com a CNBB, sobre o assunto, na Casa do Trabalhador. Nesse período, o Cepat trabalhará ainda no tabulamento de uma pesquisa nacional sobre o perfil dos militantes e grupos de base da Pastoral Operária e apoiará fortemente a organização da 1ª Semana Social Brasileira da CNBB – Mundo do Trabalho. Desafios e Perspectivas.
Registre-se que, em 1992, o Cepat adquiriu os primeiros computadores (dois computadores e duas impressoras) com um projeto financiado pelo Fundo Apostólico e Caritativo da Companhia de Jesus (Facsi), que trouxe as máquinas dos EUA.
O Cepat, no início dos anos 1990, ainda não tem um "rosto" definido como centro de pesquisa: não tem eixos de ação e fica disperso entre o militantismo e a pesquisa, mais à mercê do primeiro. O rosto mais claro do Cepat passa a se conformar a partir de 1994, quando efetivamente começa a elaboração e definição de linhas de ação.
Nesse período, além da equipe citada anteriormente, chega para trabalhar na Casa do Trabalhador a militante e ex-liberada diocesana da Pastoral Operária, Ivete Cândido Arendt, falecida em 2001. Soma-se à equipe do Cepat por um período a pesquisadora Luzia Ramos.
Consolidação do Cepat (1994-2000)
Pesquisa, articulação, assessoria, publicações e formação
A partir de 1994, assume a coordenação do Cepat Pe. Inácio Neutzling, que retorna para Curitiba no final de 1992 e que passa, até maio de 1995, a dividir o seu tempo entre o Cepat e a CNBB (ficando 15 dias em Curitiba e 15 dias em Brasília). Nesse processo, o Cepat será decisivo e determinante na construção da 2ª Semana Social Brasileira "Brasil. Alternativas e Protagonistas’ (1994). Parte considerável da Semana foi construída nas salas do Cepat.
Registre-se que as três salas ocupadas pelo Cepat eram anteriormente quartos que foram fechados para serem transformados em escritórios. Desde o início das obras de ampliação da Casa não se previu e projetou a construção de salas para trabalho. Até hoje, o Cepat sofre com a deficiência de espaço, e até mesmo, por mais de uma vez, aventou-se a possibilidade de construir a estrutura física do Cepat no terreno anexo à Casa do Trabalhador e adquirido pela Associação Antonio Vieira (ASAV), nome civil da Província dos Jesuítas e atual mantenedora do Cepat.
A equipe, de meados dos anos 1990 até quase o final da década, será composta pelo Pe. Inácio Neutzling e Dari Krein – ex-liberado regional e nacional da Pastoral Operária. É nesse período, sobretudo 1994, de forte apoio à construção da 2ª Semana Social, às lutas da Pastoral Operária e de militância política, que se dá a definição de seus eixos de ação. Os eixos de trabalho formalizados a partir de 1995 e que o orientam são: 1) Acompanhamento às transformações no mundo do trabalho; 2) Formação ético-política; 3) Espiritualidade; e 4)Administração da Casa do Trabalhador.
As iniciativas que se destacam em 1994, 1995, anos de intenso trabalho, são: apoio decisivo para a organização da 2ª Semana Social Brasileira; início do Boletim Cepat Informa (Ver capítulo 6), que posicionou o Cepat como centro de reflexão e elaboração; estudo e pesquisa do significado da reestruturação produtiva no mundo do trabalho. Na época, o Cepat articulava encontros de operários de várias fábricas para dialogar sobre as mudanças no chão de fábrica e orientação e assessorias na área da espiritualidade.
Em 1996, outra iniciativa marcará e alçará o Cepat em âmbito estadual: a Escola de Formação Fé e Política (1996 a 2005) (Ver cap. 7). Fato significativo é que em 1997 o Cepat assumirá o programa de formação do Partido dos Trabalhadores, sendo contratado para elaborar, coordenar e assessor a formação do PT no Paraná.
No período que vai até o final dos anos 1990, o Cepat, além do Boletim mensal, da Escola de Formação Fé e Política, coordenará o Curso de Formação de Monitores para a Campanha da Fraternidade 1999 – Fraternidade e os Desempregados; iniciará a atividade Abrindo o Livro; o ciclo de debates novas ideias para um novo milênio; realizará outros seminários, intensificará o eixo de atuação relacionado à espiritualidade – assessoria a retiros – e continuará administrando a Casa do Trabalhador.
A partir de 1994, estabelece-se uma separação entre a administração da Casa do Trabalhador e o Cepat. A Casa passa a ter um responsável administrativo, que responderá por seu funcionamento.
A partir de 1995, o Cepat passou a contar com recursos financeiros da organização alemã Eugen Lutter – 20 mil euros anuais. Ajudou muito na articulação desse apoio Pe. Martinho Lenz, SJ. No período, o coordenador do Cepat, Pe. Inácio Neutzling, não recebe salário, e o pesquisador Dari Krein – que trabalha 20 horas semanais no Cepat – tem parte do seu salário pago por um convênio firmado entre o Cepat e a Escola Sul da CUT, a quem presta serviços.
Com a saída do Dari Krein, em 1998, integra a equipe Cesar Sanson, ex-liberado regional e nacional da Pastoral Operária e ex-presidente do PT municipal de Curitiba. Nesse período integraram a equipe do Cepat: Pe. Inácio Neutzling (1995-2000 – período integral); Dari Krein (1995 a 1997); Cesar Sanson (desde novembro de 1998); Loivo Mallmann, ex-padre jesuíta (meados de 1997 até junho de 1999); o estudante jesuíta Osvail Lazarim Dias (2000). Vilmar Radzinski (1997-2001) é contratado para a digitação, organização do banco de dados e o controle dos assinantes e expedição do Boletim Cepat Informa. Na sequência é contratada a Nadia Luzia Balestrim, na época mestranda.
Em 1997, o Centro de Pesquisa passa a ter acesso discado à internet. Até então, todo o material selecionado para a Boletim precisava ser digitado, o que demandava o trabalho de uma pessoa, no caso, o Vilmar.
Entre 1999 e fevereiro de 2001, Pe. Inácio transita entre Curitiba e São Leopoldo-RS, onde assume a tarefa de coordenar a criação do Instituto Humanitas Unisinos (IHU). Em 2001, André Langer passa a integrar a equipe do Cepat.
Transição (2000-2006)
Neste período, o Cepat não altera as suas linhas de pesquisa. As principais iniciativas desenvolvidas são a realização de debates e seminários, tendo o Boletim Cepat Informa como referência. O Cepat apoia intensamente a Campanha Contra a Alca e integra a coordenação do Plebiscito Popular contra a Alca. Participa dos fóruns do movimento social e presta assessoria a grupos sindicais, religiosos e populares.
Em 2004, passa a integrar a equipe Darli de Fátima Sampaio, ex-liberada diocesana e nacional da Pastoral Operária e ex-coordenadora do Cefuria, que, num segundo momento, assumirá a administração da Casa do Trabalhador.
Os anos de 2005 e 2006 são particularmente difíceis para o Cepat. Em processo inverso à Casa, que começa a se recuperar financeiramente, ele começa a ter dificuldades financeiras e passa por certa crise de identidade. Cogita-se, inclusive, o fechamento do Cepat. A parceria com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU) e a criação do Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social (CJ-Cias) dão novo fôlego e vigor ao Cepat.
Parceria estratégica com o IHU (2007...)
Desvendar a crise civilizatória
A partir de 2007, inicia-se um processo que permitirá a retomada nas atividades do Cepat. Essa retomada está associada ao estabelecimento da parceria estratégica com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU). A parceria que une o Cepat e o IHU é denominada de estratégica. O conceito não é fortuito e revela a profunda identidade entre as duas organizações. A origem dessa parceria está relacionada à trajetória das instituições e às pessoas que estão à frente em cada uma delas. Assenta-se sobre a conformidade de um "olhar" sobre o mundo, ou seja, a partilha de uma mesma leitura socioeconômica, política, cultural e pastoral da realidade. O Cepat e o IHU compreendem-se como organizações que desejam contribuir na compreensão da crise civilizatória enfrentada pela humanidade.
Acreditamos que estamos imersos numa mutação civilizacional de consequências ainda imprevisíveis para a humanidade e o planeta. Partilhamos a convicção de que estamos às voltas com uma crise de civilização, que tem a ver com a cultura ocidental, especialmente como vem se gestando na modernidade. Essa crise se apresenta como uma tríplice crise: crise do modo de produzir; crise do modo de consumir; e crise do modo de se relacionar com a natureza e com os outros.
Numa cultura em que o conhecimento é extremamente compartimentado e especializado, o Cepat e o IHU desejam introduzir em tudo o que fazem uma prática transdisciplinar, baseada no princípio da complexidade do conhecimento e da inter-relação de tudo com tudo. Ao mesmo tempo, num mundo marcado por certo dogmatismo e corporativismo, o Cepat e o IHU querem ajudar a introduzir um outro olhar, novas perspectivas de abordagem.
Soma-se à interpretação da mesma natureza dos desafios apresentados pelo mundo a concordância metodológica no jeito de realizar o trabalho. A perspectiva metodológica que orienta a nossa abordagem sobre os acontecimentos do mundo tem como referência o movimento social, ou seja, é a partir dele que nos referenciamos na produção e na elaboração de nossa reflexão. O nosso ponto de vista é visto a partir de um ponto: dos movimentos sociais, sobretudo daqueles que procuram organizar os pobres e chamam a atenção para temas que auxiliam na compreensão e na construção de respostas para os desafios da crise civilizatória.
Considerando-se que as duas organizações partilham do mesmo ideário, não há porque insistir em estruturas duplicadas (revistas, página na internet...). A parceria estratégica do Cepat com o IHU tem o objetivo de otimizar capacidades, contribuições, potencialidades e recursos. Nessa perspectiva, o Cepat e o IHU estão juntos na atualização do presente site. O Cepat contribui ainda com traduções e elabora, em sinergia com o IHU, a Conjuntura da Semana em formato hipertexto, utilizando-se do material publicado diariamente nas Notícias do Dia. Algumas atividades que são promovidas pelo IHU em sua base territorial também são reproduzidas em Curitiba. E vice-versa.
A parceria com o IHU deu outra dinâmica ao Cepat. Reuniões regulares passam a ser realizadas entre as equipes do Cepat e do IHU.
O Cepat assume-se como CJ-Cias e integra a rede SJ-Cias
A partir de 2008, o Cepat assume-se como um Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social (CJ-Cias). A criação de CJ-Cias insere-se na aposta da Província Meridional da Companhia de Jesus em criar Centros Jesuítas associados ao esforço de fortalecer o Apostolado Social da Companhia em resposta aos desafios "das aceleradas mudanças de toda ordem na sociedade de nossos dias" (Plano Político Institucional, p. 14). Procurando ser fiel à sua missão e tendo presente a Congregação Geral 35, a Companhia de Jesus opta pelo trabalho em rede para que as suas "ações tenham uma efetiva incidência local e global" (PPI, 17).
Nesse contexto, a Província opta pelo fortalecimento de algumas de suas obras sociais que estão em sintonia com as suas preocupações e, dessa forma, o Cepat se transforma também em Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social (CJ-Cias). Consequente à decisão de fortalecer, dar unidade e visibilidade ao seu trabalho social, a Província Brasil Meridional da Companhia de Jesus, através de sua mantenedora, a ASAV, assume financeiramente a equipe do Cepat.
A extensão do Cepat como um centro jesuíta também potencializará a Casa do Trabalhador. A Escola Gênero, Trabalho e Sustentabilidade (cf. capítulo 8), por exemplo, será realizada inteiramente na Casa, o que terá um peso significativo em sua ocupação, especialmente durante a semana, o que sempre fora uma carência. Além disso, destina recursos para a aquisição de equipamentos de infraestrutura.
No segundo semestre de 2007, o Cepat aoresentaria à ASAV o primeiro planejamento contendo programação de atividades e de orçamento de recursos para o ano seguinte. No contexto das atividades realizadas em 2008 sentiu-se a necessidade da contratação de um técnico-administrativo para dar conta dessa nova dinâmica. É nesse contexto que é contratada Claudia Cartes Patrício. O Cepat/CJ-Cias passa a ser financiado integralmente (salários e atividades) pela ASAV a partir do começo de 2009.
Ao comemorarmos e celebrarmos os 20 anos de existência do Cepat, iniciamos um processo de discussão acerca do nosso futuro. A novidade nesse processo é que ele se dá no contexto da parceria estratégica Cepat/IHU e na rede SJ-Cias. Já não nos vemos mais isolados como instituição, mas vinculamos a nossa existência, tarefas e desafios ao âmbito de nossos parceiros.

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