Compartilhar Compartilhar
Aumentar / diminuir a letra Diminuir / Aumentar a letra

Cepat

Conjuntura da Semana. Década da inclusão social?

São evidentes os ganhos econômicos e a mobilidade social para cima, mas trata-se de uma inclusão efetivamente social ou de uma inclusão via mercado? De uma inclusão que se faz pelo acesso a saúde e educação de qualidade ou de uma inclusão pelo consumo?

 

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do IHU, com sede em Curitiba-PR, e por Cesar Sanson, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, parceiro do IHU na elaboração das Notícias do Dia.

Sumário:

Década da inclusão social?

Inclusão social ou inclusão via mercado?
Nem direita, nem esquerda. Um governo pragmático
Um governo monoclassista?

Conjuntura da Semana em frases e tuitadas

Eis a análise.

Inclusão social via resolução dos problemas estruturais ou via mercado?

A obsessão do governo atende por um nome: crescimento econômico. Dilma Rousseff persegue a continuidade do modelo de “inclusão via mercado” que se revelou um “sucesso” no governo Lula. O foco de Dilma é um só, dar continuidade ao crescimento da economia e dessa forma reeditar a Era Lula – a grande responsável pelo que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) denomina de “década da inclusão”. 

Segundo o economista Marcelo Neri, atual presidente do Ipea, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011), “o Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada”. Houve um crescimento real na renda per capita das diferentes camadas sociais. Em dez anos (de 2001 a 2011), os 10% mais pobres tiveram 91,2% no crescimento de sua renda, enquanto a renda dos 10% mais ricos cresceu 16,6%. 

O aumento da renda dos mais pobres está associado a dois movimentos. Aos programas de transferência de renda, particularmente o Bolsa Família, e ao aquecimento do mercado de trabalho como destacado em análise do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade e de economistas de várias instituições de ensino e pesquisa.

Os dados do governo são otimistas e mostram que parte dos que vivem em favelas e contingente expressivo de negros, estão entre os que constituem a “nova classe média”.

Os dados, porém, de aumento de renda e de consumo convivem ao lado dos crônicos, históricos e permanentes problemas estruturais, particularmente na área da saúde/saneamento e educação. Problemas que podem ser ampliados com os temas da moradia, transporte coletivo, acesso à água potável e democratização da terra. Uma pequena amostra: Ao mesmo tempo em que cresceu vertiginosamente o acesso à internet, o acesso aos serviços públicos permanece estagnado. A rede de abastecimento de água, por exemplo, que era de 84,2% em 2009, passou para apenas 84,6% em 2011. A coleta de lixo, de 88,4% subiu irrisoriamente para 88,8%.

Essa morosidade na oferta de serviços públicos também se manifesta em outras áreas. Em dois anos, a proporção de domicílios atendidos pela rede coletora de esgoto aumentou de 52, 5% para irrisórios 54,9% e a de domicílios com fossa séptica ligada à rede coletora apenas de 6,6% para 7,7%”. Na educação, constata-se que dos 23% (45 milhões) da população brasileira, que correspondem aos que estão com idade entre 4 e 17 anos, 8% (3,8 milhões) estão fora da escola.

O caso do Nordeste serve como um exemplo do quanto ainda resta a fazer. É a região do Brasil que mais cresceu, contudo, num olhar mais focado verifica-se que ainda concentra mais da metade dos analfabetos e extremamente pobres do país. Na opinião do coordenador de Estudos Regionais do Ipea, Carlos Wagner, “temos dois problemas no Brasil: a distribuição de renda inter-regional – temos regiões ricas (Sul e Sudeste) e regiões pobres – e a distribuição pessoal de renda. Mesmo no Nordeste, que é uma região pobre, há pessoas muito ricas. A região tem uma parcela pequena da produção nacional e essa parcela é concentrada nas mãos de poucos”.

São evidentes os ganhos econômicos e a mobilidade social para cima, mas trata-se de uma inclusão efetivamente social ou de uma inclusão via mercado? De uma inclusão que se faz pelo acesso a saúde e educação de qualidade ou de uma inclusão pelo consumo? O sociólogo Sérgio Costa comenta que “os esforços do governo não tocam em alguns elementos estruturais da desigualdade no Brasil. As medidas que vêm sendo adotadas têm impacto de curto prazo, mas em longo prazo não permitem uma ascensão das classes mais baixas".

Segundo ele, "não há investimento em outros tipos de medidas onde a ação do Estado é fundamental, como a promoção da educação pública de qualidade, do transporte público de qualidade”. O sociólogo argumenta que, ao frequentar escolas públicas ruins, os mais pobres são "condenados a permanecer na mesma condição de classe" e toma um exemplo na política alemã. "Na Alemanha, a ascensão se dá através de serviços para a população, que criam uma igualdade dentro da sociedade", afirma. "Por isso, que no país ocorrem frequentes ondas de ascensão social. Por haver escolas gratuitas de qualidade. Nos anos 1960, por exemplo, muitos filhos de operários se tornaram médicos, engenheiros", lembrou, acrescentando que no Brasil isso é mais difícil de acontecer.

O mesmo pensa a economista Lena Lavinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que lembra que as sociedades modernas promovem a igualdade através de uma infraestrutura social de qualidade, aspecto que tem sido deixado de lado na atual política federal. "O gasto social no Brasil é feito para transferir renda para as famílias e não para promover serviços", sublinha. "O governo brasileiro é muito preocupado em transferir renda, o que é importante, mas insuficiente. Os mais pobres não precisam só de renda, mas de oportunidades", destaca. "E os gastos públicos com educação, saúde, transporte e saneamento não crescem na proporção que deveriam”.

O sociólogo José de Souza Martins comentando o estudo da “década includente” do Ipea afirma que os “benefícios [as políticas sociais compensatórias] não deslocam necessariamente o eixo social de referência dos beneficiados, especialmente os pobres do campo, cuja economia pré-moderna é predominantemente baseada na produção direta dos meios de vida”.

Em seu livro Os sentidos do lulismo – reforma gradual e pacto conservador, André Singer reconhece os avanços da era Lula em relação aos anos de FHC, considerando a “ativação do mercado interno, aumento do crédito, aumento do consumo, aumento do emprego”, como elementos que vão à contramão do neoliberalismo. Contudo, mesmo sob essa ótica, Singer também aponta que “o Brasil tem um acúmulo de desigualdade tão grande que mesmo esta queda com enorme ritmo de avanço fica aquém”.

Nem direita, nem esquerda. Um governo pragmático


Dilma procura obsessivamente o crescimento da economia e dessa forma dar continuidade e reeditar a Era Lula e sua “inclusão social”. Nesse percurso da busca do que chama de “modernização da economia” brasileira, Dilma já foi taxada de “liberalizante”, “intervencionista”, “desenvolvimentista”, “privatista”. Nenhum desses adjetivos, porém, dá conta do que realmente seja a presidente. Dilma Rousseff é pragmática. Como destaca o economista Fernando Cardim, o governo Dilma segue a máxima de Deng Xiaoping: “Não importa a cor do gato, desde que cace ratos", ou seja, o que interessa é o crescimento econômico e daí as políticas ora liberalizantes, ora intervencionistas, adotadas pelo governo.

Recente reportagem da imprensa dá conta que nem os assessores de Dilma sabem descrever sua política econômica: "É nacional-positivo-capital-desenvolvimentista-modernizante", brinca um deles. O assessor diz a presidente não segue nenhum figurino. Tem um modelo próprio ditado por uma só palavra: pragmatismo.

O pragmatismo explica medidas tão díspares como a privatização de rodovias, ferrovias e aeroportos e o enfrentamento com o sistema financeiro na redução da taxa de juros.

Mesmo na macroeconomia Dilma não parece seguir a risca o tripé da política econômica herdada de FHC e de Lula, ancorada nas metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. O tripé condiciona-se a perseguição do crescimento econômico. "Dilma é estatista? Retomou o caminho liberalizante ao prometer privatização de estrada, porto e aeroporto? Faz política macroeconômica mais heterodoxa’?", pergunta o jornalista Vinícius Torres Freire. É tudo ao mesmo tempo.

Mas o foco prioritário sempre é a economia, o social vem depois. Embora, o discurso sempre seja de que as medidas na área econômica têm como objetivo fazer o país crescer para distribuir renda. Resta, porém, perguntar a quem essa modernização da economia vem beneficiando.

Um governo monoclassista?


No conjunto da obra pela obsessão do crescimento econômico, entretanto, destacam-se medidas generosas para com o capital, principalmente com o capital produtivo e o agronegócio. Dilma retomou a agenda de privatizações abandonada por Lula, tem adotado farta política de desoneração tributária para o capital produtivo com a isenção do IPI e da folha de pagamento, estuda flexibilizar leis trabalhistas, recolocou em pauta e aprovou projeto que acaba com a aposentadoria integral do funcionalismo, enfrentou as greves com rigor thatcheriano e deixou correr solta a aprovação do Código Florestal que fez a alegria dos ruralistas.

Na balança do pragmatismo de Dilma, mesmo bem intencionado, ganham os grupos de sempre: empresários, banqueiros, ruralistas. Aos menos privilegiados, restam, sobretudo, as políticas sociais compensatórias. Um exemplo: Os incentivos do governo às empresas somaram R$ 97,8 bilhões nos últimos seis anos. De 2007 a 2012, o governo baixou medidas que desoneraram as empresas em, no mínimo, R$ 97,8 bilhões – a cifra corresponde a quatro vezes a verba reservada para o programa Brasil sem Miséria.

Outro exemplo, para 2013 no orçamento estão previstos 900 bilhões de reais para o pagamento da dívida. “Em nove dias de pagamento da dívida supera-se o montante previsto para o ano inteiro para o programa Bolsa Família”, destaca Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã, em entrevista à IHU On-Line. Segundo ela, “enquanto o programa Bolsa Família atende cerca de 13,5 milhões de famílias, sabe-se que poucos bancos e instituições financeiras nacionais e estrangeiras detêm a propriedade dos lucrativos títulos da dívida brasileira – o ‘bolsa rico’”.

Na análise do sociólogo Weneck Vianna em entrevista ao sítio do IHU, não há sequer no governo em curso resquícios do nacional-desenvolvimentismo do século passado. “Não vejo como tornar equivalentes o momento desenvolvimentista atual e o desenvolvimentismo anterior, em particular porque o nacional-desenvolvimentismo anterior estava fortemente associado a uma configuração na política apoiada num projeto nacional-popular”, diz ele.

Agora, diz Werneck, “o que se tem é uma tecnocracia animada pela aspiração de desenvolver, maximizar, robustecer o capitalismo brasileiro e inscrevê-lo de forma mais presente e vigorosa no cenário do capitalismo mundial. O nacional-desenvolvimentismo tinha uma conotação emancipatória, diferente de hoje”.

Segundo Werneck, “este é um mundo cinzento, de cálculos e estratégias econômicas. Quem são os grandes atores? O BNDES, alguns estrategistas do mundo da economia, que exercem uma consultoria muito próxima junto à presidente, como o ex-ministro Delfim Netto e outros, e têm como eixo de orientação o tema da alavancagem do capitalismo brasileiro e isso com inteira neutralidade quanto à política e quanto aos atores da política”.

Na análise do sociólogo, “a modernização no Brasil já foi um projeto pluriclassista. Hoje não é mais. Hoje é um projeto monoclassista. Não creio que este tema do desenvolvimentismo deva fazer parte da constelação de questões da esquerda, salvo como crítica, e não como bandeira de organização, mobilização”.

O exemplo emblemático do modelo que se reduz à lógica de mercado pode ser medido pela Reforma Agrária. O foco de Dilma é economia, emprego e desenvolvimento e o campo nessa equação entra como uma base exportadora. Guilherme Costa Delgado, do Ipea diz que o governo fez a "opção estratégica" pelo modelo de agronegócio, que envolve grandes propriedades e monocultura: "O agronegócio seria um jeito de inserir a economia brasileira na economia mundial, por meio da provisão de commodities, como a salvação das contas externas." Nesse contexto, a presidente não acredita na Reforma Agrária como um mecanismo efetivo de desenvolvimento nacional, o quanto muito vincula a Reforma Agrária ao programa de erradicação da miséria.

Um exemplo de “Reforma Agrária” ao contrário: Em maio de 2011, a presidenta Dilma assinou de uma única vez, decreto de desapropriação de quase 14 mil hectares na Chapada do Apodí/RN, para implantação do Projeto de irrigação que beneficiará meia dúzia de empresas do agronegócio. Ao mesmo tempo, também no RN, foram desapropriados cerca de 8 mil hectares na região de Assú, para a Zona de Processamento de Exportação (ZPEs). Enquanto isso no Estado há cerca de 4 mil famílias acampadas.

A Reforma Agrária que Dilma deseja orienta-se pela lógica produtivista. Nesses dias, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST em seu portal na Internet, afirmou que “o  Incra está deixando em segundo plano o combate ao latifúndio para dar prioridade a uma política de aumento da produção dos assentamentos”.

Segundo o MST, “todos querem uma melhoria das condições de vida das famílias assentadas, sobretudo elas mesmas, que estão há muitos anos trabalhando, vendendo sua força de trabalho, mas Reforma Agrária significa democratizar o acesso à propriedade agrícola e construir uma sociedade com a terra distribuída equitativamente a toda população”. 

Para o MST, “esconder a defesa do latifúndio, evitando desapropriações, em nome da melhoria da situação das famílias já assentadas é uma hipocrisia, mau caratismo, ignorância ou adesão simples aos interesses dos fazendeiros que monopolizam a propriedade da terra”.

Segundo o Movimento, “a  lógica do novo presidente do Incra representa dizer aos sem moradia da cidade que esperem melhorar as reformas das casas que já existem para, somente depois, investir na construção de novas casas”. Nessa perspectiva diz o MST “fica uma questão: por que o governo não se aplica a mesma lógica no orçamento público: primeiro garantir saúde e educação aos mais pobres para depois pagar juros aos banqueiros”?

Mesmo com mobilidade social, o grande paradoxo do Brasil persiste. Está entre as maiores economias do mundo, quando se utiliza o critério do Produto Interno Bruto (PIB) e as piores quando se utiliza o critério do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Apesar da “inclusão via mercado”, o país continua com déficits gigantescos na área social.

Conjuntura da Semana em frases


Um Uruguai inteiro

“Um clichê (este verdadeiro) diz que o maior movimento de massa da história da humanidade ocorre todos os dias na zona leste de São Paulo: 3 milhões de pessoas (um Uruguai inteiro) vão para o centro de metrô pela manhã e voltam à noite, esmagados nos vagões da linha 3-vermelha do metrô” – Evandro Spinelli, jornalista – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

Saber comunicar

"Sabe qual é o segredo do Roberto Carlos, do Silvio Santos, do Lula, da Hebe, o meu? A gente sabe comunicar. Nossa linguagem é fácil de entender. Pega o FHC, você não sabe o que ele fala, ele é sociólogo!" – Ratinho, apresentador do SBT, explicando o sucesso de seu filho que aos 31 se apresenta como Ratinho Junior e lidera as pesquisas de intenção de voto em Curitiba – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

Lula

"Eu e o Lula temos muita coisa em comum. Gosto da ideia dele, esse capitalismo muito selvagem pra mim não funciona. Só critica o Bolsa Família quem não conhece a situação dos que foram beneficiados" – Ratinho, apresentador do SBT, explicando o sucesso de seu filho que aos 31 se apresenta como Ratinho Junior e lidera as pesquisas de intenção de voto em Curitiba – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

Ibope

“Na contramão de Alexandre Padilha (ministro da Saúde), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Aloizio Mercadante (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Celso Amorim (Defesa) não receberam nenhum pedido para gravar vídeos de apoio a candidatos petistas” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 30-09-2012.

Dilmanomics

“Os salários têm de crescer mais devagar, e os lucros, mais depressa. Um candidato a presidente que anunciasse essa plataforma estaria cavando a própria cova. Pois eis o fundamento recôndito da "nova" política econômica do governo Dilma Rousseff, o "Dilmanomics" – Vinicius Mota, jornalista – Folha de S. Paulo, 24-09-2012.

Casa própria

“Trabalhar como empregada doméstica não é mais a principal opção das mulheres brasileiras. Os números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) revelam que esse contingente caiu de 6,7 milhões há três anos para 6,2 milhões no ano passado” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 24-09-2012.

Vende-se

“Pela primeira vez, o percentual de domésticas não ficou no topo do ranking - mas em terceiro lugar. As campeãs agora são as comerciárias, que saltaram de 6,5 milhões em 2009 (16,5% do total) para 7 milhões (17,6%). Em segundo, o grupo ocupado em educação, saúde e serviço social. "Isso indica qualificação e também pode ser atribuído a políticas públicas", diz a ministra Eleonora Menicucci, das Mulheres” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 24-09-2012.

Geisel

"Para mim, o governo se parece cada vez mais com o de Ernesto Geisel: intervencionista, protecionista, com forte concentração decisória na presidente" - Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, comentando a política econômica de Dilma Rousseff - O Estado de S. Paulo, 23-09-2012.

Oremos

“Quem mais lucrou com o embate da Arquidiocese de São Paulo com Russomanno foi Haddad: o petista avançou de 13% para 19% entre os católicos” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 28-09-2012.

Luta

“Lutei como nunca. Perdi como sempre!” - Randolfe Rodrigues, senador - PSOL-AP – após discurso veemente contra a Medida Provisória do Código Florestal – Folha de S. Paulo, 27-09-2012.

Horror

"Um show de horror" - Mario Mantovani, presidente da SOS Mata Atlântica, ao resumir aprovação da MP do Codigo Florestal – O Estado de S. Paulo, 26-09-2012.

Placas tectônicas

“A fadiga de material que pune tucanos e petistas, mesmo com a economia nos eixos, pode tomar corpo e se alastrar pelo país em 2014. Isso vai acontecer? Impossível prever. Mas que há placas tectônicas se movendo na política brasileira, não resta a menor dúvida” – Fernando Rodrigues, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-09-2012.

Bad guy

"O mensalão ganhou um tratamento dramatúrgico de novela, com clima de suspense, deixando o mais importante para o final. E o José Dirceu está sendo colocado como o 'bad guy' da história" - Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema, ao falar de um documento em solidariedade a José Dirceu, assinado por, entre outros, Oscar Niemeyer, Luiz Carlos Bresser, Bruno Barreto e Tizuka Yamazaki, Jorge Mautner, Alceu Valença e Flora Gil, mulher de Gilberto Gil – Folha de S. Paulo, 2-09-2012.

Provas

“Condenar réus com base em indícios razoáveis ao invés de provas razoáveis é uma violência contra os direitos civis e a democracia" – Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista, ex-ministro do governo FHC – Folha de S. Paulo, 25-09-2012.

Igualdade

"Os réus do mensalão respondem ao processo em liberdade há sete anos. Por que os favelados não têm esse direito? A lei é igual para todos" - Siro Darlan, desembargador ao soltar sete bandidos "de alta periculosidade" no Rio – Folha de S. Paulo, 25-09-2012.

No mais

“A decisão da Comissão da Verdade de investigar empresários que financiaram os órgãos de repressão é pólvora pura. Em “Ditadura escancarada”, Elio Gaspari conta um encontro organizado por Gastão Vidigal com 15 representantes de bancos para recolher grana para a Operação Bandeirante, com direito a uma exposição de Delfim Netto mostrando que as “Forças Armadas não tinham equipamento nem verbas para enfrentar a subversão” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-09-2012.

Segue...

Elio diz ainda que na Fiesp “convidavam-se empresários para reuniões em cujo término se passava o quepe. A Ford e a Volkswagen forneciam carros, a Ultragás emprestava caminhões e a Supergel abastecia a carceragem da Rua Tutoia com refeições congeladas" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 26-09-2012.

Escambau

"Quem comprava tudo para fazer aquela bagunça toda era eu. Comprava bode, galinha, o escambau, ia para cemitério buscar terra” - Eriberto França, motorista de Ana Acioli, secretária particular de Fernando Collor, então presidente de República, referindo-se ao material para rituais de magia negra que ocorriam na Casa da Dinda – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

'Não faria'

"Se eu falar para você que me arrependo, estou mentindo. Se eu falar que não, estou mentindo também. Porque se, na atual circunstância, você perguntar: 'Eriberto, você faria tudo de novo?' Eu vou botar a mão na cabeça e vou dizer: 'não faria'. Sabe por que? Porque não compensou. Sofrer duas vezes, passar o que passei, o sufoco, e ainda não ter sido reconhecido?" - Eriberto França, motorista de Ana Acioli, secretária particular de Fernando Collor, então presidente de República, referindo-se ao material para rituais de magia negra que ocorriam na Casa da Dinda – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

“Poderia ficar rico, porque dinheiro foi oferecido e nunca quis. Foi oferecido para eu calar a boca. A coisa estava feita" - Eriberto França, motorista de Ana Acioli, secretária particular de Fernando Collor, então presidente de República, referindo-se ao material para rituais de magia negra que ocorriam na Casa da Dinda – Folha de S. Paulo, 29-09-2012.

Pondé

“Acho curiosas as reações que os artigos de Luiz Felipe Pondé ("Ilustrada", às segundas-feiras) causam nas pessoas. Será que a esquerda se tornou careta e a direita, mais progressista?” - Francisco Xavier Fernandez (São Paulo, SP) – Painel do Leitor – Folha de S. Paulo, 23-09-2012.

Linha dura

“Apoiar a homossexualidade é coisa de capitalistas de linha dura” – Mahmoud Ahmaninejad, presidente do Irã, em entrevista à CNN, de Nova York, onde estava para participar da Assembleia-geral da ONU – O Estado de S. Paulo, 30-09-2012.

Mal comparando

“José Serra bem que podia ter ao menos conferido com seu dentista possíveis estragos provocados pelos beijos na boca que tomou de supetão anteontem em corpo a corpo no Bom Retiro. No passado, em circunstância bem parecida, o candidato se submeteu a uma tomografia de crânio depois de alvejado por uma bolinha de papel na cabeça, lembra?” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 29-09-2012.

Tuitadas da Semana

Senadora Katia Abreu ‏@KatiaAbreu
Talvez hoje tenha sido o dia mais importante da minha vida política e como líder à frente da CNA: Código Florestal foi aprovado no Senado!

Altino Machado ‏@AltinoMachado
proeza mesmo a aprovação do novo Código Florestal deixar felizes o fazendeiro @AssueroVeronez e o ecologista @JorgeVianaAcre

SOS Mata Atlântica ‏@sosma
Infelizmente, a Medida Provisória que altera o Código Florestal foi aprovada. A última esperança é a presidente vetar! http://bit.ly/UFzpXM

Cesar Sanson ‏@_cesarsanson

Diretor da Eletrobras insinua que Belo Monte foi um erro http://bit.ly/OR11Cy

André_V.Vital ‏@Mystagogo

Diretor da Eletrobrás sobre Belo Monte: "Não é que foi um erro. A vida é um aperfeiçoamento contínuo." BRASIL, O PAÍS DO CINISMO.

E Viveiros de Castro ‏@nemoid321
@TelmaMonteiro No gênero "o gato subiu no telhado" foi uma declaração antológica, essa do Cardeal...

Idelber Avelar ‏@iavelar
Zero Hora é tão provinciano, mas tanto, q chama "O Tempo e o Vento" de "uma das maiores obras da literatura do estado" http://bit.ly/R7Kyxx

Imagine um jornal mineiro chamando "Grande Sertão: Veredas" de "uma das maiores obras da literatura do Estado". Jornalista seria despedido.

Jose de Abreu ‏@ZehdeAbreu
Antigamente brasileiro casava com americana pra poder trabalhar lá. Agora mudou. Brasileiras cobram pra casar com estrangeiros. Esse Lula!

Emir Sader ‏@emirsader
Os fanatismos e os sectarismos - religiosos, esportivos, naturistas - impedem a possibilidade de ver a realidade na sua totalidade viva.

teclologoexisto ‏@teclologoexisto
Curto no emir sader é q só ele faz uma crítica ao sectarismo e fanatismo em defesa DA REALIDADE EM SUA TOTALIDADE VIVA (super prafrentex)

Saulo Salvador ‏@salvadorsaulo
tudo que o Lula faz é de esquerda? RT @emirsader Tem gente q se diz d esquerda, mas defende c/ mto + fervor seu time d futebol do q o Lula.

Esther Vivas ‏@esthervivas
Porque una imagen vale más que mil palabras. Aquí fotos de los alrededores del Congreso ahora: http://www.publico.es/espana/442912/el-25-s-en-imagenes … ¿Democracia?

Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam
Dúvida correta.“@Ancelmocom:não sei se é motivo para comemorar:Brasil passa a Alemanha e é o quarto país que mais vende carros no mundo”

Miranda Sá ‏@MirandaSa_
Mensalão: Na mais tensa sessão do julgamento do mensalão, o relator Joaquim Barbosa insinuou que revisor do mensalão faz ‘vista grossa’

cynara menezes ‏@cynaramenezes
"gostaria de ser como vossa excelência que só tem certezas. talvez minha formação filosófica me leve a ter dúvidas", lewandowski a Barbosa

Igor Natusch ‏@igornatusch
O curioso é que Manuela sangra por todos os lados. Não perde votos só para Villaverde, mas para Fortunatti também. É chocante até.

Luis Favre ‏@Blogdofavre

Então o PT esta em 1º lugar em Fortaleza e também em Salvador. Não era que PT estava mal nas capitais do Nordeste?

Carlos Latuff ‏@CarlosLatuff
Não sei porque mas o Chalita tem um ar de cantor "Gospel"...

Alexandre Matias ‏@trabalhosujo

É oficial, pode chorar: todos os discos dos Beatles serão relançados em vinil... http://fb.me/x5lZlHe6

Estadao ‏@Estadao
iPhone agora avisa quando sua namorada está de TPM http://migre.me/aTAdN

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Cadastre-se

Quero receber:


Refresh Captcha Repita o código acima:
 

Novos Comentários

"Nesta idade já se pode ter bens em seu nome?" Em resposta a: Aos 7 anos, “Michelzinho” já tem R$ 2 milhões em imóveis
"Apesar de estar homologado pelo Greenpeace, eu não acredito na disposição do Walmart, uma rede de..." Em resposta a: Walmart assume política de Desmatamento Zero para toda a carne vendida nas lojas
"A Florença da época era dos Médicis (e seu chanceler Maquiavel), os Bórgias governavam Roma. Era..." Em resposta a: Cadê o Leonardo?

Conecte-se com o IHU no Facebook

Siga-nos no Twitter

Escreva para o IHU

Adicione o IHU ao seus Favoritos e volte mais vezes

Conheça a página do ObservaSinos

Acompanhe o IHU no Medium