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Cadernos Teologia Pública


109ª edição - Cuidado da Criação e Justiça Ecológica-Climática. Uma perspectiva teológica e ecumênica


Palavras-Chave: Laudato Si’; Ecumenismo; Teologia; Mudança Climática; Justiça.

Cadernos Teologia Pública, em sua 109ª edição, traz o artigo Cuidado da Criação e Justiça Ecológica-Climática. Uma perspectiva teológica e ecumênica de Guillermo Kerber, doutor em Ciências da Religião, coordenador do Programa “Criação e Justiça Climática” - World Council of Churches(WCC) e professor no Atelier Oecuménique de Théologie (AOT).


A encíclica Laudato si’ sobre o cuidado da casa comum, do Papa Francisco, chamou a atenção de um público amplo, muito além da Igreja Católica. A mídia e os atores políticos reagiram a ela, assim como líderes ecumênicos, particularmente o Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas (do qual a Igreja Católica não é membro) e Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico, que é citado na encíclica. Este artigo explora reflexões teológicas ecumênicas anteriores, examinando o que algumas Conferências Regionais de Igrejas disseram sobre o meio ambiente e o clima, expõe a perspectiva do Patriarca Ecumênico sobre o tema e sistematiza dois conceitos principais: a dimensão da integridade da criação e da justiça na crise ambiental. Ele conclui mostrando o aspecto espiritual do cuidado da criação e desenvolvendo o que a metanoia (conversão) significaria em vários níveis.


Esta e outras edições dos Cadernos Teologia Pública podem ser adquiridas diretamente no Instituto Humanitas Unisinos - IHU ou solicitados pelo endereço humanitas@unisinos.br.

Informações pelo telefone (51) 3590 8467.

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108ª edição - Morte como descanso eterno


Palavras-Chave: Morte; Descanso eterno; Religiões; Cristianismo.

Cadernos Teologia Pública, em sua 108ª edição, traz o artigo A morte como descanso eterno de Luís Inacio João Stadelmann, doutor em Línguas e Literatura Semíticas e professor na Faculdade Católica de Santa Catarina - FACASC.


O tema da morte é assunto de grande preocupação de todos os seres humanos porque marca o fim da vida terrena e o trânsito para a vida eterna. No antigo Egito, foi a tradição religiosa que projetou sua crença no deus do sol que haveria de exercer seu patrocínio sobre a alma do falecido faraó durante sua viagem no além. Os antigos gregos buscavam na “religião dos mistérios” a meta da felicidade para as almas vagueando nas trevas como sombras para encontrar a fonte da luz. Os espíritas projetam para a vida no além as superstições que envolvem as almas penadas, sem chance de redenção numa reencarnação e sem bem-aventurança. Na religião cristã se fundamenta a felicidade na vida eterna à luz da revelação divina que Jesus Cristo pregou e assegura aos fiéis como meta da redenção divina. Finalmente, o tema dos sufrágios pelos falecidos faz parte da oração eclesial desde o início do Cristianismo.

 

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107ª edição - O Vaticano II e a inserção de categorias históricas na teologia


Palavras-chave: Nouvelle Théologie; História; Igreja; Atualização; Contexto.

Cadernos Teologia Pública, em sua 107ª edição, traz o artigo O Vaticano II e a inserção de categorias históricas em Teologia de Antonio Manzatto, doutor em Teologia  e professor na Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). 

É consenso dizer que o Concílio Vaticano II provocou certa revolução no modo de ser eclesial porque, seguindo a intuição de João XXIII, realizou autêntica atualização da Igreja fazendo-a inserir-se na contemporaneidade. Esta atualização, é sabido, não é fruto do acaso, mas foi preparada por diversos movimentos que já se faziam sentir na Igreja desde o início do século XX, como o movimento ecumênico, o movimento litúrgico, etc.

No terreno da teologia, sua evolução e atualização acontece por conta da inserção de categorias históricas no desenvolvimento da elaboração teológica, tal como realizada pela Nouvelle Théologie e outros movimentos similares.

Sabe-se, por outro lado, da dificuldade de diálogo com a modernidade que a teologia nascida da cristandade teve, e uma das razões maiores para isso foi manter seu pensamento marcado por categorias essencialistas. O presente artigo destaca a introdução de categorias históricas no pensamento eclesial e a ela filia tanto a atualização teológica conciliar como as teologias subsequentes, sobretudo as contextuais.

 

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106º edição - A eclesialidade das Novas Comunidades. As Novas Comunidades como uma forma de autorealização da Igreja


Palavras-chave: Novas Comunidades; Carisma; Eclesiologia; Comunhão; Concílio Vaticano II.

Cadernos Teologia Pública, em sua 106ª edição, traz o artigo A eclesialidade das Novas Comunidades. As Novas Comunidades como uma forma de autorealização da Igreja de Rejane Maria Dias de Castro Bins, mestra em teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).


Este trabalho parte da dissertação de mestrado que buscou aferir o papel das associações de fiéis conhecidas por Novas Comunidades na eclesiologia da Igreja Católica. Estuda o contexto eclesial relativo ao laicato, cujo apostolado é fortemente impulsionado pelo Concílio Vaticano II, ao adotar a eclesiologia de comunhão, gerando a necessidade de lugares de experiência de vida verdadeira, amenizando o individualismo.

Reconhece a presença dos movimentos eclesiais desde os primeiros séculos da era cristã, marcados pelo carisma infundido no fundador pelo Espírito Santo. Examina as novas comunidades como uma experiência autêntica de Igreja, moldada pelos carismas do Espírito, dando eficácia ao testemunho dos seus membros em uma unidade multiforme; enfatiza a origem carismática das Novas Comunidades, a partilha e a consagração de vida de fiéis de diferentes estados, a ênfase dada ao processo integral de formação cristã.

Prioriza os sinais de eclesialidade, conforme critérios da Exortação Apostólica Christifideles Laici, e o dinamismo para a comunhão e a missão; avalia como essas novas realidades são instrumentos eficazes de encontro pessoal com Jesus Cristo e analisa as possibilidades de relacionamento com as paróquias. A metodologia é bibliográfica, percorrem-se doutrinadores italianos, porque muito férteis a respeito, e documentos da Igreja universal desde o Concílio Vaticano II.

Conclui-se pelo reconhecimento das Novas Comunidades como um dos protagonistas atuais da eclesiologia de comunhão, buscando realizar a missão evangelizadora primordial da Igreja, em comunhão com as demais realidades eclesiais, com diferentes possíveis formas de inserção nas Igrejas locais. 

  

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105º edição - Misericórdia, Amor, Bondade. A Misericórdia que Deus quer


Palavras-chave: Misericórida; Tradição Bíblica; Papa Francisco. 

Cadernos Teologia Pública, em sua 105ª edição, traz o artigo A Misericórdia, Amor, Bondade. A Misericórdia que Deus quer de Ney Brasil Pereira, professor emérito de Teologia na Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC). 

Este artigo, em consonância com a proclamação do Jubileu da Misericórdia pelo Papa Francisco, visa aprofundar o conceito de “misericórdia” na tradição bíblica, verificando alguns dos textos em que o termo ocorre, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Primeiro, verificaremos o problema semântico dos termos bíblicos que designam a misericórdia, especialmente o hebraico hesed e o grego éleos. A seguir, comentaremos o lugar que ocupa hesed em Oseias, por causa da importância capital de dois de seus textos, especialmente Os 6,6, passagem retomada duas vezes por Jesus. A seguir, repassaremos as incidências de éleos no Novo Testamento. Com esses passos esperamos, ao concluir, ter lançado um pouco de luz sobre “o euangélion – a alegre notícia – da misericórdia”, atendendo, quanto nos for possível, à indicação do papa Francisco. 

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104ª edição - A exortação apostólica Evangelii Gaudium. Esboço de uma interpretação original do Concílio Vaticano II


  

Palavras-chaveEvangelii Gaudium; Interpretação Original; Concílio Vaticano II.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 104ª edição, traz o artigo A exortação apostólica Evangelii Gaudium. Esboço de uma interpretação original do Concílio Vaticano II  de Christoph Theobald, professor de Teologia no Centre Sèvres da Faculdade Jesuíta de Paris.

É possível identificar, na exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco, uma tentativa de dotar a Igreja de um princípio de interpretação da obra altamente complexa e diversificada do Vaticano II? O artigo responde a essa pergunta, identificando primeiramente o estilo do documento e, sucessivamente, sua decisão principal que consiste em estabelecer uma relação intrínseca entre o anúncio do Evangelho a toda criatura – aos pobres especialmente – e a reforma da Igreja, explicitando, em conclusão, as consequências doutrinais dessa decisão.

 

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103ª edição - O pacto das catacumbas e a igreja dos pobres hoje!


Palavras-chave: Pacto das Catacumbas; Igreja dos Pobres; Teologia da Libertação.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 103ª edição, traz o artigo O pacto das catacumbas e a Igreja dos pobres hoje!, de Emerson Sbardelotti Tavares, PUCSP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

O texto apresenta a importância do “Pacto das Catacumbas: a Igreja Servidora e dos pobres”, que é um documento redigido e assinado por 40 padres conciliares – Bispos latino-americanos e brasileiros – do Concílio Ecumênico Vaticano II, no dia 16 de novembro de 1965, pouco antes da conclusão do Concílio. Foi firmado após a Eucaristia na Catacumba de Santa Domitila, fora dos muros de Roma. Os autores comprometeram-se a levar uma vida de pobreza, rejeitar todos os símbolos ou os privilégios do poder e a colocar os pobres no centro do seu ministério pastoral. Comprometeram-se também com a colegialidade e com a corresponsabilidade da Igreja como Povo de Deus, e com a abertura ao mundo e a acolhida fraterna, inspirados pela ideia da Igreja dos Pobres de São João XXIII e pelo espírito profético de Dom Helder Camara. Este pacto influenciou a nascente Teologia da Libertação, pois foi fruto de uma intensa participação com o olhar e o coração no mundo dos pobres e na colegialidade. Os pobres se sentiram sujeitos e agentes de sua própria história, constituindo inclusive um novo jeito de ser Igreja a partir das pequenas comunidades eclesiais de base onde a centralidade da Palavra de Deus germinava fé e vida, concretizando na prática as propostas da Igreja Povo de Deus e da colegialidade.

 

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102ª edição - A Constituição Dogmática Dei Verbum e o Concílio Vaticano II


Palavras-chave: Dei Verbum; Concílio Vaticano II; Revelação; Verdade; Métodos histórico-críticos.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 102ª edição, traz o artigo A Constituição Dogmática Dei Verbum e o Concílio Vaticano II, de Flávio Martinez de Oliveira, UCPel (Universidade Católica de Pelotas).

Situa-se a Dei Verbum em seu contexto próximo e imediato até chegar ao Vaticano II. Nos séculos XIX e XX há avanços e restrições por parte dos documentos magisteriais e na teologia nos principais aspectos abordados no Documento: a Revelação, as fontes da Revelação, as relações entre Escritura e Tradição, a verdade bíblica, a inspiração e os autores divino e humano da Escritura, os métodos de exegese. A complexidade das questões abordadas e o candente debate entre os padres conciliares, com a assessoria dos mais eminentes teólogos, vêm descritos até se chegar à redação definitiva. Os principais temas e as questões que permanecem abertas são enumerados e brevemente analisados. A Dei Verbum apresenta um caráter único que fermenta todo o Concílio Vaticano II. Inova ao assumir o caráter cristológico, eclesiológico, antropológico e pastoral da revelação. Entender esta constituição dogmática permite melhor compreender não somente a história da interpretação da Bíblia que se sucede, mas toda a história da teologia e da Igreja que resulta do Vaticano II, pois a Bíblia, antes relegada à marginalidade, no seu estudo “deve ser como que a alma da sagrada teologia” (DV 24) e, consequentemente, da vida da Igreja. Nem tudo foi resolvido, mas o caminho foi largamente aberto e se afirmou na pesquisa, no ensino, na missão, na pastoral.

 

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101º edição - Concílio Vaticano II: o diálogo na Igreja e a Igreja do Diálogo


 Palavras-chave: Concílio Vaticano II; Diálogo; Ecumenismo; Religiões; Eclesiologia.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 101ª edição, traz o artigo Concílio Vaticano II: o diálogo na Igreja e a Igreja do Diálogo, de Elias Wolff, PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

Refletir sobre o Concílio Vaticano II implica refletir sobre o diálogo na Igreja e a Igreja do diálogo como um dos elementos centrais para o aggiornamento eclesiológico proposto pelo ensino conciliar. O Concílio foi em si mesmo uma fecunda experiência de diálogo e essa experiência passa a configurar o modo de ser e de agir da Igreja. A partir de então, a Igreja desenvolve essa experiência em três principais horizontes: com a sociedade (diálogo sociocultural); com as outras Igrejas (diálogo ecumênico); com as religiões (diálogo inter-religioso). Isso implica saber situar-se no contexto sociocultural e religioso atual, que se caracteriza pela pluralidade. Nesse contexto, é preciso superar toda tendência ao exclusivismo, à apologética conflitiva, ao universalismo monopolizador. E afirmar uma “Igreja em saída”, “não autorreferenciada”, que não teme percorrer os caminhos do diálogo, da comunhão e da parceria. Somente assim é possível um real aggiornamento da Igreja em sua autoconsciência, suas instituições, seus projetos de evangelização, sua espiritualidade, na perspectiva do encontro com as diferentes tradições socioculturais, eclesiais e religiosas do nosso tempo que a enriquecem. Esse modus essendi e modus operandi da Igreja precisa ser afirmado nas comunidades católicas atuais como expressão da fidelidade destas à dialogicidade do ensino conciliar.

 

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100º edição - O Vaticano II e a Escatologia Cristã. Ensaio a partir de leitura teológico-pastoral da Gaudium et Spes


Palavras-chave: Escatologia; Gaudium et Spes; Novíssimos; Esperança cristã.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 100ª edição, traz o artigo O Vaticano II e a Escatologia Cristã. Ensaio a partir de leitura teológico-pastoral da Gaudium et Spes, de Afonso Murad, FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia).

O artigo visa mostrar a contribuição da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, para a escatologia contemporânea. O autor escolheu como método um estudo comparativo entre o ensino de um catecismo tradicional católico, anterior ao Concílio (CAULY), referente aos novíssimos, e os artigos do referido documento conciliar. Foram escolhidos como parâmetro os temas: antropologia dual, morte e ressurreição, juízo e nova criação, centralidade cristológica, tensão entre ação humana e vinda do Reino. Com isso, há critérios para avançar na escatologia, além de subsidiar a elaboração de textos pastorais acerca deste tema fundamental para a vida cristã.

 

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99ª edição - Pensar o humano em diálogo crítico com a Constituição Gaudium et Spes


Palavras-chaveGaudium et Spes, Antropologia teológica, Vaticano II, Cristologia.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 99ª edição, traz o artigo Pensar o humano em diálogo crítico com a Constituição Gaudium et Spes, de Geraldo Luiz De Mori, FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia).

A Gaudium et Spes (GS), um dos últimos textos do Concílio Vaticano II, é conhecida por seu teor pastoral. Sua estrutura interna, que começa com um Proêmio (n. 1-2), ao qual se seguem a Introdução, “A condição humana do homem no mundo de hoje” (n. 4-11), e duas partes, a primeira, “A dignidade da pessoa humana” (n. 12-45), e a segunda, “Alguns problemas mais urgentes” (n. 46-93), mostra, porém, que o teor pastoral é o resultado de uma elaboração dogmática. Pode-se dizer que os quatro capítulos da primeira parte são um esforço por pensar o ser humano à luz da cristologia. Embora a interpretação imediata da GS após o Concílio tenha sido a do diálogo da Igreja com o mundo contemporâneo, o texto é o resultado de um esforço por romper os esquemas subjacentes à teologia pré-conciliar, que opunham o natural ao sobrenatural, fazendo a revelação intervir num segundo momento, justapondo um plano ao outro. A GS procura pensar o humano à luz do cristológico, e seu esforço foi lido de modo diferente no debate que se seguiu ao Concílio, protagonizado, entre outros, por E. Schillebeeckx, H. de Lubac e G. Colombo. Para além desse debate, os anos que se seguiram à publicação desse texto conciliar viram o surgimento de tratados de antropologia teológica, muitos dos quais se valendo da nova articulação feita pela GS. Esta comunicação pretende, após uma breve retomada dos grandes núcleos da articulação entre antropologia e cristologia feitos no texto da GS, retomar o teor das três “recepções” da articulação acima mencionada, para, num terceiro momento, apresentar os esquemas que parecem subjazer aos principais tratados de antropologia teológica elaborados após o Concílio.

 

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98ª edição - O Concílio Vaticano II e o aggiornamento da Igreja – No centro da experiência: a liturgia, uma leitura contextual da Escritura e o diálogo


Palavras-chaveConcílio Vaticano II; Aggiornamento; Experiência.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 98ª edição, traz o artigo O Concílio Vaticano II e o aggiornamento da Igreja – No centro da experiência: a liturgia, uma leitura contextual da Escritura e o diálogo, de Gilles Routhier, Université Laval, Canadá.

O Concílio Vaticano II é uma experiência de aggiornamento – termo utilizado por João XXIII – expressando a necessidade de um novo modo de ser ad intra e ad extra da experiência eclesial. A terminologia da reforma está presente no corpus do Vaticano II através de diversos termos: reforma, renovação, revigoramento, restauração e aggiornamento. Neste texto, o autor discorre sobre a experiência conciliar, com o objetivo de analisar como os padres conciliares acabaram por elaborar e propor reformas. Sendo a história a mestra da vida, postula que podemos tirar algumas lições do Concílio e que a análise do processo que levou os padres a imaginar a reforma de/na Igreja pode nos ensinar sobre a maneira de conduzir reformas nos dias de hoje. No centro dessa experiência conciliar, o autor retrata três práticas específicas: a ação litúrgica, uma leitura contextual da Escritura e a deliberação que assume a forma do diálogo.

 

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97ª edição - 500 Anos da Reforma: Luteranismo e Cultura nas Américas


 Palavras-chave: Reforma Luterana, Teologia da Libertação, América Latina.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 97ª edição, traz o artigo 500 Anos da Reforma. Luteranismo e Cultura nas Américas, de Vítor Westhelle, professor de Teologia na Escola Superior de Teologia – EST  e na  Lutheran School of Theology at Chicago – LSTC.

A proposição deste artigo é apresentar a maneira como Lutero é ou poderia ser de importância para a América Latina. Para tanto, desenvolvo meu argumento em dois momentos. Um é puramente sociodemográfico e está vinculado à expansão do protestantismo e particularmente do luteranismo; o outro é de caráter teológico, em que a teologia luterana de fato oferece opções para entender e operar em um continente dependente que busca sua autonomia e o direito de dizer sua própria palavra. O que vincula a reforma protestante ao movimento da teologia da libertação é o primeiro tema que gostaria de tratar neste estudo de mútuas relações entre a Europa e a América Latina. Estas teologias que se formaram em pontos diametralmente distantes do planeta tinham em comum inícios modestos, tentativos, assim como também vigorosos e polêmicos que nasceram de um clamor do povo ouvido por Deus. Nesta descrição não poderia deixar de mencionar o catalisador em torno do qual o discurso teológico se arregimentou: a Bíblia. A razão do apelo à Bíblia decorre de dois fatores principais. O primeiro deve-se ao fato de que as escrituras marcam, na literatura ocidental, o momento em que classes subalternas (mulheres e homens nômades, migrantes, escravos, pescadores, carpinteiros, etc.) aparecem como protagonistas principais de uma literatura que adentrou o nível das grandes obras literárias. Não é de surpreender que estas vozes bíblicas ressoassem no consciente de grupos subalternos tanto na época da Reforma quanto na América Latina.

 

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96ª edição - As potencialidades de futuro da Constituição Pastoral Gaudium et spes: por uma fé que sabe interpretar o que advém – Aspectos epistemológicos e constelações atuais


 Palavras-chave: Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes.

 

Cadernos Teologia Pública, em sua 96ª edição, traz o artigo As potencialidades de futuro da Constituição Pastoral Gaudium et spes: por uma fé que sabe interpretar o que advém – Aspectos epistemológicos e constelações atuais, de Christoph Theobald, professor de Teologia no Centre Sèvres da Faculdade Jesuíta de Paris.

Falar de “potencialidades de futuro” de Gaudium et spes requer uma conscientização imediata da distância histórica que nos separa desse texto, redigido há quase 50 anos. É a própria Constituição Pastoral que, em um ato que pode agora ser considerado profético, nos adverte acerca de seu próprio enraizamento contingente e, por esta razão, nos convida a fazer hoje o mesmo trabalho de discernimento que ela realizou em “seu tempo” (in mundo huius temporis). Surge, então, uma distinção que não deveríamos assimilar apressadamente como sendo óbvia, pois ela representa a primeira e provavelmente a mais nova e promissora das potencialidades de futuro do texto: a diferença entre o discernimento dos sinais dos tempos como método ou maneira de proceder e seu resultado, que, em 2015, não pode mais ser o mesmo de 1965.

 

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95ª edição - “Gaudium et Spes” 50 anos depois: seu sentido para uma Igreja aprendente


Palavras-chave: Gaudium et Spes, Concílio Vaticano II, Papa Francisco.

Cadernos Teologia Pública, em sua 95ª edição, traz o artigo “Gaudium et Spes” 50 anos depois: seu sentido para uma Igreja aprendente, de Massimo Faggioli, professor de Teologia na University of St. Thomas, EUA.

Gaudium et Spes, um documento que ficou quase “esquecido” durante o pontificado de Bento XVI, é um dos documentos conciliares mais frequentemente citados pelo Papa Francisco. Não há muita dúvida de que a constituição pastoral é o documento-chave do Vaticano II para orientar nossa compreensão do Papa Francisco e sua relação tanto com o próprio Concílio quanto com o período pós-conciliar. Então, qual é o sentido dessa inversão, desse retorno da constituição pastoral do Vaticano II? Qual é o sentido de Gaudium et Spes para os teólogos e fiéis da “Igreja no mundo moderno” de hoje em dia, em um mundo que é significativamente diferente do mundo de 1965?

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