Cadernos Teologia Pública, em sua 76ª edição, de 26 de março de 2013, apresenta “50 anos depois do Concílio Vaticano II: indicações para a semântica religiosa do futuro” de José Maria Vigil.
O autor desse texto é José Maria Vigil, teólogo espanhol naturalizado nicaraguense, é padre claretiano, tem formação em Teologia pela Universidad Pontificia de Salamanca.
Segundo palavras do autor as temáticas aqui apresentadas são "reflexões que provêm do campo da epistemologia. A partir delas, poder-se-ão extrair consequências teológicas, mas, agora, quero concentrar-me nos limites da epistemologia".
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Cadernos Teologia Pública, em sua 75ª edição, de 15 de fevereiro de 2013, apresenta “O pluralismo religioso e a igreja como mistério: A eclesiologia na perspectiva inter-religiosa” de Peter C. Phan.
Neste texto, Peter C. Phan, teólogo titular da Cátedra Ignacio Ellacuría de Pensamento Social Católico da Universidade de Georgetown, reflete sobre o pluralismo religioso e seus possíveis impactos sobre a forma de compreensão do mistério da igreja. O autor expõe o desfio pós-moderno do pluralismo religioso e considera o diálogo inter-religiosos como “uma nova forma de ser cristão”.
Segundo palavras do autor: “O caráter genuíno do diálogo inter-religioso é condicionado por esse diálogo intra-religioso moldado pela inter-espiritualidade. A pertença múltipla de modo algum é um meio-termo barato ou uma proeza indolor de estabelecer um equilíbrio intelectual entre cosmovisões filosóficas e lealdades religiosas conflitantes, como poderia sugerir a imagem de uma borboleta voejando de flor em flor. Pelo contrário, como revela o diário de Abhishikananda, é uma busca de união com o divino através de diferentes crenças e práticas religiosas, repleta de dúvida a respeito de si mesma, temor e tremor, sempre esquiva, provisória e inconclusa até que, como diz o próprio Abhishikananda, a pessoa atinja ‘a outra costa’”.
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Cadernos Teologia Pública, em sua 74ª edição, de 12 de dezembro de 2012, apresenta o texto “O seguimento de Cristo numa era científica”, de Roger Haight.
Roger Haight, ex-presidente da Sociedade Teológica Católica dos EUA, preocupado com as impressões que o mundo científico causa à vida cristã, propõe uma reflexão sobre as diferentes cosmovisões típicas do tempo hodierno e seus possíveis desafios:
“[...] tenho de perguntar e responder qual é a utilidade dessa espécie de reflexão. Sabemos todos que esse tipo de análise tem muito pouco efeito prático na vida da comunidade cristã. Além disso, as pessoas que se envolvem com a questão de como Deus age no mundo em diálogo com a ciência estão conscientes do quanto suas análises ficam aquém do mistério que tentam descrever. Como a ação de Deus na história é, por definição, oculta e inobservável, que uso podem ter esses vários modelos? Que diferença eles fazem?”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 73ª edição, de 22 de novembro de 2012, apresenta o texto “O Mistério da Igreja na era das mídias digitais”, de Antonio Spadaro.
Antonio Spadaro, teólogo jesuíta e diretor da Revista Civiltà Cattolica, em análise de como as novas tecnologias da comunicação estão mudando o modo de viver e pensar a fé, apresenta sua percepção no sentido de que:
“As recentes tecnologias digitais não são mais somente tools, isto é, instrumentos completamente externos ao nosso corpo e à nossa mente. A Rede não é um instrumento, mas um ambiente no qual vivemos. Talvez até mais, sendo um verdadeiro tecido interligado da nossa experiência da realidade.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 72ª edição, de 14 de novembro de 2012, apresenta o texto “Crise da racionalidade, crise da religião”, de Paul Valadier.
Paul Valadier, teólogo jesuíta e professor emérito do Centre Sèvres – Paris, destaca a aproximação entre racionalidade e fé:
“Tanto a crise das racionalidades como a crise da fé são, na realidade, crises de confiança em si mesmo. A razão enlouquece quando se dá ambições ilusórias (prometeísmo ou cientificismo); a fé trai sua mensagem quando esquece que ela é serviço, e não dominação. Ambas se abrem a seus deveres e a suas vocações quando reconhecem seus “limites”, para usar uma linguagem kantiana. Não sua impotência, mas sua complementaridade.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 71ª edição, de 29 de outubro de 2012, apresenta o texto “Rumo a uma nova configuração eclesial” de Mário de França Miranda.
Mário de França Miranda, professor-associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com o desafio “de fundamentar as necessárias e urgentes mudanças na Igreja em vista de uma configuração histórica adequada aos nossos dias”, destaca que:
“A reflexão teológica não significa repetir as verdades eclesiológicas já conhecidas, e sim esclarecer como elas podem e devem aparecer em sua verdade nesta atual sociedade. Há aqui uma opção teológica de fundo que considera seriamente a base antropológica das verdades de fé. O mistério de Deus se faz presente e atuante na história através da mediação humana, como nos comprovam as fontes da revelação. A humanidade de Cristo, a experiência do Espírito nos fiéis, os sinais sacramentais, a comunidade humana que constitui o Povo de Deus, a Palavra do querigma apostólico atuam como via de acesso a Deus transcendente e inacessível. A própria Igreja como realidade humano-divina (LG 8) nos comprova através de sua história como a sociedade influencia sua autocompreensão e sua estrutura institucional. E isso acontece inevitavelmente, pois a comunidade humana que a constitui não está situada fora do tempo e do espaço.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 70ª edição, de 8 de outubro de 2012, apresenta o texto “Deus digital, religiosidade online, fiel conectado: Estudos sobre religião e internet” de Moisés Sbardelotto.
Moisés Sbardelotto, mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), expressa a pertinência e atualidade do tema:
“Capelas virtuais, velas virtuais, terço virtual, missas em vídeos online, pedidos de oração e aconselhamento espiritual pela internet. São inúmeros os serviços oferecidos pela grande maioria das igrejas cristãs, especialmente pela Igreja Católica, entre os bits e pixels da internet. Deus se faz digital, a religiosidade passa a ser vivida de modo online, o fiel se conecta com o sagrado mediado pela internet: a fé praticada nos ambientes digitais aponta para uma mudança na experiência religiosa do fiel e da manifestação do religioso. Se a comunicação (suas lógicas, seus dispositivos, suas processualidades) está em constante evolução, a religião, ao fazer uso daquela, também acompanha essa evolução e é por ela impelida a algo diferente do que tradicionalmente era. Assim, se a internet traz consigo novas formas de lidar com o mundo – e, consequentemente, com sagrado –, a religião e a religiosidade como tradicionalmente as conhecemos também passam a mudar.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 69ª edição, de 11 de junho de 2012, apresenta o texto "(Im)possibilidades de narrar Deus hoje: uma reflexão a partir da teologia atual" de Degislando Nóbrega de Lima.
Degislando Nóbrega de Lima, doutor em Teologia pela Westfälische Wilhelms Universität, e atualmente professor na Universidade Católica de Pernambuco, expressa a pertinência atual do tema:
“Refletir sobre possibilidades e impossibilidades de narrar Deus hoje remete-nos à necessidade de contextualização, de caracterização do locus, do onde e do com quem se quer falar de Deus. A teologia sempre foi tributária de mediações socioculturais, de modo que a finalidade dessa contextualização é possibilitar uma apreciação de elementos que favorecem ou desfavorecem a narrativa de Deus no mundo atual para, posteriormente, identificar alguns deslocamentos no cristianismo e na sua instância crítica face ao mundo atual.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 68ª edição, no dia 9 de maio de 2012, apresenta “Narrar Deus nos dias de hoje: possibilidades e limites” de Jean-Louis Schlegel.
Neste texto o autor, sociólogo das religiões e conselheiro da Editora Seuil, aborda a experiência de Deus em nossa época chamada pós-metafísica.
Segundo o autor: “[...] apesar das imensas mudanças da sociedade, somos sempre remetidos ao ensinamento de Jesus: é bom escutar a palavra de Deus e, portanto, anunciá-la da melhor forma possível através da narrativa ou do discurso; mas é ainda mais importante tentar colocá-la em prática. Nesse aspecto, não mudou o status da verdade – a relação entre um dizer e um fazer, logo o papel da testemunha da verdade, até mesmo da verdade simplesmente humana.”
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Cadernos Teologia Pública, em sua 67ª edição, no dia 23 de março de 2012, apresenta “Silêncio do deserto, silêncio de Deus” de Alexander Nava.
Neste texto o autor, professor da Universidade do Arizona, aborda a experiência de Deus em uma possível analogia à experiência do deserto, a partir de diferentes tradições da cultura humana, no que ele denomina de “situação fronteiriça” a condição humana contemporânea.
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Cadernos Teologia Pública, em sua 66ª edição, de 27 de fevereiro de 2012, apresenta “Discurso feminista sobre o divino em um mundo pós-moderno” de Mary E. Hunt.
Neste texto a autora, Mary E. Hunt, teóloga feminista, cofundadora e codiretora da Women’s Alliance for Theology, Ethics and Ritual – WATER em Silver Spring, Maryland, EUA, um centro educacional feminista, enfrenta o desafio, sempre em construção, de falar sobre o divino desde a perspectiva feminista. Como ela assinala, trata-se de “uma tarefa possível e útil”. A autora percebe a contribuição do discurso feminista sobre o divino não como uma substituição da “dinâmica do poder”, mas como um convite às “diversas vozes” para a discussão sobre questões teológicas.
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Cadernos Teologia Pública, em sua 65ª edição, apresenta "O livro de Deus na obra de Dante" de Marco Lucchesi.
Neste texto o autor, professor associado da Faculdade de Letras da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Letras, aborda o modelo teológico e os desafios da contemporaneidade. Ressalta que "a certeza de que é preciso salvar Deus e que o futuro entre Deus e os homens, a partir da nova equação do sacrifício, há de nos tornar mais próximos e menos infelizes, desde que sejamos capazes – cansados ou abatidos – de ressuscitá-lo".
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Cadernos Teologia Pública em sua 64ª edição apresenta o texto "Narrar Deus a partir da cosmologia contemporânea" de François Euvé.
Neste texto o autor, que é teólogo, físico, decano da Faculdade de Teologia do Centro de Sèvres e diretor da Cátedra Teilhard de Chardin, analisa os afastamentos entre a visão científica e as teologias naturais. Para tal, ele reconhece a dificuldade de articulações ou aproximações entre os dois discursos, na medida em que a realidade contemporânea não facilita um legítimo olhar cosmológico.
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Cadernos Teologia Pública apresenta em sua 63ª edição o texto "A crise na narração cristã de Deus e o encontro de religiões em um mundo pós-metafísico" de Felix Wilfred.
Felix Wilfred é teólogo indiano, diretor do Asean Center of Cross Cultural Studies e presidente da Concilium, Revista Internacional de Teologia.
"Em tempos passados, formulavam-se perguntas críticas sobre a narração religiosa de Deus, porque ela era ou antropomórfica ou servia como ilusão útil para explicar a vida ou aguentar as condições opressivas da vida. Mas atualmente a questão se deslocou para novas áreas".
E pergunta: "No contexto da crise da concepção cristã de Deus, perguntamos: Até que ponto o diálogo e o intercâmbio inter-religiosos poderiam ajudar a superar essa crise?".
Cadernos Teologia Pública em sua 62ª edição apresenta o texto "Wittgenstein e a religião: a crença religiosa e o milagre entre fé e superstição" de Luigi Perissinotto.
"O que faz de uma crença, uma crença religiosa, diferente das nossas crenças comuns e daquelas científicas?’; o segundo tema é aquele do milagre, que pode ser expresso em duas perguntas: (a) "A ciência provou que não existem milagres?’; (b) "O que faz de um fato extraordinário um milagre?’"
Luigi Perissinotto é professor de Filosofia da Universidade Cá Foscari de Veneza e membro da Wittgenstein Gesellschaft, Áustria.

"Pois é, os políticos ficaram muito ofendidos com os comentários do Ministro Joaquim Barbosa. Acho..."
Em resposta a:
Frases do dia
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"no final os militares vao morrer em celas comuns como rafael videla sofrendo tortura essa comissao ..."
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Conjuntura da Semana. “Comissão da Verdade”: Uma comissão da verdade e da memória, mas ainda não da justiça
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"Dom Mauro, Obrigada por esse contexto tão esclarecedor e digno de ser publicado em todas as Mídias..."
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Combate à fome: o desafio de equacionar problemas estruturais. Entrevista especial com Dom Mauro Morelli
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