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A Economia Solidária no Vale do Sinos

A Economia Solidária é a expressão recente que, desde os anos 1990, apresenta-se como possibilidade para a vida societária, a partir da presença ativa e organizada dos segmentos populares, apontando novas condições para as relações entre o social, o econômico e o político. Além disso, estabelece-se em meio à constituição de uma nova cultura pautada pelas relações solidárias e coletivas.

Os empreendimentos de economia solidária são, segundo sítio do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, organizações coletivas e suprafamiliares – associações, cooperativas, empresas autogestionárias, grupos de produção, clubes de troca e etc. – que têm a participação de trabalhadores, que exercem a autogestão das atividades e alocação coletiva dos seus resultados.

Estes empreendimentos caracterizam-se por realizar atividades econômicas solidárias de produção de bens, prestação de serviços, cooperativas de fundo de crédito ou fundos rotativos populares, comercialização, podendo ser compra venda e troca, e de consumo solidário.

No Brasil, existem milhares de empreendimentos de economia solidária, que estão  identificados a partir do Atlas da Economia Solidária, 2005-2007, e pelo Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária – SIES. Segundo dados do SIES, o Estado do Rio Grande do Sul representa 9,5% dos empreendimentos do País. O Vale do Rio dos Sinos representa 0,4% do total do País e 4,9% do total do Estado. Os Municípios de São Leopoldo, Canoas e Novo Hamburgo representam 70,8% dos empreendimentos de economia solidária da Região.

O mapeamento da Economia Solidária no Brasil está sendo atualizado. Vera Schmitz, coordenadora da Incubadora de Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários - Tecnosociais, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, afirma que esta nova etapa do mapeamento tem como proposta a atualização e ampliação de dados do SIES. O trabalho consiste na coleta de dados e sua inserção no sistema. Tendo esse processo intenção de fornecer subsídios para a elaboração de estudos sobre o perfil, características, potencialidades e desafios da economia solidária.

Schmitz destaca que o mapeamento já passou por vários momentos, sendo que o primeiro, considerado primeira fase, contemplou o planejamento, formação de bases e ainda, em 2006, ampliação de dados. Na segunda fase, a atual, o trabalho consiste na revisita dos empreendimentos que estão na base de dados, a ampliação e busca de novos empreendimentos solidários. Assim como mapear políticas publicas de economia solidária de Entidades de Apoio e Fomento – EAFs, sendo que esta atualização vem acontecendo desde 2009. Sendo, o trabalho atual a inserção dois dados no sistema, on-line, que deve ocorrer até meados de julho. O prazo nacional para a inserção de dados será até setembro, após estes dados serão sistematizados para servir de conteúdo para cartilhas, seminários e etc.

 

Fóruns e feiras – espaços de diálogo, articulação e reivindicação

O intercâmbio de iniciativas, a troca de experiências e o fortalecimento dessas experiências, sua concepção e metodologia, são os temas de diversos fóruns sobre economia solidária. No Brasil, existem 27 fóruns estaduais, que contam com a participação de diferentes segmentos da Economia Solidária, oportunizando sua qualificação, articulação dos empreendimentos, assim como a afirmação de lutas fomentadoras e/ou qualificadoras de políticas públicas neste campo.

Inúmeras feiras também são realizadas, tanto no nível local, municipal, regional e estadual. Santa Maria, no RS, sedia a Feira de Economia Solidária do MERCOSUL, que nos primeiros dias de julho alcança sua 7ª edição.

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