Sábado, 07 de maio de 2011
Conhecer e analisar a realidade constitui-se como importante desafio para o planejamento da vida das cidades, dos cidadãos e das instituições. Este desafio foi propulsor da criação de diversos indicadores socioeconômicos, simples e compostos, que podem quantificar e qualificar as realidades. Na última quinta-feira, Carlos Paiva, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), problematizou o uso dos indicadores em Seminário promovido pelo ObservaSinos. Demonstrou que, muitas vezes, os indicadores são construídos para justificar a criação de uma dada realidade e não para analisá-la e transformá-la. E, neste sentido, destacou que os indicadores compostos, ou seja, aqueles que reúnem mais do que um dado, são facilitadores do mau uso da informação.
Paiva, ainda antes de analisar os indicadores que revelam a realidade do Vale do Sinos, apontou as dificuldades para a formulação de indicadores regionais. Referiu a importância do reconhecimento das características comuns para a aproximação entre os municípios. Com isso, considerou inadequada a regionalização proposta pelo COREDE, com as presenças de Canoas e Esteio, que não carregam em sua identidade uma história com o setor coureiro-calçadista como os demais municípios da região. A consequência desta aproximação pode distorcer os dados e indicadores regionais.
A proposta metodológica do prof. Carlos parte da realidade da população e movimentação populacional. Estes dados, simples, revelam que se um município tem sua população crescendo, apresentam atrativos potentes para o desenvolvimento. Segue a este dado, a importância da aproximação com os dados sobre os setores e a empregabilidade, assim como esse dado confrontado com a região e o estado.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subsidiam a análise da realidade e dinâmica populacional do Estado do Rio Grande do Sul e Região do Vale do Rio dos Sinos. Trata-se, conforme o palestrante, de uma importante base de dados brasileiros.
Uma primeira consideração é de que a população nos diferentes municípios e região cresceu. Eis aí um indício importante para o desenvolvimento apontado pelo prof. Carlos.
Este aumento da população pode ser destacado a partir de dois segmentos populacionais: mulheres e idosos. As mulheres continuam sendo a maioria no Estado, assim como a movimentação e/ou crescimento das áreas rurais e urbanas.
O crescimento da população de idosos também tem se elevado. Sendo, para o Ministério da Saúde idoso todo aquele cidadão brasileiro com mais de 60 anos. Gaúchos acima de 60 anos representam 13,6% do total da população do Estado, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE sendo 43% homens e 57% mulheres. Para a Região do Vale os idosos representam 10,6% sendo 42% homens e 58% mulheres.

A reflexão é necessária para dar seguimento a este debate é sobre as justificativas e interesses da população, que permanece e migra para a região. Certamente estas respostas poderão apontar elucidações sobre as perspectivas do desenvolvimento. Como, as políticas públicas desenvolvidas na ultima década a fim de garantir os direitos civis destes cidadãos, mulheres e idosos. Criado em 2003 o Estatuto do Idoso, que garante, ou reafirma direitos garantidos a todo o cidadão na Constituição de 88, como direito a educação e a saúde. Assim como para as Mulheres a criação da Secretária de Políticas para as Mulheres a fim de contribuir na qualidade de vida de todas as brasileiras.
Os dados coletados pelo Censo, não são somente indicadores de como está o País, Estado ou Região, são dados sobre a realidade da população que devem ser analisados para compreender, planejar e executar políticas públicas diante das transformações sociais.
O ObservaSinos compreendendo a importância deste debate a fim de qualificá-lo promove no dia 24 de agosto a Oficina sobre os dados cencitários 2010 da Região do Vale do Rio dos Sinos com o prof. Ademir Barbosa Koucher do IBGE, participe.

"...É preocupante o crescimento de partidos extremistas, tanto de direita como de esquesda radicais. Com crescimento fundamentado e praticado junto aos jóvens de hoje.Legado esse que desencadeará no..."
Em resposta a:
Conjuntura da Semana. Bifurcação na Europa: Esquerda avança, mas espectro da extrema-direita ronda o Continente
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"A questão é: O que fazer individualmente para amenizar este quadro? O que podemos fazer para sair das mãos dos plutocráticos? Como podemos nos tornar um sujeito histórico? |
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