Sábado, 02 de outubro de 2010
Em análise publicada no dia 25/09/2010 intitulada “Trânsito, carros e vidas no Vale dos Sinos” foram apresentados diversos indicadores sobre o trânsito, frota de carros, acidentes e perfil da população vitimizada por esta realidade. Nesta semana, o Observasinos – Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale dos Sinos,um projeto do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, aprofundou ainda mais esses indicadores da realidade do transporte privado e confrontou-os com o transporte público da região.
Assim como no Brasil, o Vale dos Sinos apresenta o crescimento exponencial da frota de veículos particulares nos últimos anos. Esse crescimento é uma das conseqüências das políticas econômicas aplicada pelo governo federal no ano de 2009, através da redução dos impostos na compra de veículos novos, que se constituiu como uma das saídas da crise financeira internacional. No gráfico abaixo está demonstrado esse crescimento que é confirmado nos 14 municípios da região.
Figura 1

Fonte: Detran/RS
O número de veículos nas ruas tem aumentado significativamente conforme apresentado. Ao ser comparada a frota de carros com o número de habitantes nos municípios da região no ano de 2009, segundo as estimativas da Fundação de Economia e Estatística - FEE, identifica-se que a média de pessoas por carro no Vale dos Sinos é de um carro para 2,4 pessoas. Esta média é constante na maioria dos municípios da região e também no estado. Este índice no país é um pouco mais elevado, ou seja, 3,2 habitantes por veículo.

Esta realidade do transporte privado aponta desafios importantes no que se refere à trafegabilidade, assim como às garantias ambientais e humanas para a sua viabilização. Neste sentido, o transporte público aponta para inúmeras possibilidades.
Dos municípios que formam o Vale dos Sinos, quatro deles são atendidos diretamente pela linha metroviária. Esta é uma das alternativas que os habitantes das cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo contam, em um percurso de 33,8 Km até Porto Alegre.
A partir disso, pode-se indicar que 57,6% da população do Vale dos Sinos é beneficiada pela linha do trem de superfície. Este índice será ampliado para 77,4% quando for estendido até Novo Hamburgo.
Segundo a Trensurb atualmente o sistema opera com capacidade máxima de 20 trens por hora e sentido, o equivalente a 21.600 passageiros/hora/sentido. Diariamente o trem transporta em média 170 mil pessoas, que, se não estivessem no trem, estariam trafegando pela rodovia BR 116, que acaba sendo o maior canal de escoamento da produção e da riqueza do estado do Rio Grande do Sul.

Neste sentido, é importante observar que os sete municípios espalhados pelo traçado da BR116, entre Porto Alegre e Estância Velha, somam um Produto Interno Bruto - PIB de R$ 26,4 bilhões, ou seja, um quarto de toda a riqueza estadual. Este dado justifica o trânsito intenso neste percurso. Segundo o doutor em transportes e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS João Fortini Albano, circulam cerca de 130 mil veículos por dia a rodovia neste trecho.
Tal realidade é promotora do crescente fluxo de veículos, engarrafamentos e acidentes no trecho dos 30 quilômetros entre a Capital e São Leopoldo, que tem assumido o recorde de acidentes em estradas federais do país.
Este conjunto de dados aponta o desafio de mais uma reflexão, ou seja, se não houvesse o trem que transporta 170 mil/dia, seriam 113.333 veículos circulando na BR 116 por dia (a partir do cálculo de que em média cada veículo transporta 1,5 pessoas). Na sequência da análise poderia ser vislumbrado o número multiplicado de acidentes e mortes provocado por este cenário. Certamente o quadro é de um caos, que exige um enfrentamento por parte do Estado e da sociedade. Políticas públicas são exigidas no sentido de ampliar e qualificar o transporte público. Radicalizar posicionamentos da população em relação ao uso do carro também é urgente. Pensar e implementar práticas como carona solidária pode ser uma das alternativas. Neste sentido, podem ser referenciadas ações provocadas por Campanhas como o Dia Mundial sem Carro e a Campanha 10:10:10.

"Até seria desde que aqui não tivéssemos os melhores profissionais, mas com amor ao q se propusera..."
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O conduto político partidário e o risco do "Lulismo". Análise de conjuntura da CNBB
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""...a tradição europeia (que respeite a mulher)..." Espero que esse senhor tenha consci..." Em resposta a: ''Há um clima histérico na França. Os reacionários buscam um mártir''. Entrevista com Jean-Yves Camus |
"A meu ver, esses movimentos que se fundamentam no "desnudos", para estar no minuto da fama têm estr..."
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