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Mulheres: Sujeito Sociocultural

O esgotamento, que atinge uma modernidade caracterizada pela acumulação, pela polarização e pelo confronto dos opostos, permite afirmar que “um novo dinamismo só poderá surgir a partir de uma ação que consiga recompor o que o modelo ocidental separou, superando todas as polarizações”.  Essa ação, já evidente nos movimentos ecológicos e de oposição à globalização, é melhor promovida pelo movimento das mulheres. A passagem de uma cultura voltada para o exterior para uma outra, voltada para o interior e para a consciência de si, é protagonizada intensivamente mais pelas mulheres do que pelos homens. É na ordem da sexualidade que se coloca a afirmação e a vontade de criação das mulheres como sujeitos autocriadores e autopoiéticos. Em outros termos, “é reivindicando uma sexualidade que seja independente das funções de reprodução e de maternidade que as mulheres se constituem verdadeiramente em movimento social” e "desenvolvem, para além de sua própria libertação, uma ação mais geral de recomposição de todas as experiências individuais e coletivas”.  Dessa forma, “são as mulheres que conduzem e sustentam as transformações culturais atuais”.

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