Membro suspenso da comissão papal sobre abuso clerical deve renunciar

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14 Dezembro 2017

O membro da comissão do Papa Francisco sobre abuso sexual clerical que foi suspenso há quase dois anos, depois de criticar publicamente o papa, diz que vai renunciar ao cargo antes do término do seu mandato, em 17 de dezembro.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 13-12- 2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O inglês Peter Saunders disse ao NCR, no dia 13 de dezembro, que está planejando enviar uma carta formal renunciando ao cardeal de Boston Sean O'Malley, presidente da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, no dia 15 de dezembro.

"É apenas um fechamento para mim, sinto que fiz o meu melhor pela Igreja e a Igreja institucional meio que me rejeitou", disse Saunders, em uma breve entrevista. "Então, vou renunciar."

Peter Saunders, uma vítima de abuso sexual que fundou a Associação Nacional de Pessoas Abusadas na Infância do Reino Unido, foi dispensado pela comissão papal em fevereiro de 2016. Sua provável renúncia foi primeiramente relatada pelo The Tablet.

Ainda que a comissão não tenha explicado o porquê da suspensão de Saunders em 2016, o sobrevivente havia criticado publicamente o registro do Papa Francisco sobre abusos clericais. Ele criticou, em particular, o fato de Francisco ter nomeado o Bispo chileno Juan Barros, que foi acusado de encobrir os abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima.

O escritório do Vaticano da comissão papal se recusou a comentar a decisão de Saunders de renunciar. Apesar de ser a segunda das duas vítimas de abuso inicialmente apontados para a comissão a renunciar, a provável renúncia de Saunders deve acontecer dias antes do término do seu mandato.

A outra vítima de abusos da comissão, a irlandesa Marie Collins, renunciou no dia 1º de março, expressando frustração com a relutância de funcionários do Vaticano em cooperar com o seu trabalho para proteger as crianças.

Francisco criou a comissão papal em 22 de março de 2014 e nomeou oito membros para a nova entidade. Ele acrescentou nove membros, bem como Saunders, em 17 de dezembro de 2014. Embora os membros não tenham sido inicialmente apontados com uma data de término do mandato, os estatutos da comissão, aprovados pelo Vaticano em abril de 2015, concedem mandatos renováveis de três anos aos membros.

Respondendo a uma pergunta sobre a questão no dia 13 de dezembro, durante um briefing sobre o recente encontro do Conselho de Cardeais, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, disse que Francisco está considerando a hipótese de renovar os mandatos dos atuais membros da comissão.

Um membro da comissão revelou ao NCR em agosto que o grupo estava pensando em se reestruturar para deixar de incluir a participação direta de vítimas de abuso e, em vez disso, ter um painel consultivo separado de pessoas que foram abusadas pelo clero.

Collins manifestou preocupação sobre essa possibilidade, dizendo, em uma entrevista ao NCR, em outubro, que "a importância da voz de uma vítima na comissão foi reconhecida quando a comissão foi criada".

"Continua sendo muito importante que esta perspectiva seja incluída nas suas deliberações", afirmou.

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