Concílio pan-ortodoxo: reunião de urgência do Sínodo patriarcal de Moscou para decidir sobre sua participação

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09 Junho 2016

Estamos “conturbados” pela recusa de Constantinopla a um encontro extraordinário pré-conciliar para resolver as questões levantadas pelas Igrejas locais, afirmou o Metropolita Hilarion.

A reportagem é de Marta Allevato, publicada por Asia News, 08-06- 2016. A tradução é de Benno Dischinger.

“As decisões do Concílio devem ser tomadas com consenso unânime e isto não se pode ter se faltam algumas Igrejas”. A Igreja ortodoxa russa convocou uma reunião de urgência do seu Sínodo para decidir sobre a participação no Concílio pan-ortodoxo, fixado para metade de junho em Creta, depois que algumas Igrejas locais anunciaram a sua defecção. A torná-lo conhecido, hoje, é o presidente do departamento para as Relações externas do Patriarcado de Moscou, o metropolita Hilarion (Alfeyev).

“Sempre temos dito que as decisões do Concílio devem ter consenso para serem promulgadas – explicou à Tass -. Cremos que o consenso implique não o mero acordo daqueles que estão presentes, enquanto outros estão ausentes. O consenso deve significar opinião unânime de todas as Igrejas ortodoxas locais. Se uma delas está ausente, pensamos que signifique que não há consenso”.

A recusa da Igreja búlgara de participar, à qual seguiu também aquela do Patriarcado de Antioquia, acrescentou Hilarion, é um “sinal alarmante ao qual devemos reagir”. “Estamos numa situação de emergência que requer soluções urgentes”, disse, acrescentando que “se estas questões não forem resolvidas, então é melhor postergar o Concílio”.

A Igreja búlgara e aquela georgiana, nos dias passados, declararam a necessidade de rediscutir e emendar alguns dos documentos que o Concílio de Creta deveria promulgar e para cuja redação já precisou passar através de um trabalhoso iter. No centro dos maus humores estão os documentos sobre o sacramento do matrimônio, sobre as Igrejas ortodoxas e o mundo contemporâneo e sobre a relação com outras confissões cristãs. Estes grupos criticam a posição “ecumênica” contida nos textos e insistem que católicos e protestantes sejam definidos como hereges e não “Igrejas”. Também o Patriarcado de Antioquia expressou reclamações, porém mais ligadas à falta de solução do contencioso com o Patriarcado de Jerusalém sobre a jurisdição dos ortodoxos do Qatar.

‘A luz de tudo isto, o Sínodo do Patriarcado de Moscou havia solicitado a convocação, até 10 de junho, de uma reunião pan-ortodoxa, pré-conciliar extraordinária, destinada a avaliar as emendas elaboradas pelas Igrejas nacionais sobre os documentos a promulgar durante o Concílio e a eventual necessidade de pospô-lo. Ideia, porém, rejeitada por Constantinopla (encarregada de organizar o evento), que desde o início procurou limitar o mais possível a discussão dos textos saídos do encontro dos 14 chefes das Igrejas autocéfalas ortodoxas, realizado em Chambésy, na Suíça, em janeiro passado. “Estamos naturalmente conturbados pela reação de Constantinopla – denunciou Hilarion. – Significa que o Patriarcado de Constantinopla tem pouco interesse naquilo que dizem as Igrejas locais”.

O Concílio pan-ortodoxo não se convoca há mais de mil anos e os preparativos para seu desenvolvimento têm requerido mais de 50 anos. Em 2014, os líderes espirituais ortodoxos haviam decidido realiza-lo em 2016 em Sant’Irene, a antiga catedral de Constantinopla, onde teve sede o segundo Concílio ecumênico da Igreja indivisa (em 553), “salvo impedimentos devidos a circunstâncias imprevistas”. A cidade turca se tinha, todavia, tornado “incômoda” para a delegação russa, após o explodir das tensões entre Moscou e Ankara pelo abatimento do avião a jato russo na divisa com a Síria. Foi assim escolhida a ilha grega de Creta, sob a jurisdição do Patriarcado de Constantinopla.

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