Grupo alemão do Sínodo 2015 reconhece suas sugestões em Amoris Laetitia

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18 Abril 2016

As sugestões feitas pelos coordenadores do grupo linguístico alemão no Sínodo dos Bispos de 2015 sobre a família – o cardeal austríaco Christoph Schönborn (de Viena) e o arcebispo alemão Heiner Koch (de Berlim) – encontraram o seu espaço na exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por National Catholic Reporter, 15-04-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Schönborn e Koch ficaram felizes e “um tanto orgulhosos” por aparecem no documento papal algumas das sugestões feitas em seu grupo de discussão e que haviam sido registradas no relatório sinodal final.

No relatório final de 21-01-2015, os prelados de língua alemã afirmaram que os debates sinodais mostravam não haver soluções simples sobre se os fiéis divorciados que se casaram novamente deveriam ter a permissão de receber os sacramentos.

Era necessário um discernimento, disseram eles, trazendo certos critérios que ajudariam a diferenciar: “Pastores devem saber que, para o bem da verdade, são obrigados a discernir cuidadosamente as situações. Há de fato uma diferença entre aqueles que sinceramente tentaram salvar seu primeiro casamento e foram injustamente abandonados e aqueles que por sua própria culpa destruíram um matrimônio canonicamente válido. Por fim, há aqueles que contraíram um segundo casamento para o bem da formação de seus filhos, e às vezes estão subjetivamente certos em consciência que o seu casamento anterior, irremediavelmente rompido, nunca fora válido”.

As sugestões dos prelados de língua alemã aos divorciados recasados se assemelham com aquelas emitidas pelo cardeal alemão Walter Kasper, mas também refletem uma prática de longa data adotada pela Arquidiocese de Viena.

Schönborn disse à agência noticiosa católica austríaca Kathpress que ficou feliz e um orgulhoso de que, agora, a Igreja Católica havia “adotado plenamente” uma prática pastoral com respeito aos divorciados recasados, prática que está em uso por, pelo menos, 15 anos na sua arquidiocese.

O papa leu todos os aspectos e sugestões levantados no programa cinco da Arquidiocese de Viena para os divorciados que voltaram a se casar, discutindo-os “muito atentamente e com grande proximidade com a vida concreta” das pessoas, declarou Schönborn.

O programa arquidiocesano, chamado “Como oferecer apoio espiritual, cristão e humano aos cônjuges divorciados e recasados”, direciona os seus pastores a discutirem as seguintes questões com os estes fiéis que desejem receber os sacramentos:

Como o casal poderia tratar os filhos durante uma crise matrimonial?

Houve tentativas de reconciliação?

Qual a situação do parceiro abandonado?

Que consequências o novo relacionamento trouxe não para a família e a comunidade de fiéis?

Qual é o exemplo que esta nova situação deixa aos jovens que estão pensando em se casar?

O programa prevê que, em conversas com o confessor, um trajeto de reflexão e arrependimento pode, no foro interno, contribuir para a formação da consciência e esclarecer se é possível uma admissão aos sacramentos.

Importa notar, além disso, que em sua exortação o papa quase sempre traz a palavra irregular entre aspas, segundou Schönborn. Ao assim fazer, Francisco quis enfatizar algo que, até então, esteve esquecido pela Igreja.

“Se alguém está num relacionamento irregular ou regular somente uma primeira visão externa da situação. Um olhar mais próximo à situação dos matrimônios e das famílias irá revelar que todos nós temos dificuldades com as quais precisamos lidar e, sobretudo, que todos nós necessitamos da misericórdia divina”.

Nenhum casal ou família deveria dizer: “Nós estamos no caminho certo, mas vocês não”. Para o cardeal, esta é uma mensagem libertadora e consoladora “na medida em que é assim que as coisas são na vida concreta”.

Em entrevista ao sítio Katholisch.de, Koch afirmou que ficou feliz com o convite do papa para que a Igreja reflita sobre se o seu magistério não é, às vezes, um fardo.

“Fiquei muito feliz que o papa tenha pedido para refletirmos sobre se nós, católicos, não estamos sendo às vezes um fardo para os fiéis e se não estamos tornando mais difíceis a vida deles, ao invés de sermos úteis”, disse Koch, lembrando que, no relatório final, os bispos alemães criticaram abertamente as declarações públicas de alguns Padres Sinodais em particular.

“As imagens e comparações que eles usam não são somente indiferentes e erradas, mas dolorosas, e nós muito decididamente nos distanciamos delas”, disse Koch citando o relatório do grupo, acrescentado que “estamos felizes em ler que este ponto foi levado em conta pelo Santo Padre”.

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