A misericórdia como centro da geopolítica de Francisco. Entrevista com Antonio Spadaro

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06 Fevereiro 2016

"A diplomacia de Francisco. A misericórdia como processo político." É o título de um longo artigo do padre Antonio Spadaro no último número da revista La Civiltà Cattolica. Ao microfone de Alessandro Gisotti, o diretor da revista dos jesuítas se detém justamente sobre o papel da misericórdia na geopolítica do Papa Francisco.

A reportagem foi publicada no sítio da Radio Vaticana, 30-01-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"A primeira coisa a verificar é que as viagens apostólicas do Papa Francisco – como ele mesmo disse, encontrando-se com o corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé – tiveram como fio condutor justamente a misericórdia. Portanto, a misericórdia de Deus se insere nas vicissitudes deste mundo, nas vicissitudes da sociedade, dos grupos humanos, das famílias, dos povos, das nações. Não vive só dentro de dinâmicas pessoais. Em síntese extrema, posso dizer que a misericórdia, para Francisco, em âmbito político, significa nunca considerar nada nem ninguém como perdido. Portanto, tudo continua sendo possível: a paz é sempre possível!"

Eis a entrevista.

Em um momento em que se vivem grandes contraposições, até mesmo muito profundas, você escreve que olhando, justamente, para o Papa Francisco, vê-se que "a misericórdia desmonta a máquina narrativa dos fundamentalismos".

Sim. De fato, o Papa Francisco, diante das tragédias dos atentados de Paris, mas também da Shoá, como vimos na sua viagem à Terra Santa, diante de tudo isso, nasce a perturbação, não a inclinação. Ele quer desmontar por dentro, certamente, as máquinas narrativas do chamado Estado Islâmico, mas certamente também de posições que existem dentro da Igreja e que gostariam de iniciar "guerras santas". O papa nunca fala de guerra, ele fala de terrorismo: o fundamentalismo é um câncer da religião, não é expressão da religião.

Você também tentar buscar e encontrar as raízes da visão bergogliana, e emergem daí algumas figuras: algumas que conhecemos, conhecidas na vivência de Francisco, como o Bem-aventurado Fabro e Dostoiévski, mas também outras personalidades, talvez menos conhecidas do grande público.

É interessante e fascinante entrar no mundo bergogliano das referências, das leituras e dos aprofundamentos. A visão diplomática de Bergoglio se formou através de fontes não habituais: escritos místicos, escritos literários e escritos de um teólogo como Przywara, que foi mestre de Hans Urs von Balthasar. Fabro certamente vê o mundo como um lugar em que é preciso rezar por todos, portanto, indiferentemente por todos aqueles que também estão envolvidos em lutas políticas. Dostoiévski desequilibra a lógica das inclinações: para ele, como escreve em Memórias do subsolo, 2 + 2 pode ser 5, e, portanto, requer uma lógica muito flexível, muito dinâmica, não rígida. Certamente, Przywara é uma figura talvez pouco conhecida na Itália, mas muito importante para compreender o Papa Francisco: ele postula o fim da era constantiniana, rejeitando radicalmente a ideia da implementação do Reino de Deus na terra, que, aliás, era a base do Sacro Império Romano e, portanto, todas as formas políticas e institucionais semelhantes ou relacionadas com o Sacro Império Romano, até mesmo em termos de partido e, portanto, de políticas católicas. A Igreja deve ser em saída: essa é a chave de leitura.

A misericórdia, ato político por excelência: aqui você também encontra no Pe. Tonino Bello quase um precursor, em alguns aspectos, daquilo que vemos agora com o Papa Francisco.

Sim, porque o Pe. Tonino Bello, como o Papa Francisco, mas também muitos outros, na realidade, não distinguem de maneira clara a sacristia ou o templo daquilo que é o compromisso. Há um serviço político que expressa uma caridade profunda: também disseram isso os papas, e Papa Francisco repetiu isso. A sua abordagem à paz, porém, não é uma abordagem pacifista: a paz, para Bergoglio, significa agir nos quadrantes mais delicados da política internacional, mas em nome dos descartados, dos mais fracos. O Papa Francisco se concentra nisso e se dá conta de como as tensões do mundo nascem porque há desequilíbrios, desequilíbrios também e acima de tudo de caráter econômico. Portanto, todas as iniciativas de paz dessa dramática "terceira guerra mundial em pedaços" deve, ser ligadas aos tempos sociais que preocupam o papa, porque o papa está muito atento aos descartados.

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