El Niño vai marcar clima no País pelos próximos três meses

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22 Janeiro 2016

O fenômeno El Niño deve influenciar o clima no Brasil durante os próximos 90 dias. De acordo com o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), isso pode ser traduzido em aumento de volume e intensidade das chuvas na região Sul, redução nas regiões Norte e Nordeste, além de temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o País.

A reportagem foi publicada por Portal Brasil, 21-01-2016.

O GTPCS reuniu-se na terça-feira (19), no primeiro encontro do grupo em 2016. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, participou da abertura e do encerramento do debate técnico, realizado na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os especialistas do GTPCS classificaram o fenômeno de “mega El Niño”. De acordo com o grupo de previsão climática, passadas duas décadas, ele regressa ao Brasil. Embora tenha perdido força, há 95% de probabilidade de o fenômeno permanecer atuante até abril.

“Estamos vivendo um El Niño muito intenso. Os seus efeitos são a diminuição da precipitação em grande parte do Brasil e muitas chuvas no Sul”, resumiu o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), Paulo Nobre.

O presidente do GTPCS, Carlos Nobre, salientou a redução das chuvas no semiárido brasileiro. Na avaliação dele, a região exige “atenção máxima” do governo federal. “É o quinto ano de chuva abaixo da média no semiárido do Brasil. O total de água armazenado no semiárido está diminuindo ano após ano causando impacto na vida humana, agrícola e animal. O semiárido deve enfrentar mais um ano de dificuldades”, disse.

Por sua vez, Pansera destacou a relevância dos dados levantados pelas principais lideranças na área de previsão climática do Brasil que compõem o GTPCS. “O Brasil tem um sistema de referência mundial de modelagem de clima. Isso ajuda o governo em ações como previsão para agricultura, consumo da água e produção de energia”, avaliou Celso Pansera.

Participaram da reunião o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Jailson de Andrade; o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich; e o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), Osvaldo Moraes.

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