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09 Fevereiro 2015

"Transgredir uma fronteira aumenta o risco sobre todas as atividades humanas e poderia conduzir o Planeta a um estado muito menos hospitaleiro, prejudicando os esforços para reduzir a pobreza e levando a uma deterioração do bem-estar humano em muitas partes do mundo, incluindo os países ricos", escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado pelo portal EcoDebate, 06-02-2015.

Eis o artigo.

A amplitude do impacto humano sobre a degradação do planeta se torna cada vez mais evidente. Caminhamos para a 6ª extinção em massa das espécies que estão sendo eliminadas a uma taxa muito superior às das grandes mudanças geológicas; há uma rápida acidificação dos oceanos, uma grande diminuição das calotas de gelo, redução das áreas de florestas, naufrágio dos deltas dos principais rios do mundo (inclusive o rio Guandu no Rio de Janeiro que praticamente já não chega ao mar), dentre outros danos.

Uma importante contribuição para a análise ambiental atual pode ser encontrada no artigo “Planetary boundaries: Guiding human development on a changing planet”, publicado na revista Science (on line 15/01/2015) pelos 18 autores Will Steffen, Katherine Richardson, Johan Rockström, Sarah Cornell, Ingo Fetzer, Elena M. Bennett, R. Biggs, Stephen Carpenter, Wim de Vries, Cynthia de Wit, Carl Folke, Dieter Gerten, Jens Heinke, Georgina Mace, Linn Persson, Veerabhadran Ramanathan, B. Reyers e Sverker Sörlin do Stockholm Resilience Centre da Universidade de Stockholm.

O artigo traça um quadro dos limites planetários e define um espaço operacional seguro para a humanidade com base nos processos biofísicos intrínsecos que regulam a estabilidade do Sistema Terra. Os autores atualizam a metodologia e o quadro das fronteiras planetárias, com foco na ciência biofísica subjacente e com base nos avanços científicos dos últimos 5 anos (a primeira versão foi publicada em 2009). Várias das fronteiras têm agora uma abordagem em dois níveis, o que reflete a importância em termos de escala e heterogeneidade do nível regional.

O primeiro estudo publicado sobre as Fronteira Planetárias (ROCKSTRÖM et al, 2009) identificava nove dimensões centrais para a manutenção de condições de vida decentes para as sociedades humanas e o meio ambiente e indicava que os limites já foram ultrapassados em 3 dimensões e estavam se agravando nas demais. O novo estudo mantém os mesmos processos como em 2009, mas dois deles passaram a ter novos nomes, para refletir melhor o que eles representam. As nove fronteiras planetárias são:

1. As mudanças climáticas

2. Mudança na integridade da biosfera (perda de biodiversidade e extinção de espécies)

3. Depleção da camada de ozônio estratosférico

4. A acidificação dos oceanos

5. Fluxos biogeoquímicos (ciclos de fósforo e nitrogênio)

6. Mudança no uso da terra (por exemplo, o desmatamento)

7. Uso global de água doce

8. Concentração de aerossóis atmosféricos (partículas microscópicas na atmosfera que afetam o clima e os organismos vivos)

9. Introdução de novas entidades (por exemplo, poluentes orgânicos, materiais radioativos, nanomateriais, e micro-plásticos).

Neste novo estudo publicado na Revista Science (janeiro de 2015), quatro das nove fronteiras planetárias foram ultrapassadas: Mudanças climáticas; Perda da integridade da biosfera; Mudança no uso da terra; Fluxos biogeoquímicos (fósforo e nitrogênio). Duas delas, a Mudança climática e a Integridade da biosfera, são o que os cientistas chamam de “limites fundamentais” e tem o potencial para conduzir o Sistema Terra a um novo estado que pode ser substancialmente e persistentemente transgredido. O agravamento destas duas fronteiras fundamentais podem levar a civilização ao colapso.

Transgredir uma fronteira aumenta o risco sobre todas as atividades humanas e poderia conduzir o Planeta a um estado muito menos hospitaleiro, prejudicando os esforços para reduzir a pobreza e levando a uma deterioração do bem-estar humano em muitas partes do mundo, incluindo os países ricos.

A ciência mostra que esses nove processos ajudam a regular e manter a estabilidade e a resiliência do sistema Terra. As interações entre a terra, os oceanos e a atmosfera oferecem as condições sob os quais as nossas sociedades dependem para sobreviver. A pesquisa baseia-se em um grande número de publicações científicas criticamente avaliadas para melhorar a metodologia das fronteiras planetárias desde sua publicação original. Ela confirma o conjunto original de limites e fornece uma análise atualizada e a quantificação de vários deles, incluindo o fósforo e ciclos de nitrogênio, a mudança do uso da terra, uso de água doce e integridade da biosfera.

Fica claro que o atual sistema econômico está nos levando para um futuro insustentável e as novas gerações terão mais dificuldade para sobreviver com qualidade de vida. A história tem mostrado que as civilizações seguem um ciclo de ascensão, mas quando ficam presas aos valores tradicionais e sem capacidade de alterar o rumo, entram em colapso. Exitem “pontos de inflexão” que não devem ser ultrapassados.

Segundo os autores, a metodologia das Fronteiras planetárias não visa ditar a forma como as sociedades humanas deva se desenvolver, mas pode ajudar a sociedade civil e os tomadores de decisão na definição de um espaço operacional seguro para a humanidade e a vida na Terra.

Referência:

Planetary Boundaries 2.0 – new and improved, Stockholm Resilience Centre, Stockholm. Janeiro 2015

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