Economia vai bem, mas etnia ajuda a eleger Evo na Bolívia

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13 Outubro 2014

Economia em crescimento, redução da pobreza, queda da desigualdade e uma montanha de benefícios sociais que elevaram a sensação de bem-estar da população. Tudo isso seria suficiente para garantir uma reeleição tranquila ao presidente da Bolívia no próximo domingo. Mas, segundo analistas bolivianos, o fator determinante para a vitória folgada que parece se configurar é outro: a questão étnica.

A reportagem é de Fabio Murakawa, publicada pelo jornal Valor, 10-10-2014.

Evo Morales Ayma tornou-se em 2006 o primeiro presidente indígena da história do país, onde cerca de 60% da população declara pertencer a alguma etnia nativa. Filho de um casal de criadores de lhamas na cidade de Orinoca, ele se projetou nacionalmente como líder cocaleiro (produtores de folha de coca) e deputado com os votos de quéchuas, descendentes dos incas, e aimaras, sua própria etnia.

Com uma forte atuação junto a movimentos populares, e empunhando a bandeira da nacionalização do gás e do fim da erradicação dos plantios de coca, ele foi figura-chave para a saída de dois presidentes, Gustavo Sánchez de Lozada e Carlos Mesa, entre outubro de 2003 e junho de 2005.

Eleito com 54% dos votos em 2005, ele foi reeleito com 64% em 2010. Para a eleição de domingo, a média das pesquisas lhe confere 55% das intenções de voto, de acordo com o jornal "La Razón".

Segundo Rafael Loayza, estudioso do tema racial no país e diretor do departamento de Ciências da Comunicação Social da Universidade Católica Boliviana, Morales vem recebendo quase a totalidade de votos dos grupos étnicos nativos desde sua primeira eleição, em 2005, e essa tendência deve continuar neste ano.

"Fatores de identidade e ideológicos são mais importantes eleitoralmente na Bolívia do que aqueles ligados à gestão", disse ele ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. "Há uma correlação entre pessoas que se dizem quéchua e aimara e os que votam por Evo."

Cruzando dados do censo de 2002 e das eleições presidenciais, Loayza apontou em seu livro "Racismo e Etnicidade na Bolívia" que Morales recebeu os votos de quase nove entre dez quéchuas e aimaras nas eleições em que concorreu. Em 2005, esse índice foi de 90% e em 2009, de 87%. Em algumas províncias como Aroma, onde esses grupos conformam a maioria absoluta da população, ele obteve mais de 95% dos votos.

Uma pesquisa Ipsos divulgada na semana passada mostra que, nos Departamentos (Estados) com maior presença de quéchuas e aimaras, a intenção de voto em Morales está acima da média. Casos de La Paz (70%), Oruro (63%), Potosí (62%) e Cochabamba (59%).

Segundo Iván Velásquez, coordenador da Fundação Konrad-Adenauer em La Paz, um dos grandes trunfos para a fidelização desses votos foi a Constituição de 2008, que "refundou" a Bolívia como um Estado Plurinacional, reconhecendo direitos de todos os 36 grupos étnicos do país.

Graças a essa "refundação", Morales pôde concorrer a um novo mandato. O Judiciário local aceitou a sua interpretação de que, pelo fato de o país ter sido "refundado", Morales concorreu a um primeiro mandato em 2009 e concorre ao segundo neste ano.

A grande incógnita desta eleição está relacionada ao seu desempenho em Províncias predominantemente hispânicas, principalmente Santa Cruz, o principal centro econômico do país e tradicional bastião da oposição. Segundo Loayza, a votação de Morales em Santa Cruz vem crescendo a cada votação nacional. O presidente obteve ali 33,72% dos votos na eleição de 2005 e angariou o apoio de 40,72% dos "cruzeños" para o referendo constitucional de 2008. Em 2009, conseguiu ali 40,9% dos votos para um novo mandato.

Ao longo dos últimos anos, Morales concentrou esforços para conquistar o apoio em Santa Cruz.

Escolheu esse Departamento para sediar a Cúpula do G-77 + China, um grupo de países em desenvolvimento, o que atraiu investimentos em infraestrutura para a região e o ajudou a angariar a simpatia do empresariado local.

Segundo analistas, a perseguição a rivais políticos e a jornais críticos a seu governo também ajudou a enfraquecer a oposição. E o bom desempenho da economia a deixou sem um discurso convincente para a eleição deste ano.

Nas pesquisas mais recentes, seu opositor mais próximo, o empresário Samuel Dória Medina, aparece com entre 13% e 19% das intenções de voto.

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