Arcebispo nigeriano sai em defesa dos gays e critica os esforços ocidentais para limitar o crescimento da população

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10 Outubro 2014

O arcebispo de Jos sublinhou que a Igreja Católica na Nigéria se opõe a qualquer forma de discriminação das pessoas homossexuais.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada no jornal inglês The Tablet, 08-10-2014. A tradução é Claudia Sbardelotto.

No início deste ano, a Nigéria aprovou uma lei que dá sentenças de 14 anos para qualquer pessoa que entrar em uma união do mesmo sexo e proíbe demonstrações públicas de afeto entre casais homossexuais.

Na época, Dom Ignatius Kaigama (foto) anunciou o apoio da Igreja para a legislação. Isso foi amplamente percebido como um apoio católico à discriminação punitiva de pessoas homossexuais.kaigama

Mas, falando em uma coletiva de imprensa durante o Sínodo sobre a família, no Vaticano, o arcebispo disse que a Igreja só apoia os elementos da lei que estabelecem que o casamento é entre um homem e uma mulher. Ele acrescentou que houve uma "interpretação grosseira" do fato pela mídia.

"Nós não estamos apoiando a criminalização de pessoas que tenham orientações sexuais diferentes", ressaltou Dom Kaigama. "Gostaríamos de defender qualquer pessoa com orientação homossexual que está sendo assediada, que está sendo presa, que está sendo punida".

Ele acrescentou: "O governo pode querer puni-los - nós não. Na verdade, vamos dizer ao governo para parar de punir aqueles com orientações diferentes".

Na segunda-feira, os padres sinodais ouviram a abordagem feita por um casal que disse que as paróquias devem acolher casais homossexuais. O casal deu um exemplo de uma família que acolheu o filho gay e seu parceiro em um natal.

Refletindo sobre esse discurso, o arcebispo disse ao The Tablet: "Se o filho é parte da família, é natural que a família deve estar reunida. Você não pode excluir um membro da família de uma festa, de uma refeição. Nossos braços devem estar abertos".

O arcebispo criticou as organizações internacionais, países e grupos que se estão incentivando os países africanos a "desviar de nossas práticas culturais, tradições e até mesmo de nossas crenças religiosas".

Ele criticou as agências que dizem aos países africanos que suas populações são muito grandes.

"Foi-nos dito: 'Se vocês limitarem sua população, vamos dar-lhe tanto' e nós dizemos: 'Quem disse que a nossa população é muito grande?'", disse Kaigama.

"Em primeiro lugar, as crianças morrem por causa de nossa alta mortalidade infantil, em guerras intertribais e por motivo de doenças, mas vocês vem e dizem 'diminuam a sua população e nós lhe daremos ajuda econômica'".

O arcebispo disse que as organizações que levam contraceptivos para a África estão oferecendo a ajuda errada e que os países são capazes de pensar por si mesmos.

"Queremos comida, queremos educação, queremos boas estradas, saúde. Estamos recebendo as coisas erradas e estamos sendo convidados a aceitar, simplesmente porque somos pobres".

Mas o arcebispo disse que a pobreza não era apenas material, e era possível ser pobre em ideias e educação.

"Podemos ser pobres materialmente, mas não somos pobres em todos os sentidos", acrescentou.

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