Ressuscitar é participar do ''trabalho'' de Cristo. Artigo de Joseph Moingt

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05 Mai 2014

A ressurreição é um dom, sim, mas também um trabalho a ser realizado juntamente com Cristo; pela eternidade, sim, mas desde agora e desde aqui embaixo.

A reflexão é do teólogo jesuíta Joseph Moingt, ex-professor do Institut Catholique de Paris e das faculdades de filosofia e teologia da Companhia de Jesus em Paris (Centre Sèvres).

O artigo é um trecho do seu livro Gesù è risorto! (Ed. Qiqajon). O texto foi publicado no blog Sperare per Tutti, 29-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A fé verdadeiramente salvadora é aquela que confessa a salvação realizada em Jesus por toda a humanidade. A salvação não é apenas promessa, adiada a um futuro distante e impreciso. Não está plenamente realizada, certamente, porque abraça o curso inteiro do tempo. Mas a ressurreição geral dos vivos e dos mortos já começou em Jesus. (…)

A ressurreição não é posta diante de nós como um repouso na bem-aventurança, distante dos incômodos da terra, nem como uma recompensa individual e adquirida a caro preço, nem como uma miragem projetada no futuro inalcançável de uma explosão cósmica.

É um dom, sim, mas também um trabalho a ser realizado juntamente com Cristo; pela eternidade, sim, mas desde agora e desde aqui embaixo.

Ressuscitar com Cristo significa portar a sua carga de humanidade, assumir o mundo, tomar parte da obra criadora de Deus, colocar no mundo pacientemente uma humanidade nova, liberta dos ódios e dos medos, reconciliada consigo mesma pelos laços do Espírito Santo.

Tal é a inteligência do Reino de Deus, que opera nos limites do tempo e do espaço para repeli-los ao infinito, e que se revela na fé na ressurreição de Jesus, ocorrida nele por todos.

Consequentemente, a crer na ressurreição de Jesus de modo eficaz pela salvação significa acreditar que estamos envolvidos nela e queremos nela nos envolver; significa confiar-nos a ela para a travessia da vida, desejar que ela nos invada e nos arraste, confiar-lhe os nossos anseios de vida e de felicidade.

Paulo nos ensina isso em termos rigorosamente adequados de vida e de morte: ressuscitar em Cristo significa morrer com Ele ao pecado, ao egoísmo da carne, para viver com Ele uma vida totalmente dada aos outros e a Deus (cf. Rm 6).

A fé na ressurreição de Jesus não é crer em um prodígio insólito ou no mito de um outro mundo: é inserir-se em uma visão de história, é uma orientação de vida, uma decisão de todo instante, é um compromisso de viver uma vida sempre nova por ser incessantemente arrancada da complacência de si, da inércia, da suficiência.

Aí está a verdadeira dificuldade de crer na ressurreição e a seriedade da fé que nela depositamos.

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