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Por: André | 14 Abril 2014

“Sinto-me impelido a responsabilizar-me por todo o mal que alguns padres, muitos, muitos em número, embora não em comparação com a totalidade, cometeram. Responsabilizar-me de pedir perdão pelo dano que causaram pelos abusos sexuais das crianças”. O Papa Francisco disse-o na audiência com a delegação do Escritório Internacional Católico da Infância. Jorge Mario Bergoglio abordou outras questões relacionadas às crianças, a partir do seu “direito a crescer em uma família, com um pai e uma mãe” e a não ser submetidas a nenhum tipo de “experimentação educativa”, como se fossem “porquinhos da índia”.

 
Fonte: http://bit.ly/1qFfaoX  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada no sítio Vatican Insider, 11-04-2014. A tradução é de André Langer.

“Aprecio o compromisso de vocês a favor das crianças: é uma expressão concreta e atual da predileção que o Senhor Jesus tem por elas”, disse o Papa dirigindo-se a esta rede de organizações que nasceu na França em 1948 para a promoção da proteção dos direitos das crianças. “Eu gosto de dizer que em uma sociedade bem constituída, os privilégios devem ser para as crianças e os idosos. Porque o futuro de um povo está em suas mãos! As crianças, porque certamente terão a força de levar a história adiante, e os idosos porque levam consigo a sabedoria de um povo e a devem transmitir”.

Depois de ter recordado as origens do Escritório Internacional Católico da Infância e sua colaboração com os escritórios da Santa Sé diante das organizações internacionais (Nova York, Estrasburgo e Genebra), comentou os elogios manifestados por membros da cúpula da delegação: “Você, com delicadeza, falou sobre o bom trato. Agradeço-lhe por esta expressão tão delicada. Sinto-me impelido a responsabilizar-me por todo o mal que alguns padres, muitos, muitos em número, não em comparação com a totalidade, cometeram. Responsabilizar-me de pedir perdão pelo dano que causaram pelos abusos sexuais das crianças. A Igreja está consciente deste dano; é um dano pessoal e moral deles, mas como homens da Igreja. E não vamos retroceder um passo no tratamento destes problemas e nas punições que devem ser aplicadas, pelo contrário. Creio que devemos ser muito fortes. Com as crianças não se brinca”.

Em março deste ano, o Papa Francisco criou a Pontifícia Comissão para a Proteção das Crianças, que foi anunciada no dia 05 de dezembro do ano passado. Dela faz parte uma sobrevivente irlandesa, que foi abusada por um padre quando era adolescente, Marie Collins.

O Bispo de Roma recordou os “horrores da manipulação educativa” perpetrados pelas “ditaduras genocidas do século XX”, precavendo contra os perigos do “pensamento único”. Com seu apreço pelos esforços a favor das crianças “expressão concreta e atual da predileção que o Senhor Jesus tem por elas”, em sua saudação aos queridos amigos desta Ong católica que há mais de 60 anos trabalha em todo o mundo a serviço de todas as crianças, sem discriminação nem proselitismo, o Papa Bergoglio assinalou que “nasceu da maternidade da Igreja. Com efeito, teve sua origem em um discurso do Papa Pio XII em defesa das crianças, uma vez terminada a Segunda Guerra Mundial. A partir de então, esta organização comprometeu-se sempre em promover a defesa dos direitos da criança e do adolescente, contribuindo também para a Convenção das Nações Unidas de 1989. E colabora constantemente com os escritórios da Santa Sé em Nova York, em Estrasburgo e, sobretudo, em Genebra”. Para em seguida insistir na urgente atualidade dos importantes projetos que realizam.

Nota: Para ver o vídeo, em espanhol, do pedido de perdão do Papa Francisco, clique aqui.

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