A revolução das cooperativas em Cuba

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Por: Jonas | 20 Janeiro 2014

O que é uma cooperativa? Como surgem em outros países? Quais vantagens oferecem...? São perguntas que, em si mesmas, não possuem nada de surpreendente, mas quando se apresentam para Cuba soam como música muito diferente. E se aquela que as apresenta, em tudo e com respectivas respostas de elogio, é a televisão cubana, a do Estado (única a qual os habitantes da ilha têm acesso, salvo os audazes que interceptam sinais provenientes de Miami), a questão possui algo de “revolucionário”.

 
Fonte: http://goo.gl/3UAjWj  

A reportagem é de Alver Metalli, publicada por Vatican Insider, 16-01-2014. A tradução é do Cepat.

O seminário “para uma cultura cooperativa”, que há poucos dias começou a ser transmitido pelo Canal Educativo estatal, não conta com antecedentes na história da televisão cubana. E mais, as cooperativas e outras formas econômicas baseadas na iniciativa privada sempre foram um tabu ou foram abertamente condenadas. Nesse momento, parece que o cooperativismo é o instrumento pelo qual Raúl Castro pretende “desestatizar” a economia cubana, sem “desnacionalizá-la”. E isso suscitou muita atenção, tanto na Igreja cubana como na dos Estados Unidos, que enviou à ilha o auxiliar de Chicago, John Manz, com um pacote de apoio de 500.000 dólares por ano “para se assegurar que os cubanos aprendam a Doutrina Social Católica”, ao passo que vão, pouco a pouco, abrindo empresas e cooperativas.

O curso que acaba de ser inaugurado na televisão estatal não é “um curso especializado sobre como construir uma cooperativa em seus aspectos técnicos, econômicos ou financeiros”, aponta Jesús Cruz, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Havana e encarregado da coordenação do seminário. As transmissões, produzidas pela Universidade e com a colaboração da Associação Nacional de Economistas de Cuba, serão 11 no total. A ligação entre este seminário e o que está acontecendo na sociedade cubana, na qual começaram a funcionar algumas centenas de cooperativas (as quais se somarão outras nas próximas semanas), é evidente. Alcides López, docente e relator no programa de televisão, estabelece isso abertamente e aponta que o curso é “resultado da atualização do modelo econômico do país”, onde o cooperativismo terá cada vez mais um papel importante. Por essa razão, “a população deve conhecer o assunto”.

O curso está organizado em dois ciclos: o primeiro se ocupa da situação das cooperativas no mundo, e o segundo trata da história e do desenvolvimento cooperativo em Cuba. Esta segunda parte, lê-se no programa, concentra-se nas cooperativas que já operam no país, as que oferecem crédito e serviços, as da produção agropecuária e as cooperativas operárias.

“Serão examinadas as razões e as condições de seu nascimento, o que as diferenciam e suas características principais, as vantagens e os limites que podem ter”. Também serão apresentadas as experiências de algumas pessoas que trabalham em algumas das 250 cooperativas “de êxito” (não agropecuárias) que foram criadas ultimamente em Cuba, “para se conhecer e compreender como obtiveram os resultados que hoje exibem”.

Outro economista cubano que participa do inédito curso televisivo, Henry Colina, destaca que “não há proibições para que as pessoas se associem a uma cooperativa qualquer”. Aqueles que se reúnem são pessoas “que têm necessidades comuns, conhecem-se, tem confiança entre elas e se lançam para uma ação coletiva de natureza econômica, mas não apenas econômica". Em seguida, acrescenta uma definição que poderia provocar a inveja do cooperativismo de tradição católica e socialista de outras localidades: “associações autônomas, que se reúnem para enfrentar as próprias aspirações de natureza econômica, social ou cultural, baseando-se na gestão coletiva das propriedades e em uma administração democrática”.

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