Um santo padroeiro para as vítimas de abusos sexuais

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Por: Caroline | 09 Janeiro 2014

O bispo Frans Wiertz, vindo da pequena cidade de Roermon, localizada ao sul da Holanda, propôs que vítimas de abusos sexuais tenham um santo padroeiro na igreja católica, como informou o portal de notícias DutchNews.

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 06-01-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/RwHARn

Wiertz defende que o antigo bispo da província holandesa de Limburgo, Frans Schraven (foto), assassinado na China, em 1937, seja declarado padroeiro daqueles que sofreram este tipo de abuso.

Schraven, que na época era bispo de Zhengding (uma cidade próxima a Pequim), recusou-se a entregar centenas de mulheres chinesas, que estavam sob a proteção das autoridades católicas, para serem exploradas como prostitutas pelos invasores japoneses.

Os japoneses não conseguiram levar as mulheres, mas executaram Schraven e mais oito católicos.

Neste fim de semana, a igreja católica da Holanda entregou ao Vaticano uma documentação sobre Schraven, para que o papa Francisco decida sobre sua beatificação.

Em sermão na semana passada, o bispo Wiertz observou que Schraven poderá, eventualmente, ser considerado o “santo padroeiro das vítimas dos abusos”.

Além disto, referiu-se aos casos de abusos sexuais dentro da igreja, que vieram à tona nos últimos anos, e afirmou que Schraven é um “exemplo para todos nós”.

“O bispo Schraven mostrou, a todos nós, que a igreja sempre necessita de pessoas que sigam o caminho correto, que condene os abusos e que, caso necessário, estejam dispostas a dar suas vidas”, indicou. Se o papa Francisco determinar que Schraven morreu como um mártir, poderá ser beatificado “sem a necessidade de ter realizado um milagre”, destaca o portal de informações.

De acordo com um relatório apresentado em dezembro de 2011, coordenado pelo ex-ministro holandês Wim Deetman, desde 1945, entre 10 mil e 20 mil menores holandeses foram vítimas de abusos sexuais por parte dos religiosos católicos. Prática conhecida por uma hierarquia eclesiástica, cuja maior preocupação era evitar os escândalos.

Pouco antes, através uma comissão jurídica independente, designada para tratar dos abusos sexuais no interior da igreja católica holandesa, indenizou as vítimas, com valores que variavam entre 5 mil e 100 mil euros.

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