Francisco acelera a eleição direta à cúpula da Conferência Episcopal Italiana

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01 Outubro 2013

Em breve, nada será como antes na Conferência Episcopal Italiana. Nos últimos dias, o papa encontrou-se com o cardeal Angelo Bagnasco, chefe dos bispos, e com ele discutiu sobre como mudar profundamente um organismo que corresponde pouco às exigências de maior simplicidade do novo pontificado. Para isso, Bagnasco, juntamente com o Conselho Permanente reunido em Roma, abriu o caminho para reformas em cujo centro está a mudança do estatuto e, portanto, a possibilidade de eleger diretamente o presidente, até hoje nomeado pelo papa. A reviravolta também poderia acontecer antes do fim do mandato do Bagnasco (2017), que, no caso, não poderia fazer nada além de renunciar.

A reportagem é de Marco Ansaldo e Paolo Rodari, publicada no jornal La Repubblica, 29-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No último sábado, entretanto, Francisco alertou: chega de "fofocas" no Vaticano. Não ao diabo que semeia "joio". O aviso de Bergoglio contra as "línguas" que querem criar uma "guerra civil" visa, na realidade, segundo fontes internas, a frear o uso indiscriminado de dossiês, muitas vezes construídos com notícias verdadeiras e às vezes com material falso. E dirigidos, no passado recente, para humilhar pessoas e destruir carreiras tanto de monsenhores, quanto de profissionais que trabalham na Santa Sé.

É assim que pode ser interpretada a declaração contundente feita nesse sábado pelo pontífice na missa celebrada para a Gendarmeria vaticana. Um golpe que deve ser aproximado da questão Vatileaks, o caso dos documentos secretos roubados do apartamento de Bento XVI pelo "corvo", o seu mordomo, e que acabaram na mídia.

Não é a primeira vez que Francisco aborda o assunto, já comentado em privado com o seu antecessor, no dia em que este lhe entregou a volumosa encadernação com o relatório ultrassecreto de três cardeais encarregados de trabalhar para além da investigação judicial; e depois novamente evidenciado na viagem de retorno do Rio de Janeiro, em julho passado, quando o pontífice argentino confirmou aos jornalistas a existência de um "lobby gay" interno ao caso.

No sábado de manhã, o papa novamente voltou ao tema, na missa celebrada na Gruta de Lourdes dos Jardins Vaticanos. E, não por acaso, falou do "diabo", na festa de São Miguel Arcanjo, padroeiro dos policiais. "Na fortaleza do Vaticano – exortou Bergoglio –, o mal tem uma passagem através da qual se insinua para espalhar o seu veneno: é a fofoca, que leva uma pessoa a falar mal da outra e a destruir a unidade".

Depois, Francisco continuou dirigindo-se aos policiais, alguns dos quais novatos, apresentados na semana passada no Vaticano pelo comandante do corpo, o general Domenico Giani, protagonista de destaque no caso Vatileaks. " Alguns de vocês poderão me dizer: 'Mas, padre, o que nós, aqui, temos a ver com o diabo? Nós devemos defender a segurança deste Estado, desta cidade: que não haja ladrões, que não haja delinquentes, que os inimigos não venham tomar a cidade'. Bem, isso também é verdade, mas Napoleão não vai mais voltar, hein! Ele já se foi". É preciso notar que no livro de Gianluigi Nuzzi Sua Santità, dedicado às cartas secretas de Joseph Ratzinger, um capítulo intitulado “Napoleão no Vaticano” se concentrava justamente sobre a figura de Giani.

"O papa nos agradeceu pelo serviço que prestamos – comentou o chefe da Gendarmeria – e nos pediu para fazer um serviço especial: não só a defesa do Estado ou da sua pessoa, mas a defesa do nosso ambiente da calúnia, da fofoca perniciosa. É uma sugestão interessante e original".

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