A teologia da libertação e a Igreja que precisa de todos. Artigo de Ugo Sartorio

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05 Setembro 2013

A questão dos pobres é, em perspectiva evangélica, a grande questão, o que realmente faz a diferença, tanto que deu origem a uma reflexão teológica, a latino-americana em primeiro lugar. Isso, porém, não acrescenta um novo tema de reflexão à teologia, mas sim determina "um novo modo de fazer teologia".

A opinião é do frei franciscano italiano Ugo Sartorio, diretor da revista Il Messaggero di Sant’Antonio. O artigo foi publicado no jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, 04-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Com um papa latino-americano, a teologia da libertação não podia permanecer por muito tempo no cone de sombra a que foi relegada há alguns anos, ao menos na Europa. Posta fora de jogo por um duplo preconceito: aquele de que ela ainda não metabolizou a fase conflituosa de meados dos anos 1980, muito enfatizada pela mídia, e faz dela uma vítima do Magistério romano; e o preconceito engessado na rejeição de uma teologia considerada muito de esquerda e, portanto, tendenciosa.

É preciso acrescentar o fato de que alguns chegaram até a dar por morta e sepultada a teologia da libertação, fruto de uma época que se concluiria finalmente com a queda do Muro de Berlim (1989) e a implosão do império soviético ligado à ideologia marxista.

Curiosa, a propósito, é a reação de um dos maiores expoentes desse filão teológico, o peruano Gustavo Gutiérrez, relatada por Luiz Carlos Susin: "O conhecido teólogo peruano lamentou-se com o seu proverbial senso de ironia, dizendo que, se a teologia libertação está morta, ele não foi convidado para o funeral. Ele acrescenta que, se fosse verdade, ele ficaria muito contente, porque isso significaria que teríamos chegado a viver em um mundo justo, no reino de Deus, o reino da liberdade escatológica, e não devemos mais sustentar o esforço da luta e da fidelidade, sempre tentada e fatigante, para conquistar a libertação" (Silvia Scatena, Luiz Carlos Susin e Sandro Gallazzi, Chiesa e teologia in America Latina, Pádua: Messaggero, 2013, p. 51-52).

O mesmo Gutiérrez, no livro que estamos apresentando, esclarece que 1989 é, seguramente, paradigmático para a relação entre Oriente e Ocidente, já que, por muitos anos, a história ficou bloqueada nesse eixo, mas que, no entanto, a teologia da libertação não está interessada na pobreza dos países do Oriente. Ela se move, ao contrário, a partir da desumana situação de pobreza na América Latina e no Caribe, que não parece ter se mitigado significativamente nas últimas décadas e que exige ser lida à luz da fé. "Estado de coisas e teologia – esclarece Gutiérrez sem rodeios – que, substancialmente, têm pouco a ver com o colapso do socialismo real" (p. 46).

Em todo caso, ainda em 2002, o teólogo Robert J. Schreiter descrevia a teologia, melhor, as teologias da libertação "entre resistência e reconstrução" (cf. The New Catholicity, Orbis Books, p. 98-115), portanto, em busca de identidade dentro de contextos mudados. E não é possível deixar de levar em conta que, na América Latina, como ainda há 30 anos ilustrava o teólogo jesuíta argentino Juan Carlos Scannone (cf. Problemi e prospettive di teologia dogmatica, Bréscia: Queriniana, 1983, p. 406-414), a teologia da libertação nunca foi um fenômeno unitário, mas sim caracterizado por correntes também muito diversificadas entre si.

Dentro dessa diversidade, existe uma teologia da libertação argentina, compartilhada pelo cardeal Bergoglio, hoje Papa Francisco, que, "como a teologia da libertação, utiliza o método 'ver-julgar-agir', liga práxis histórica e reflexão teológica, e recorre à mediação das ciências sociais e humanas. Porém, privilegia uma análise histórico-cultural em vez de uma análise socioestrutural de tipo marxista" (Scannone, La teologia di Francesco, in Il Regno, Attualità 6/2013, p. 128).

Mas voltemos ao livro em questão, escrito a quatro mãos por dois teólogos de exceção. O já citado padre Gutiérrez (padre, pode-se dizer, em dois sentidos: seja porque, como padre diocesano, se fez dominicano e, portanto, agora pertence à Ordem dos Freis Pregadores, seja porque, em bom direito, é considerado o "pai da teologia da libertação", p. 77) e o atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o arcebispo Gerhard Ludwig Müller, professor honorário da Universidade Ludwig-Maximilian de Munique e editor da opera omnia de Joseph Ratzinger-Bento XVI.

O livro – traduzido ao italiano em coedição pelas Edizioni Messaggero Padova e pela Editrice Missionaria Italiana – é, de fato, um texto que apareceu originalmente em língua alemã em 2004 (Augsburg, Sankt Ulrich Verlag). O título permanece idêntico (An der Seite der Armen; "do lado dos pobres"), enquanto o subtítulo alemão que diz Theologie der Befreiung, "a teologia da libertação", é ampliado com o acréscimo de "teologia da Igreja". Com o intuito de evidenciar o sumo da publicação inteira, ou seja, o valor eclesial de uma teologia que, em muitos de seus expoentes, dentre os quais se destaca Gutiérrez, desenvolveu um caminho que, sem dúvida, a coloca no sulco da catolicidade e a seu serviço, como teologia da Igreja e para a Igreja.

Das 183 páginas de texto, 117 (em três contribuições) são do teólogo peruano, enquanto 76 (em quatro intervenções) foram escritas pelo arcebispo Müller. Chama a atenção o tom pacato, às vezes meditativo, da exposição e, principalmente, o fato de que é banido toda intenção reivindicativa: quem fala são os fatos, as argumentações, as referências voltadas tanto aos textos das Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, quanto aos textos do Magistério romano.

Os dois autores vão, embora com passo diferente, na mesma direção, a de uma teologia que, como afirma a recente encíclica escrita a quatro mãos por Bento XVI e pelo Papa Francisco, Lumen fidei, "compartilha a forma eclesial da fé", para a qual "a sua luz é a luz do sujeito crente que é a Igreja. Isto implica, por um lado, que a teologia esteja ao serviço da fé dos cristãos, vise humildemente preservar e aprofundar o crer de todos, sobretudo dos mais simples; e por outro, dado que vive da fé, a teologia não considera o magistério do papa e dos bispos em comunhão com ele como algo de extrínseco, um limite à sua liberdade, mas, pelo contrário, como um dos seus momentos internos constitutivos, enquanto o magistério assegura o contacto com a fonte originária, oferecendo assim a certeza de beber na Palavra de Cristo em toda a sua integridade" (n. 36).

Essa linha, perseguida com confiança pelos nossos dois autores, contrasta com os clichês jornalísticos de uma teologia da libertação inquieta, perenemente sob o ataque de um Magistério pelo qual ela se sentiria incompreendida, ainda colorida demais de ideologia. A teologia, escreve Gutiérrez, é uma "função eclesial" e oferece o seu serviço à comunicabilidade da fé: "O seu conteúdo é a proclamação de Cristo e da sua libertação integral, anúncio que deve ser feito em uma linguagem fiel à mensagem e que seja eloquente para os nossos contemporâneos" (p. 6).

É preciso notar que se fala de libertação "integral", portanto, de todo o ser humano de todos os males (a partir da raiz de todo o mal, que é o pecado), e de um renovado estilo de anúncio.

Não é por acaso que João Paulo II falou de modo estruturado de nova evangelização ("Nova em seu ardor, em seus métodos, em sua expressão"), justamente falando ao Conselho Episcopal Latino-Americano, no Haiti, no dia 9 de março de 1983. A expressão "nova evangelização", sublinha Gutiérrez (p. 150), encontra-se no documento preparatório de Medellín (Colômbia), berço da teologia da libertação, e na Mensagem dessa conferência, e estamos em 1968.

Um reconhecimento implícito da teologia da libertação como "nova evangelização" veio do último Sínodo dos Bispos sobre esse tema, em outubro passado: "A proclamação do Evangelho compromete a Igreja a estar com os pobres e a ocupar-se dos seus sofrimentos, como Jesus. (…) Pôr-se ao lado de quem está ferido pela vida não é só uma prática de socialidade, mas antes de tudo um fato espiritual. (…) A presença do pobre nas nossas comunidades é misteriosamente poderosa: muda as pessoas mais do que um discurso, ensina fidelidade, faz compreender a fragilidade da vida, pede oração: em síntese, conduz a Cristo" (Mensagem ao Povo de Deus, 26 de outubro de 2012, n. 6 e 11).

A questão dos pobres, portanto, é, em perspectiva evangélica, a grande questão, o que realmente faz a diferença, tanto que deu origem a uma reflexão teológica, a latino-americana em primeiro lugar (como se dizia, não devemos esquecer que hoje é preciso falar de teologias da libertação, no plural), que gira em torno desse ponto: isso, porém, não acrescenta um novo tema de reflexão à teologia, mas sim determina "um novo modo de fazer teologia" (Teologia della liberazione, Bréscia: Queriniana, 1972, p. 25).

Como escreveu Johann Baptist Metz em um artigo publicado em 1993 pela revista Stimmen der Zeit, "a teologia da libertação é algo mais e algo diferente de uma teoria social de esquerda ou de uma consequente teologia pastoral. Ela é teologia". Com que peculiaridade? Enquanto as teologias europeias, mesmo as mais envolvidas com as questões sociais (como a "teologia política" e a "teologia da esperança") sempre têm como interlocutor o ser humano adulto e emancipado de memória bonhoefferiana, o não crente que luta para reconhecer Deus e o marginaliza, a teologia da libertação tem a ver com o não ser humano, o pobre (ou, melhor, o empobrecido, no sentido de que a pobreza nunca é apenas uma fatalidade), aquele que é privado de direitos e não tem voz.

Os teólogos latino-americanos falam, a esse propósito, de "povo crucificado" (Ignacio Ellacuría), também por causa do difuso e doloroso fenômeno do martírio: de fato, a América Latina é o único "continente pobre e ao mesmo tempo cristão" (p. 55), onde alguns que se dizem cristãos matam outros cristãos alinhados em favor dos pobres.

Se, na Europa, portanto, o problema de ontem era o ateísmo militante e, o dos nossos dias, a opaca indiferença, a teologia da libertação está sempre lutando contra a idolatria do dinheiro e do poder, que derrama o sangue do pobre para dele tirar lucro. Uma idolatria que é morte e cujo oposto é o Deus da vida (cf. Gutiérrez, Il Dio della vita, Bréscia: Queriniana, 1992), o único capaz de restaurar dignidade ao pobre: gloria Dei vivens pauper, como gostava de dizer o bispo Óscar Arnulfo Romero, ecoando a célebre expressão de Santo Irineu.

Fique claro que, no centro da teologia da libertação, não está o pobre, mas o Deus dos pobres, de modo que a razão principal da ''opção preferencial pelos pobres" não é a análise social (como defendem os opositores da teologia da libertação), mas sim o Deus em quem os cristãos acreditam na comunhão da Igreja.

Isso faz da teologia da libertação uma teologia contextual, em sentido pleno (mesmo que dizer "teologia contextual", especifica o teólogo peruano, é, por si só, uma tautologia), uma teologia plenamente católica, que nasce de uma prática de espiritualidade vivida e de uma solidariedade concreta: de fato, a teologia continua sendo sempre "ato segundo", diante de um "ato primeiro" que é a dimensão ativa da práxis em favor dos pobres.

E é isso o que realmente importa, como afirma Gutiérrez na conclusão da sua terceira e última intervenção: "Devo confessar que estou menos preocupado com o interesse ou a sobrevivência da teologia da libertação do que com os sofrimentos e as esperanças do povo a que pertenço, e especialmente com a comunicação da experiência e da mensagem de salvação em Jesus Cristo. Esta última é matéria da nossa caridade e da nossa fé. Uma teologia, por mais relevante que seja a sua função, nada mais é do que um meio para aprofundá-las. A teologia é uma hermenêutica da esperança vivida como um dom do Senhor. Com efeito, trata-se disto: de proclamar a esperança ao mundo no momento que vivemos como Igreja" (p. 174).

E, acima de tudo, de levantar as grandes questões, como faz a Escritura, quando YHWH comunica a Moisés uma prescrição a ser transmitida ao povo, a de se preocupar com onde dormirão aqueles que não têm com o que se cobrirem (cf. Êxodo 22, 25-26). Pergunta-se Gutiérrez a respeito desse texto: "Onde vão dormir os pobres no mundo que se prepara e que, de um certo modo, já deu os primeiros passos? O que será dos preferidos por Deus no futuro próximo?" (p. 112).

As intervenções do arcebispo Müller, que não esconde a sua amizade com o teólogo peruano, se voltam a valorizar a teologia da libertação, definida como "uma nova compreensão da teologia", e, mais especificamente, "reflexão teológica a serviço da práxis libertadora de Deus" (p. 22).

Recordando as suas origens em uma conferência realizada em 1968 por Gutiérrez em Chimbote, no norte do Peru (ele, na verdade, tinha que falar sobre teologia do desenvolvimento, mas, preparando a palestra, se deu conta de que era mais bíblico e mais teológico deslocar a ênfase para a teologia da libertação [cf. Rosino Gibellini, Il dibattito sulla teologia della liberazione, Bréscia: Queriniana, 1986, p. 126]), material que depois confluiu no famoso e emblemático Teologia da Libertação. Perspectivas (dezembro de 1971, Lima, na edição peruana, e março de 1972 na edição italiana, que foi lançada antes da espanhola [a brasileira é de 1979]), Müller faz referência à décima edição do livro (1992), na qual o autor, em uma ampla introdução, esclarece algumas expressões passíveis de mal-entendidos, entre elas "opção preferencial pelos pobres", "luta de classes", "teoria da dependência", "pecado estrutural e social".

"Aqui, ele também desmonta de modo convincente as acusações que foram feitas contra ele de horizontalismo e imanentização do cristianismo, que nunca deve ser instrumentalizado por uma ideologia voltada à edificação de um suposto paraíso na terra criado pelo homem. Ao contrário da teologia existencial de matriz europeia, a teologia da libertação se pergunta – mas não só – o que Deus, a graça e a revelação comportam com relação à compreensão de si dos cristãos inseridos em um contexto de sociedade do bem-estar e socialmente garantida. A teologia da libertação entende o trabalho teológico como participação ativa, prática – e, portanto, transformadora – do agir libertador integral, abrangente, inaugurado por Deus, graças ao qual o agir histórica do homem é feito capaz e chamado ao serviço da libertação e da humanização do próprio homem. Deve-se notar que a teologia da libertação não é uma construção teórica nascida abstratamente. Ela se vê em continuidade com o desenvolvimento global da teologia católica nos séculos XX e XXI" (p. 22).

Em seguida, Müller identifica as sua fontes principais na Populorum Progressio, de Paulo VI, na Constituição Pastoral Gaudium et Spes do Vaticano II e na visão expressada pela Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja como sacramento de salvação para o mundo, mas também nas grandes Conferências do Episcopado Latino-Americano de Medellín (1968), Puebla (1979) e Santo Domingo (1992), que receberam e atualizaram a teologia católica do século XX no contexto sociocultural e espiritual do subcontinente latino-americano (sendo o texto de 2004, não é citada a Assembleia Geral de Aparecida, de 2007).

Assim amadurecida e fortalecida, "a teologia da libertação não é apenas uma sociologia coberta de teologia ou uma espécie de de socioteologia. A teologia da libertação é teologia em sentido estrito" (p. 28). Não por acaso, o primeiro dos dois pronunciamentos vaticanos de 1984 (Libertatis Nuntius) – sintetiza Müller – evidencia que "as antropologias empíricas devem ser esclarecidas à luz de uma antropologia filosófica e teológica, tornando-se, assim, fecundas para uma investigação de tipo teológico" (p. 29).

A segunda instrução vaticana (Libertatis conscientia, 1986) especifica, por sua vez, o sentido cristão da liberdade e da libertação, e, dada a centralidade desse tema, o discurso é retomado no sétimo e último capítulo do livro: "Vagliate ogni cosa e tenete ciò che è buono". A 25 anni dall’istruzione Libertatis conscientia sulla teologia della liberazione ["Examinem tudo e fiquem com o que é bom". A 25 anos da instrução Libertatis conscientia sobre a teologia da libertação] (p. 181-187).

Aqui Müller indica a finalidade de ambas as intervenções da Congregação para a Doutrina da Fé, citadas acima: "Elas se propõem a preservar as 'teologias da libertação' de se tornarem ideologias, perdendo assim o seu caráter de teologia" (p. 182). A segunda, em particular, reconhece que, por sua natureza, o Evangelho "é mensagem de liberdade e libertação" (n. 1), embora a liberdade cristã não equivalha a anarquia e nunca é sem vínculos, enquanto a missão libertadora da Igreja deve fugir de todo tipo de violência (cf. n. 62). A instrução Libertatis conscientia também identifica os conteúdos positivos das novas abordagens elaboradas pela teologia da libertação, mostrando a sua fecundidade .

Deve-se lembrar que, no mesmo ano, 1986, em uma carta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil do dia 9 de abril (a instrução vaticana traz a data de 22 de março), João Paulo II afirmou que, "na medida em que se empenha por encontrar aquelas respostas justas (…), a teologia da libertação é não só oportuna mas útil e necessária".

Encerramos esta resenha com os agradecimentos que o arcebispo Müller dirige ao amigo teólogo Gutiérrez pelo seu precioso trabalho em favor da teologia europeia e da Igreja universal, selo de uma visão de Igreja que precisa de todas as melhores contribuições: "Justamente Gustavo Gutiérrez indica ao nosso olhar totalmente concentrado na perspectiva europeia o que significa Igreja universal. Com a teologia da libertação, a Igreja Católica pôde aumentar ainda mais o pluralismo dentro dela. A teologia da América Latina revela e propõe hoje novos aspectos da teologia que integram uma perspectiva europeia muitas vezes incrustada" (p. 178).

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