Papa Francisco: sinodalidade e primado. Cai um tabu epocal

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01 Julho 2013

O texto da homilia do Papa Francisco por ocasião, nesse sábado, da missa pela solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na passagem (nº 2) sobre a unidade, dizia: "O Vaticano II, referindo-se à estrutura hierárquica da Igreja, afirma que o Senhor 'constituiu os Apóstolos em colégio ou grupo estável e deu-lhes como chefe a Pedro, escolhido dentre eles' (ibid., 19)".

A nota é de Luis Badilla, publicada no blog Il Sismografo, 29-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesse ponto, no entanto, o Papa Francisco, antes de continuar com uma citação do Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, 22), acrescentou de improviso: "Confirmar na unidade: o Sínodo dos Bispos, em harmonia com o primado. Devemos andar por esse caminho da sinodalidade, crescer em harmonia com o serviço do primado".

Depois, o texto da homilia, continuava: "O Pálio, se é sinal da comunhão com o Bispo de Roma, com a Igreja universal, com o Sínodo dos Bispos, é também um compromisso para cada um de vocês a serem instrumentos de comunhão".

As reflexões do papa são afirmações importantes ou, melhor, importantíssimas, mesmo que não sejam uma novidade absoluta nesses três meses de pontificado. O Santo Padre, nessas semanas, em outras ocasiões, a propósito da comunhão eclesial, já havia se referido a essa sua abordagem com relação Sínodo episcopal, colegialidade e primado de Pedro.

Andrea Tornielli comentou: "Palavras que levam a prever reformas na estrutura do Sínodo dos Bispos e no seu funcionamento, no sinal de uma maior colegialidade". Mas há muito mais nas palavras do papa, já que a questão da colegialidade é posta pelo papa em relação direta com o primado de Pedro e, portanto, com o exercício do ministério petrino (munus petrino).

Alberto Melloni, que entende dessa delicada questão, tuíta: "Cai um tabu epocal: o papa liga sínodo e primado e explica a colegialidade. Quem crê que a notícia é o IOR é estúpido".

O Papa Francisco abriu um caminho totalmente novo que implica várias questões doutrinais muito relevantes para a vida e o futuro da Igreja. Há pouco tempo, dessa matéria fundamental se ocupou o padre Gianfranco Ghirlanda SJ, professor de direito canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Caderno 3906 do dia 23 de março de 2013 na revista La Civiltà Cattolica, pp. 549-563 (Il primato del Romano Pontefice e la collegialità).

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