A Irlanda continua sendo católica?

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Por: André | 14 Abril 2012

A Irlanda continua sendo um país católico? Esta é a pergunta que surge depois da publicação, no dia 12 de abril, em Dublin, de uma importante pesquisa sobre as opiniões dos católicos irlandeses contemporâneos.

A reportagem é de Gerard O’Connell e está publicada no sítio Vatican Insider, 12-04-2012. A tradução é do Cepat.

A pesquisa revela que os pontos de vista de uma grande maioria sobre a moralidade sexual, o celibato, a ordenação das mulheres, a homossexualidade e outros assuntos contrastam com o ensinamento da Igreja católica atual.

Em resposta à falta de sacerdotes, 87% dos católicos irlandeses dizem que os sacerdotes deveriam ser liberados para casar; 77% apóiam a ordenação das mulheres e 72% são a favor da ordenação de homens adultos casados.

E algo que é muito significativo: 75% dizem que o ensinamento da Igreja católica sobre a sexualidade não é relevante para a sua vida nem a de seus familiares. Os 25% que consideram que estes ensinamentos são relevantes são pessoas que vão à igreja com frequência ou pessoas maiores de 55 anos.

87% pensam que os católicos que estão separados ou divorciados e que agora vivem em uma segunda união deveriam poder receber a comunhão durante a missa.

Houve um significativo desacordo em relação ao ensinamento da Igreja católica de que qualquer expressão sexual de amor entre casais homossexuais é imoral: 61% estão em desacordo, 18% estão de acordo, ao passo que 21% não têm uma opinião formada.

Ao mesmo tempo, não obstante, uma maioria de católicos irlandeses pensa que sua Igreja deveria pronunciar-se sobre temas atuais que afetam o país: 80% dizem que deveria pronunciar-se sobre temas sociais; 63%, sobre temas econômicos; 54%, sobre a mudança climática.

Também a maioria (56%) avalia o fato de que o Congresso Eucarístico Internacional seja realizado em Dublin. Veem isso como uma oportunidade, em primeiro lugar, para renovar a sua fé e, em segundo lugar, para mostrar a Irlanda para o resto do mundo.

Quase dois terços dos católicos irlandeses disseram aos entrevistadores que querem uma maior participação na escolha dos bispos, ao passo que 55% pensam que um bispo deveria servir durante um período estabelecido.

Aproximadamente 57% dizem que sua Igreja está “subordinada a Roma”, ao passo que 12% defendem que ainda tem “certa independência”.

À pergunta sobre se os líderes da Igreja católica irlandesa, inclusive os bispos, compreendem os desafios que os católicos irlandeses enfrentam, os entrevistados se dividiram em partes iguais: 46% (aqueles maiores de 55 anos e que vão à missa semanalmente) disseram que sim, ao passo que 45% disseram que não.

42% apóiam a ideia de que as Igrejas católicas locais em nível nacional deveriam ter a permissão para celebrar suas próprias liturgias com certas diretrizes de Roma; 23% se opõem a esta sugestão, enquanto que 35% não sabem ou não responderam.

São muitos os que estão seguros sobre a linguagem utilizada novo Missal, ao passo que 53% consideram que a versão antiga do Missal era mais “amigável”.

A pesquisa foi encomendada pela Associação de Sacerdotes Católicos da Irlanda (820 dos 3.400 sacerdotes do país são membros desta associação).

Seu objetivo era avaliar as opiniões de cerca de 4,5 milhões de católicos em toda a Irlanda (norte e sul) sobre as mudanças nas estruturas da Igreja e a relevância dos ensinamentos da Igreja contemporânea em áreas chaves de sua vida cotidiana. Além disso, procurou compreender como os católicos irlandeses veem a liturgia, especialmente a nova tradução do Missal, e o Congresso Eucarístico Internacional, que se celebrará em Dublin em junho.

Uma importante amostragem de 1.000 católicos foi identificada, com a devida consideração de fatores, tais como: gênero, idade, classe social, região e a frequência na participação da missa.

Um fator chave da entrevista foi o relacionado com a participação na missa. Entre os 1.000 católicos entrevistados, 35% iam à missa ao menos uma vez por semana; 36% iam algumas vezes por ano; 27%, com menos frequência (principalmente para as celebrações e ocasiões religiosas); ao passo que 5% não iam nunca.

Apenas aqueles que se definiram como católicos foram entrevistados. A amostragem deixa uma margem de erro de cerca de 3,1%.

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