Pesquisa nos EUA revela que católicos tornaram-se mais "autônomos"

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31 Outubro 2011

A última versão da American Catholics é a quinta de uma série de pesquisas sobre as atitudes católicas realizadas a cada seis anos. Juntas, elas compõem um dos retratos mais profundos e mais consistentes jamais compilados dos membros da maior denominação religiosa dos Estados Unidos.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 24-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Durante o último quarto de século, as atitudes e práticas católicas, assim como a composição da própria Igreja, mudaram significativamente, mesmo que os católicos tenham mantido uma firme convicção sobre certas crenças centrais. Em termos mais simples, os católicos nos últimos 25 anos se tornaram mais autônomos na tomada de decisões sobre importantes questões morais; menos dependente do ensino oficial para chegar a essas decisões; e menos deferentes à autoridade do Vaticano e dos bispos individuais.

Alguns pontos importantes da pesquisa:

  • Convicções teológicas fundamentais e os sacramentos continuam no núcleo das crenças para a maioria dos católicos.
  • Para 73% dos católicos, a crença na Ressurreição é muito importante, enquanto os ensinamentos sobre Maria como mãe de Deus são muito importantes para 64%.
  • 63% dizem que os sacramentos como a Eucaristia como são muito importantes.
  • 67% consideram o ato de "ajudar os pobres" como muito importante, classificando-o como quase tão essencial para as suas crenças como a Ressurreição.
  • As taxas de participação na missa continuam bastante estáveis, mas variam entre as gerações. A taxa de participação da geração mais jovem dos católicos, conhecidos como geração Y [Millenials], ou daqueles que chegaram à maturidade no século XXI, é a mais baixa de todas as gerações pesquisadas. Mas até mesmo a maioria dos hispânicos, cuja taxa de participação é maior do que a os não hispânicos, concordam que a participação na missa semanal não é necessária para ser considerado um bom católico.
  • A geração conhecida como "pré-Vaticano II" está desaparecendo. Ao mesmo tempo, a geração Y de católicos está preenchendo as fileiras. Uma das características distintivas da geração Y é que 45% são atualmente de ascendência hispânica, e esse número deve crescer ao longo das próximas duas décadas.

Hispânicos e não hispânicos discordam sobre diversas questões. Uma diferença significativa: 70% dos hispânicos dizem que ajudar os pobres é importante, enquanto 56% dos outros afirmam o mesmo. Os hispânicos também são mais tradicionais em seus pontos de vista sobre a necessidade de concordar com os ensinamentos da Igreja acerca de uma série de assuntos, incluindo a segunda união depois de um divórcio e o aborto, em comparação com os não hispânicos.

Segundo a pesquisa, "um em cada cinco católicos (...) diz que os líderes da Igreja, como o papa e os bispos, são os árbitros apropriados do certo e do errado" acerca de questões como o divórcio e a segunda união, o aborto, o sexo fora do casamento, a homossexualidade e a contracepção, ao mesmo tempo em que se afirma que tanto o indivíduo sozinho quanto o indivíduo embasado no ensino dos líderes da Igreja são o lócus apropriado da autoridade para decidir sobre essas questões.

Em um sinal de que a religião, assim como a política, é local, a maioria dos católicos manifesta opiniões favoráveis à liderança dos bispos dos EUA como um todo, e particularmente dos seus bispos locais. Ao mesmo tempo, a pesquisa "encontra um consenso entre os católicos norte-americanos de que os bispos não estiveram à altura no tratamento dado às questões de abuso sexual". E a maioria dos católicos diz que essa questão danificou a credibilidade política dos líderes da Igreja e prejudicou a capacidade dos padres de " atender às necessidades espirituais e pastorais de seus paroquianos".

A pesquisa foi realizada de forma online com uma amostra de 1.442 adultos autoidentificados como católicos, que fazem parte do KnowledgePanel da Knowledge Networks. As entrevistas foram realizadas entre os dias 25 abril a 2 de maio. A pesquisa tem uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

William V. D"Antonio, pesquisador do Instituto de Pesquisa Política e Estudos Católicos da Catholic University of America, liderou esta quinta pesquisa, como em todas as anteriores. Seus colegas neste ano foram Maria Gautier, pesquisadora associada do Centro para Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA) da Universidade de Georgetown, e Michele Dillon, professora e diretora do departamento de sociologia da Universidade de New Hampshire.


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