Vírus da "porteira fechada" contamina parte da Esplanada

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • Bolívia. “O elemento central da derrubada de Evo Morales não é a direita, mas o levante popular”. Entrevista com Fabio Luís Barbosa dos Santos

    LER MAIS
  • Finanças do Vaticano, o jesuíta espanhol Juan Antonio Guerrero é o novo prefeito

    LER MAIS
  • Representante do Papa participa de Encontro "Economia de Francisco" na PUC-SP

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

21 Outubro 2011

Das cinco demissões ministeriais celebradas até agora, três delas provaram ao Planalto que a máquina da Esplanada carrega um vírus com potencial para se transformar em fonte inesgotável de escândalos. A entrega de ministérios aos partidos com direito a "porteira fechada" é mortal para a administração pública e para a saúde política do País.

O comentário é de João Bosco Rabello e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-10-2011.

As demissões de Nelson Jobim e Antonio Palocci são de outra natureza. Mas os casos de Pedro Novais, do PMDB (Turismo), Wagner Rossi, também do PMDB (Agricultura) e Alfredo Nascimento, do PR (Transportes) são legítimos representantes do que o ex-presidente Lula ressuscitou na Esplanada, principalmente no segundo mandato: os partidos assumem as pastas e, com raras exceções, nomeiam para todos os cargos de relevância no ministério, de alto a baixo.

Com alguns meses de "porteira fechada", os partidos tomam conta dos ministérios e imprimem um ritmo sui generis, o de trabalhar pouco ou quase nada na execução de políticas públicas - quando elas existem - e o de trabalhar muito e com empenho especial na tarefa de botar o orçamento à disposição da máquina partidária e dos interesses eleitorais dos seus líderes. A proliferação de comunistas do B no Esporte e em secretarias estaduais e municipais também do Esporte reforça o controle que o PC do B tem sobre a pasta e sobre os dutos por onde circula o dinheiro.

Dilma já começou a minar a "porteira fechada", incluindo nomes do Planalto - sob comando da Casa Civil - nas novas nomeações para os ministérios em fase de reforma compulsória. O que também acontecerá no Esporte. Sem o cacife de Lula para encarar um escândalo atrás do outro, diz um assessor do governo, "não podemos entregar e rezar". Em síntese, Dilma quer os ministros sob vigilância de secretários fieis ao Planalto.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Vírus da "porteira fechada" contamina parte da Esplanada - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV