A Igreja da Inglaterra teme desaparecer

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20 Julho 2011

O primaz da Igreja da Inglaterra disse muito claramente. "Esta manhã, os membros do Sínodo têm a rara oportunidade de conversar sobre o que significa para eles ser cristão e para discutir sobre o que se perderia para sempre se a Igreja desaparecesse". A declaração é de Rowan Williams (foto), abrindo o Sínodo anglicano no sábado, 9 de julho, em York (Reino Unido).

A reportagem é de Loup Besmond de Senneville, publicada no jornal francês La Croix, 18-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nos quatro dias de reunião, o envelhecimento da Igreja esteve no centro das discussões dos 482 membros desse órgão, composto por leigos e religiosos. O alarme soou pelo bispo de Southwell e de Nottingham, Dr. Paul Butler. O seu relatório revela que a média de idade dos membros da Igreja da Inglaterra é de 61 anos. Esse dado preocupante se soma à maciça diminuição do número de praticantes adultos. Em 40 anos, o seu número diminuiu pela metade.

Quanto às crianças, a diminuição é de 80%. Entre 2007 e 2009, o número de anglicanos que vão à missa todos os domingos diminuiu em 30 mil pessoas, chegando a 1,13 milhões. "Estamos diante de uma escolha urgente e brutal: devemos passar os próximos anos gerenciando o declínio ou devemos agir para crescer?", resume o texto.

Diante da assembleia, o Rev. Patrick Richmond foi mais longe. Ele reafirmou que certas projeções fazem pressupor que a Igreja da Inglaterra "quase não existirá mais" em 20 anos. O diretor da administração dos bens da Igreja não hesitou em falar de uma "bomba-relógio". Ele advertiu contra uma "crise" ainda mais perigosa porque o declínio é, neste momento, pouco visível.

No seu discurso de abertura, Rowan Williams insistiu fortemente nesses elementos, tendo plena consciência da urgência da situação. "Queremos crescer numérica e espiritualmente", exclamou. Citando o Evangelho de Mateus, ele se referiu às palavras de Jesus dirigidas aos seus discípulos: "Eis que estou convosco até o fim do mundo". "Talvez a primeira pergunta a ser feita é a de saber o que significa para cada um de nós que Deus não nos abandona", destacou.

Ele também insistiu em uma forma de adaptação da Igreja Anglicana às mudanças do mundo: "Devemos encontrar palavras e atos de hoje, que sejam estimulantes e inquietantes tanto quanto puderam ser no passado".

Em York, os representantes anglicanos reconheceram coletivamente que era urgente inverter essa situação e "fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as comunidades do nosso país". Os bispos anglicanos foram encarregados de desenvolver uma "estratégia" específica para apoiar o crescimento das dioceses e das paróquias e um "plano para a missão".

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