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25 Junho 2011

Estudantes do ensino médio mantêm o protesto há mais de três semanas. Pedem que se acelere a reconstrução dos colégios e seja mudada a Constituição.

A reportagem é de Christian Palma, publicada no jornal Página/12, 24-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A ministra porta-voz do governo, Ena von Baer, aqueceu ontem a fria manhã chilena quando, em um importante canal de TV disse que o cartão de transporte grátis por todo o ano, uma das quatro demandas que os estudantes do ensino médio fazem, "é um benefício que é sobreutilizado no início do fim de semana".

A declaração, embora tenha sido acompanhada de frases como "estar disposto a abordar todos os temas" exigidos pelos estudantes, não ajudou a acalmar os ânimos dos "pinguins" [como são chamados os estudantes], que, a essa hora, já preparavam uma nova marcha por Santiago e pelas principais cidades chilenas, como parte das mobilizações que eles mantêm há mais de três semanas para exigir melhorias na educação pública.

Os estudantes também exigem que se acelere a reconstrução dos colégios danificados pelo terremoto, mais qualidade para os colégios técnicos, gratuidade no transporte e mudanças constitucionais que tenham como objetivo que a educação dependa diretamente do Estado.

Essa é uma das tarefas pendentes desde 2006, ano em que os estudantes secundaristas começaram a estabelecer suas demandas na opinião pública e quando se cunhou o apelido de "revolução dos pinguins".

Os protestos atuais têm sido mais fortes, pois os universitários também se somaram – que buscam obter mais recursos e igualdade na qualidade e no acesso ao ensino superior –, assim como o Colégio de Professores.

Nesse cenário, cerca de 20 mil estudantes saíram novamente para protestar. A marcha ocorreu de forma pacífica, mas, como tem sido a tônica nas últimas manifestações, no final do dia houve mais de 50 detidos e vários policiais feridos perto do Ministério da Educação.

O chefe dessa pasta, Joaquín Lavín, membro da UDI, um dos dois partidos de direita do Chile, é um político hábil. Há poucos dias apresentou uma proposta formal para os universitários, em que se comprometeu a fornecer mais recursos e a revisar as demais questões sensíveis. Ontem ele fez o mesmo com os "pinguins", que exigem uma mesa de trabalho resolutiva e não de diálogo.

Dessa forma, enquanto seus companheiros gritavam nas ruas, os dirigentes secundaristas deixavam pendente para a assembleia, que realizarão no próximo sábado, uma resposta à carta com a nova proposta apresentada pelo ministério. A mesma coisa farão os universitários.

Isso ocorre porque o governo se abriu à possibilidade de discutir a desmunicipalização da educação pública na reunião realizada, além de Lavín, entre o subsecretário Fernando Rojas com dirigentes da Federação Metropolitana de Estudantes Secundaristas.

De acordo com Rojas, houve um compromisso de enviar um projeto de lei que mostre alternativas ao sistema atual, que outorga a administração dos colégios aos respectivos municípios.

Aparentemente, a forma pela qual as mudanças foram feitas deverá passar por um painel de especialistas, tal como aconteceu em 2006, quando os "pinguins" puseram em xeque o governo de Michelle Bachelet.

As três semanas em que estão mobilizados de todas as formas prejudicará o desenvolvimento normal do ano escolar, razão pela qual o governo insiste em seu chamado a depor suas manifestações. "Cremos que as manifestações prejudicam a qualidade do ensino e da educação pública. É por isso que convidamos os jovens a levar em consideração as nossas respostas", insistiu o subsecretário.

A verdade é que, além disso, a preocupação aponta para as pesquisas, toda vez que, nas amostragens, a popularidade de Sebastián Piñera e parte de seu gabinete têm caído. Espera-se que a imagem de Lavín também sinta os efeitos do novo "pinguinaço" e que o saldo de ser um dos melhores ministros do gabinete não sejam suficientes para se manter como presidenciável do partido da situação para o próximo 2014.

Finalmente, Diego Mellado, um dos representantes da Federação Metropolitana de Estudantes Secundaristas, advertiu que "se fala de desmunicipalização, mas em nenhum momento se fala de estatização".

"O ministro respondeu às nossas demandas, mas não sei se é isso o que esperamos. Ele foi um pouco mais específico com relação ao que é uma mesa de trabalho já em nível nacional (…). Queremos deixar claro qual é o nosso pano de fundo: entendemos que, na educação, não queremos continuar mudando a superficialidade do sistema. Queremos fazer um sistema novo fazendo uma mudança constitucional", disse.

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