A carta do Cardeal Koch ao Rabino Arussi: "O Papa não desvalorizou a Torá"

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10 Setembro 2021

 

A resposta do Vaticano desta vez vem com todos os sinetes da oficialidade. É o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que escreve ao Rabino Rasson Arussi depois que o mundo judaico disse estar "preocupado" com algumas palavras pronunciadas em 11 de agosto pelo próprio Francisco e segundo as quais teria sugerido que a Torá está obsoleta.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por Repubblica, 09-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

“No discurso do Santo Padre - escreve Koch - a Torá não é desvalorizada, visto que ele afirma expressamente que Paulo não se opunha à lei mosaica. De fato, Paulo observa esta lei, destaca sua origem divina e atribui a ela um papel na história da salvação. A frase: "A lei não dá vida, não oferece o cumprimento da promessa", não deveria ser extrapolada do seu contexto, mas deve ser considerada no quadro geral da teologia paulina. A estável convicção cristã é que Jesus Cristo é o caminho da salvação. No entanto, isso não significa que a Torá seja diminuída ou não seja mais reconhecida como o 'caminho de salvação para os judeus'.

Koch lembra uma catequese de Francisco de 2015 na qual o bispo de Roma explica que, embora a salvação para os cristãos esteja em Cristo e para os judeus na Torá, ambos se reconhecem sob um só Deus. Na catequese de agosto passado, Koch diz: "Francisco não menciona o judaísmo moderno". O discurso é "uma reflexão sobre a teologia paulina no contexto histórico de uma determinada época”. E novamente: "O fato de que a Torá é central para o judaísmo moderno não é de forma alguma questionado".

As palavras de Koch, datadas de 3 de setembro, chegam no momento em que Francisco envia uma mensagem de votos ao Rabino Chefe de Roma, Riccardo Di Segni. Por ocasião dos aniversários solenes de Rosh Ha-Shanah, Yom Kippur e Sucot, o Papa diz que “tem o prazer de enviar meus sinceros votos a você, à Comunidade Judaica de Roma e a todas as Comunidades Judaicas do mundo”.

E ainda: “Espero que as próximas festividades, revivendo a memória dos benefícios recebidos do Altíssimo, sejam fonte de mais graças e consolação espiritual. Que o Deus dos Pais nos abençoe com o dom da paz, fortaleça os nossos vínculos de amizade e nos ajude a testemunhá-lo no empenho para com o próximo. Shalom Alechem

 

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