Afeganistão. A missão clandestina para salvar as irmãs e as crianças com deficiência

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27 Agosto 2021

 

As religiosas nunca deixaram o país, nem mesmo na época dos soviéticos. Um grupo de militares italianos cruzou a capital para resgatá-las.

A reportagem é de Francesco Grignetti, publicada por La Stampa, 26-08-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Durante a noite, uma missão clandestina atravessa Cabul. Era para salvar um sacerdote, cinco irmãs da congregação de Madre Teresa e 14 crianças com deficiência. Há dias, o governo sabia sobre esse problema cada vez mais urgente que não tinha solução. Sim, porque devia ser a Cruz Vermelha Internacional a recuperá-los. Exceto que, dia após dia, adiavam a recuperação da missão católica. E no final, quando o prazo estava se esgotando, um corajoso grupo de italianos tratou do assunto. E ontem o Ministério da Defesa pôde anunciar: “Eles foram resgatados pelos militares italianos”.

Essas irmãs mais o grupo das Pequenas Irmãs de Jesus representaram uma presença do catolicismo em todos os períodos. Tanto durante a ocupação soviética quanto na guerra civil. "Em todos esses anos, nunca deixaram Cabul: nem durante a ocupação soviética, nem com os talibãs e nem mesmo durante os bombardeios."

As Pequenas Irmãs de Jesus permaneceram ao lado dos afegãos até quando foi possível, contou ao AsiaNews o padre Giuseppe Moretti, capelão da embaixada italiana até 2015.

E elas foram evacuadas em fevereiro passado. Em Cabul, a comunidade cristã é formada por poucas dezenas de pessoas, principalmente funcionários e militares das embaixadas. A congregação se estabeleceu no Afeganistão em 1956, as freiras servindo como enfermeiras em hospitais estatais. O padre Moretti relata a sua dedicação: “Recebiam muitas ajudas internacionais e sempre procuraram levá-las às pessoas de quem cuidavam. Em 2013, um general da OTAN enviava sacolas de alimentos todos os domingos, mas as irmãs, apesar de viverem na pobreza, abriam mão dos mantimentos para doá-los aos mais necessitados”. Falavam a língua farsi, viviam como afegãs, dormindo em um tapete no chão e vestindo as roupas tradicionais. Por isso, as irmãs sempre foram estimadas pela comunidade, tanto que nos últimos anos obtiveram a cidadania afegã.

Quando a embaixada foi reaberta em 2001, havia grande expectativa para ver como havia sido deixada pelos talibãs. E grande foi a surpresa ao descobrir que havia sido respeitada.

 

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