Pelo menos oito bispos e um cardeal investigados e punidos por abusos sexuais, encobrimento e várias outras condutas imprudentes

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24 Agosto 2021

 

Foi no último sábado que o arcebispo polonês Marian Golebiewski, 83, foi sancionado pelo Vaticano por ter encoberto alguns casos de abusos sexuais de menores por parte de vários sacerdotes. A notícia foi divulgada por grande parte da imprensa polonesa e por numerosas agências internacionais. A Agence France Presse (AFP) recorda que infelizmente “não se trata de um caso isolado neste país predominantemente católico”. “A Igreja, politicamente muito influente na Polônia, - acrescenta a análise da AFP - enfrenta uma série de acusações de alto perfil por crimes e acobertamentos contra menores, um assunto que até pouco tempo atrás ainda era tabu". Desde o ano passado, a Santa Sé, ou seja, o Papa Francisco, indiciou oito bispos poloneses por ter encoberto crimes contra menores cometidos por membros do clero e entre eles um cardeal que recebeu a sentença quando estava morrendo em um leito de hospital. Foi o Card. Henryk Roman Gulbinowicz, falecido em 16 de novembro de 2020, cujo caso foi divulgado por um comunicado oficial que foi depois repetido quase com as mesmas palavras, mas aplicado a outros bispos. Poder-se-ia dizer uma espécie de "formulário".

A reportagem é publicada por Il sismografo, 23-08-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em julho, a comissão estatal sobre a pedofilia informou que os sacerdotes estavam envolvidos em quase 1/3 dos atos de pedofilia registrados na Polônia em 2017-2020, de um total de 345 casos estudados durante o período.

O jornal francês Libération recorda que “no relatório apresentado em junho, a Igreja Católica revelou ter recebido várias centenas de novas denúncias desde 2018 por agressões sexuais a menores cometidas por membros do clero. De julho de 2018 ao final do ano passado, foram denunciados à Igreja 368 casos de violência sexual, cometidos entre 1958 e o ano passado”. Um tema que certamente estará na agenda da visita dos bispos poloneses ao Vaticano no próximo outono europeu, se a pandemia permitir. Nesse ínterim, nada de definitivo foi esclarecido até o momento no caso das investigações do Vaticano presididas pelo cardeal italiano Angelo Bagnasco, e que dizem respeito ao ex-secretário de São João Paulo II, o arcebispo emérito de Cracóvia, o card. Stanisław Jan Dziwisz. Nessas investigações, foram aprofundados os casos de 17 sacerdotes acusados de pedofilia e protegidos pelo cardeal. Recentemente, um site polonês (onet.pl) garantiu que a comissão havia concluído seu trabalho e parece que o cardeal não seria culpado.

Enquanto isso, aqui está o resumo dos acontecimentos dos nove bispos que receberam sanções do Vaticano por encobrimento (e não só), em uma tradução do polonês de um artigo que apareceu recentemente no site do portal onet.pl. Nesses casos o que surpreende e entristece não é só a gravidade dos fatos, delitos e crimes, o tormento das vítimas e de seus familiares, mas também a duração do período em que os fatos foram mantidos ocultos. São todos eventos que trazem à memória a denúncia do cardeal alemão R. Marx: a pedofilia na Igreja é sistêmica.

 

Slawoj Leszek Glódz (Foto: Il sismografo)

1. Monsenhor Slawoj Leszek Glódz: punido por ter encoberto os abusos sexuais cometidos por sacerdotes da arquidiocese de Gdansk. O bispo nascido em 1945 em Bobrówka é famoso por muitas controvérsias. Dois anos atrás, um grupo de sacerdotes da arquidiocese de Gdansk enviou uma declaração ao núncio apostólico após uma reportagem do programa "Preto no Branco" da TVN24, que dizia respeito às práticas chocantes do bispo em sua diocese. Os sacerdotes queriam confirmar a "veracidade das informações" sobre o caso do metropolita de Gdansk. Eles disseram: O Arcebispo Sławoj Leszek Głódź insultava, humilhava publicamente e abusava mentalmente dos sacerdotes. Nos últimos anos, o arcebispo Głódzi foi publicamente acusado de uma série de comportamentos incorretos, entre os quais a intimidação e assédio a outros sacerdotes. Também houve relatos de abusos de álcool. As piores acusações, no entanto, diziam respeito à falta de resposta à pedofilia em sua diocese. Em março deste ano, o arcebispo Sławoj Leszek Głódź foi punido por Francisco por não fazer nada nos casos envolvendo quatro sacerdotes que haviam abusado sexualmente de menores. O primeiro procedimento diz respeito a pe. Michał L., que na época havia sido condenado por um tribunal a 12 anos de prisão por estupro de uma garota de 17 anos. O segundo diz respeito ao Padre Mirosław Bużan. Uma das garotas de sua paróquia o acusou de tentativas de abusos sexuais ao tentar embebedá-la. O terceiro caso diz respeito a um sacerdote cujo nome não foi divulgado por motivos de proteção das fontes e porque está em curso uma investigação jornalística. Não se sabe quem é o quarto sacerdote. Em março deste ano, a Santa Sé puniu o arcebispo com as seguintes decisões: residir fora da arquidiocese de Gdansk, proibição de participação em qualquer celebração religiosa pública ou reuniões leigas na arquidiocese de Gdansk e pagar uma quantia condizente com fundos pessoais à Fundação São José, destinada a atividades de prevenção e assistência a vítimas de abusos. O arcebispo mudou-se para o vilarejo de Piaski em Podlasie, onde mais tarde foi nomeado prefeito.

 

Tadeusz Rakoczy (Foto: Il sismografo)

2. Mons. Tadeusz Rakoczy: Punido por negligência no caso de abusos sexuais de que foi vítima Janusz Szymik. O bispo, nascido em 1938, foi chefe da diocese de Bielsko-Żywiec desde o início dos anos 1990. Em 2019, o Vaticano conduziu uma investigação sobre a falta de denúncia nos casos de abusos sexuais cometidos pelo padre Jan W. O Vaticano confirmou as acusações contra o bispo Rakoczy e o puniu. "Agora que sua culpa foi provada, chegou a hora de tirar as honras", disse Janusz Szymik, vítima de um padre pedófilo, em uma entrevista a Onet, que várias vezes relatou ao bispo Rakoczy que ele havia sido molestado, mas o bispo nunca agiu. Foi Szymik quem denunciou a negligência de Rakoczy ao Vaticano em 2019, de acordo com a instrução Vos estis lux mundi - do Papa Francisco. Após os procedimentos, a Santa Sé proibiu ao bispo Rakoczi de participar de celebrações e encontros públicos. Ao bispo também foi ordenado viver em espírito de "penitência e oração".

 

 Stanislaw Napierala (Foto: Il sismografo)

3. Mons. Stanislaw Napierala: Punido por ter protegido durante 15 anos um sacerdote que cometia atos de pedofilia. O caso do bispo Napierała, nascido em 1926, ficou famoso graças ao filme dos irmãos Sekielski "Hide and seek" e à série de artigos dos jornalistas da Onet que se seguiu. Napierała foi bispo em Kalisz por 20 anos (1992-2012) e em 2012 foi sucedido por Edward Janiak. Foi Janiak, como demonstrado pelos irmãos Sekielski, que encobriu as moléstias sexuais contra garotos das paróquias perto de Kalisz. Nessa confusa situação, no final descobriu-se que Mons. Napierała também estava envolvido no encobrimento da pedofilia local. Os repórteres de Onet não foram autorizados a entrar na catedral, onde algumas ordenações presbiterais foram celebradas, e o bispo Napierala, em vez de falar com os jornalistas, propôs uma oração comum. Em junho deste ano, a Santa Sé também puniu Napierala insistindo no fato que - segundo a investigação da Sé Apostólica - protegeu durante 15 anos um padre que cometeu atos de pedofilia. A Santa Sé recomendou que o bispo Stanisław Napierala deposite, a seu critério - de fundos privados - uma quantia condizente de dinheiro para a Fundação São José. Ele também foi proibido de participar de celebrações ou eventos públicos.

 

Edward Janiak (Foto: Il sismografo)

4. Mons. Edward Janiak: Protagonista do documentário dos irmãos Sekielski "Hide and seek". O prelado, nascido em 1952, tornou-se Ordinário da Diocese de Kalisz. Em 2020, ele renunciou ao cargo após acusações de encobrir crimes de pedofilia. Hoje ele é bispo emérito. Em junho de 2020, "Więź" revelou que em fevereiro de 2018 o reitor do seminário maior da diocese de Kalisz, pe. Piotr Górski, havia apresentado uma denúncia contra o bispo Janiak ao Núncio Apostólico na Polônia, relativa à "tolerância" dos abusos sexuais contra menores cometidos por sacerdotes. De acordo com informações fornecidas por "Więź", um religioso que seria ordenado sacerdote por Janiak mantinha material de pornografia infantil em seu computador. Também foi descoberto que o bispo Janiak estava envolvido em pelo menos dois outros casos de sacerdotes em sua diocese. Trata-se de Paweł Kania, preso pela polícia em 2005 por oferecer dinheiro a três garotos por serviços sexuais. Kania, que havia decidido se mudar para trabalhar em outras paróquias em 2010, foi condenado por posse de material de pornografia infantil e em 2015 recebeu outra condenação: sete anos por estupro e abusos sexuais contra menores. O tribunal também o proibiu de trabalhar com jovens pelo resto da vida e determinou que ele recebesse tratamento para seus distúrbios sexuais. O segundo caso dizia respeito ao pe. Arkadiusz Hajdasz acusado de molestar vários homens (o crime foi cometido quando eles eram crianças). O bispo Janiak foi punido pelo Vaticano em março deste ano. Ele tem a ordem de residir fora da diocese de Kalisz, a proibição de participar de qualquer celebração religiosa pública ou assembleia leiga na diocese de Kalisz e a ordem de pagar uma quantia condizente com fundos pessoais à Fundação São José.

 

Stefan Regmun (Foto: Il sismografo)

5. Mons. Stefan Regmunt: Punido por negligência no caso de abusos sexuais de menores por dois sacerdotes da diocese de Zielona Góra-Gorzów. Em 28 de abril de 2015, o bispo Regmunt apresentou ao Papa Francisco um pedido de renúncia do cargo de bispo diocesano. O motivo do pedido era seu estado de saúde, que exigia cuidados imediatos. Até a indicação do novo bispo diocesano em 5 de janeiro de 2016, o bispo Stefan Regmunt foi Administrador apostólico da diocese de Zielona Góra-Gorzów. Após investigações formais, o Vaticano deu início a um procedimento relativo à suposta negligência do bispo Stefan Regmunt em relação a abusos sexuais contra menores cometidos por dois sacerdotes da diocese de Zielona Góra-Gorzów. Segundo o site OKO.press, o bispo não registrou nada nos documentos diocesanos e não denunciou à Congregação para a Doutrina da Fé uma acusação de assédio pelo sacerdote Stanisław R. - ex-diretor administrativo do Seminário Maior de Paradyż, e depois pároco em Witnica – em relação a Dariusz Badowski quando tinha apenas 13 anos. Em 2014, uma carta contando a dolorosa história, que remonta a 1981, foi entregue ao bispo. Badowski também se encontrou pessoalmente com o bispo. Por fim, Mons. Regmunt foi punido pelo Papa em junho daquele ano. Punição: proibição de participação em qualquer celebração ou reunião pública na diocese de Zielona Góra-Gorzów, proibição de participação nos órgãos da Conferência Episcopal polonesa e pagamento de uma quantia condizente - de fundos privados – para a diocese de Zielona Góra-Gorzów pela luta contra os abusos sexuais de menores.

 

Jan Tyrawa (Foto: Il sismografo)

6. Mons. Jan Tyrawa: Nascido em 1948, foi ordenado bispo em 5 de novembro de 1988. Foi ordenado pelo cardeal Henryk Gulbinowicz, que também foi severamente punido antes de morrer quando estava em coma, arcebispo metropolitano de Breslau. A Santa Sé iniciou um processo contra ele por causa da denunciada negligência do prelado no tratamento dos casos de abusos sexuais de alguns sacerdotes sob sua responsabilidade contra menores. Monsenhor Tyrawa, em consulta com a Cúria de Breslau, nada fez no caso de pe. Pawel Kania. Além disso, não interveio em um caso de abusos informado em 2005 pela mãe de uma vítima de pe. Marian W. ocorridos nos anos 1985-1991. Após dois anos de inútil espera, a mãe do garoto recorreu ao promotor, mas naquela altura o crime havia prescrito. Em 2021, o Bispo Tyrawa ofereceu suas demissões, que foram aceitas pelo Papa Francisco.

 

Stanisław Wielgus (Foto: Il sismografo)

7. Mons. Stanisław Wielgus: nascido em 1939, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Varsóvia em 2006 pelo Papa Bento XVI. Mais tarde, naquele mesmo ano, os jornalistas da "Gazeta Polska" publicaram um artigo revelando que no passado Mons. Wielgus colaborou com o SB (Służba Bezpieczeństwa - serviço secreto da República Popular da Polônia). Mons. Wielgus negou categoricamente, definindo tudo uma mentira. No início de janeiro, a comissão nomeada pela Defensoria dos Direitos Humanos e pela Comissão Histórica da Igreja polonesa constatou, com base no material mantido pelo Instituto da Memória Nacional, que o sacerdote havia sido colaborador do SB. Após o aparecimento de informações adicionais, o Bispo Wielgus renunciou ao cargo em janeiro de 2007.

 

Henryk Gulbinowicz (Foto: Il sismografo)

8. Card. Henryk Gulbinowicz: As primeiras acusações contra o Cardeal Gulbinowicz, nascido em 1923, apareceram na Internet em 2019. Em maio, Przemysław Kowalczyk (nome real e sobrenome do poeta Karol Chum) postou na Internet informações dizendo que, 30 anos antes, ele havia sido vítima de assédio do cardeal. Naquela época, Kowalczyk era um estudante de 16 anos do Seminário Menor Franciscano de Legnica. Após o lançamento do filme "Hide and Seek", descobriu-se que o Cardeal Gulbinowicz também conhecia as tendências pedófilas de pe. Paweł Kania, um dos sacerdotes denunciados no filme dos irmãos Sekielski. Em 2005, a polícia encontrou material de pornografia infantil no presbitério. Nos últimos anos, ele foi publicamente acusado de assédios sexuais, encobrimento de abusos por padres pedófilos e colaboração com o SB. Em 2020, a Nunciatura Apostólica na Polônia anunciou que o Card. Gulbinowicz foi proibido de participar em qualquer celebração ou reunião pública e de usar as insígnias episcopais. Ele também foi privado do direito ao serviço fúnebre e ao enterro na catedral. O cardeal morreu em 16 de novembro de 2020.

 

Marian Gołębiewski (Foto: Il sismografo)

9. Mons. Marian Gołębiewski: 83, foi bispo diocesano de Koszalin e Kołobrzeg nos anos 1996-2004 e, até 2013, arcebispo emérito da arquidiocese de Breslávia. Ele tem doutorado em ciências teológicas. Em 2006, o arcebispo Marian Gołębiewski convidou o sacerdote Paweł Kania, acusado de possuir material de pornografia infantil, para trabalhar na diocese de Bydgoszcz. Lá, o padre estava encarregado de ensinar as crianças e cuidar dos coroinhas. Três anos depois, o padre Kania voltou a Breslávia. Em seguida, o arcebispo Marian Gołębiewski enviou-o para outra paróquia, desta vez em Milicz. Depois de alguns anos, o padre Kania foi condenado a um ano de prisão com suspensão da pena. Ele foi denunciado por posse de material de pornografia infantil. Somente depois que a sentença se tornou definitiva, o arcebispo Marian Gołębiewski transferiu o sacerdote para um centro religioso de tratamento para adultos. Em 2012, o padre Kania foi preso em um quarto de hotel com um coroinha menor de idade. Só então, sete anos após a primeira prisão do padre pedófilo, o arcebispo Marian Gołębiewski informou a Congregação para a Doutrina da Fé.

***

Recebemos e publicamos uma nota de um prezado e atento leitor sobre a lista de bispos punidos pelo Vaticano que apareceu no site onet.pl e da qual propomos uma tradução em italiano.

Caro editor

Acabei de ler suas informações sobre os bispos poloneses punidos. Penso que precisa de alguns ajustes. Apenas com base no VELM (Vos estis lux mundi, nde.), 9 bispos poloneses e 1 cardeal foram punidos nos últimos 2 anos. São eles:

1. Card. H. Gulbinowicz

2. Arcebispo S.L. Głódź

3. Arcebispo E. Janiak

4. Arcebispo W. Skworc

5. Bispo J. Tyrawa

6. Bispo T. Rakoczy

7. Bispo S. Napierała

8. Bispo Z. Regmunt

9. Bispo M. Gołębiewski

10. Bispo Z. Kiernikowski

O Bispo Jan Szkodoń também foi processado, mas não foi considerado culpado (non constat).

No entanto, anteriormente, antes que as normas vinculantes fossem introduzidas, foram punidos o arcebispo Julisz Paetz (por João Paulo II) e o arcebispo Józef Wsołowski, núncio na República Dominicana (pelo Papa Francisco), mas Wesolowski morreu no Vaticano antes que a sentença fosse anunciada.

Atualmente, com base no VELM, na congregação estão sendo conduzidos procedimentos contra pelo menos 5 outros bispos poloneses (incluindo o cardeal Stanisław Dziwisz).

Por outro lado, o citado arcebispo Stanisław Wielgus, que colaborou com os serviços secretos do regime comunista, não foi punido pelo Vaticano, mas, após protestos dos fiéis, colocou-se à disposição do Papa (Bento XVI), que aceitou sua renúncia. Mas esta é uma história completamente diferente.

Atenciosamente

(mensagem assinada)

 

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