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15 Abril 2021

 

Minoria branca e empresária e as vacinas

“São duas notícias em uma: para a exígua minoria branca e empresária, as vacinas contra a Covid-19 devem chegar antes da hora. Antes da sua dose, inclusive, mesmo que você faça parte de um grupo com maior risco de contrair ou desenvolver a forma grave da Covid-19. E esta é a segunda notícia: a sua vacina vai atrasar porque empresários e parlamentares decidiram aprovar um projeto de lei que praticamente acaba com todas as condicionalidades para a aquisição e administração de vacinas pela iniciativa privada” – Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil e Teresa Liporace, diretora executiva do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) – Folha de S. Paulo, 15-04-2021.

 

Mais mortes

“Qualquer aquisição que ocorra fora da estrutura do SUS (Sistema Único de Saúde) estará desviando doses dos grupos definidos com base em critérios sociais e epidemiológicos para tornar a campanha de enfrentamento à Covid-19 mais efetiva, equitativa e rápida. Isso significa, na prática, ainda mais mortes entre a população negra e pobre, que é maioria no mercado informal, nas favelas, ruas e periferias e minoria nos quadros das grandes corporações” – Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil e Teresa Liporace, diretora executiva do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) – Folha de S. Paulo, 15-04-2021.

 

Fura-fila da vacina. Golpe baixo e covarde

“O fura-fila da vacina é um dos golpes mais baixos e covardes contra a população brasileira desde o início da pandemia. É também um ataque inaceitável contra a longa e exitosa história do Programa Nacional de Imunização. É uma lembrança macabra de que ainda vivemos sob uma estrutura racista, montada para produzir desigualdade e morte. É o teste positivo de um “Brasil-barbárie”, contra o qual tampouco conseguimos nos vacinar” – Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil e Teresa Liporace, diretora executiva do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) – Folha de S. Paulo, 15-04-2021.

 

Mais do que nunca, país de bananas

“Mais uma semana de agonia até o prazo final para o presidente Bolsonaro sancionar o Orçamento aprovado em março, já com três meses de atraso. Nem parece que o País padece com a pandemia e as mortes continuam em patamar inaceitável, enquanto o governo e o Congresso arrumam confusão na base de quem pode e manda mais na República, provando mais do que nunca que é de bananas” – Adriana Fernandes, jornalista – O Estado de S. Paulo, 14-04-2021.

 

No limite

“Eu não sei o que Bolsonaro quis dizer com ‘o país está no limite’. Mas os únicos limites que eu me disponho a discutir com ele neste momento, são o limite que o País está chegando de 350 mil famílias enlutadas pela covid-19, o limite de quase 4 mil mortos por dia, o limite de mais de 14 milhões de brasileiros desempregados e de 19 milhões de pessoas com fome” – Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados – O Estado de S. Paulo, 15-04-2021.

 

“Sinalização do povo”

“No papel de si mesmo, Bolsonaro protagoniza encenações regulares para sua plateia de devotos no cercadinho do Alvorada. Exibe-se em duas sessões diárias, na saída e na chegada. Na apresentação matutina desta quarta-feira, exagerou na teatralidade. Injetou um "barril de pólvora" na conjuntura. E insinuou que aguarda a "sinalização do povo" para riscar o fósforo. No momento, o inquilino do Planalto enfrenta algo muito parecido com um cerco. Um ministro do Supremo, Luís Barroso, presenteou-o com uma CPI. Uma ministra da Corte, Rosa Weber, promoveu uma lipoaspiração nos seus decretos armamentistas. Outra magistrada, Cármen Lúcia, pediu a inclusão na pauta de denúncia-crime que o acusa de genocídio contra indígenas na pandemia” – Josué de Souza, jornalista – Portal Uol, 14-03-2021.

 

Barril de pólvora

“Todos estão em cima do mesmo barril de pólvora. O que Bolsonaro demora a perceber é que, graças ao instinto nacional de sobrevivência, suas metáforas apocalípticas podem ser usadas para explodir o que resta do mandato que ele se empenha em incendiar” – Josué de Souza, jornalista – Portal Uol, 14-03-2021.

 

Kajuru e Bolsonaro

"Mandetta [que foi demitido por Bolsonaro no ano passado devido a divergências de pensamento] vai na CPI e vai contar esse fato. Quando Mandetta disser isso, será motivo para investigação profunda desse caso. Você [Bolsonaro] teve chance de comprar vacina, mas não comprou. Isso provocou mortes. Mesmo que tenha sido o ministro que não quis receber [à época, a pasta era chefiada pelo general Eduardo Pazuello], a culpa é do presidente" – Jorge Kajuru, senador – Cidadania – GO – Portal Uol, 14-04-2021.

 

Tragédia anunciada

"Basta relembrar declarações feitas, entre elas a que não compraria vacina na China, que era gripezinha, que não tomaria vacina para não virar jacaré, filho dizendo para enfiar máscara naquele lugar. Ele não respeitou a ciência. Foi uma tragédia anunciada" – Jorge Kajuru, senador – Cidadania – GO – Portal Uol, 14-04-2021.

 

Ridicularização

“Deputados franceses caíram na gargalhada ao ouvir que a hidroxicloroquina ainda era receitada para o tratamento de Covid no Brasil. A situação é trágica. Em virtude das ações deste governo risível, milhares de pessoas morrem diariamente. O cenário nos faz perceber o que talvez já fosse óbvio desde o início: Bolsonaro e o bolsonarismo não se sensibilizam com o sofrimento do outro. A gargalhada dos parlamentares franceses pode nos indicar outra estratégia: a ridicularização” – Gabriela Prioli, mestre em direito penal pela USP e professora na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Folha de S. Paulo, 15-04-2021.

 

Cão que só ladra

“Schopenhauer escreveu nos seus "Aforismos para a Sabedoria na Vida" que o tolo vestido de púrpura, quando sozinho, geme sob o peso da sua pobre individualidade. Bolsonaro tem medo que mais gente descubra seu fracasso, do qual ele, consciente da própria existência, tenta fugir. Grita que é forte para se convencer, enquanto ilude os eleitores que veem nele a chance de ressignificar a própria fraqueza” – Gabriela Prioli, mestre em direito penal pela USP e professora na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Folha de S. Paulo, 15-04-2021.

 

Desigualdades na sociedade brasileira acabaram

“Finalmente eles resolveram acabar com as desigualdades na sociedade brasileira. Como??? Esvaziando o Censo do IBGE, que traz os dados sobre a população e que permite conhecer as desigualdades, possibilitando a elaboração de políticas públicas. Esse processo conta agora com a cumplicidade do Parlamento” – Cida Bento, diretora-executiva do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), é doutora em psicologia pela USP – Folha de S. Paulo, 14-04-2021.

 

Censo e as populações mais fragilizadas

“Deram um tiro no IBGE, mas atingiram em cheio as populações mais fragilizadas quanto ao exercício de direitos sociais. Dificultaram as condições para o diagnóstico que possibilitam a concepção de políticas públicas e privadas de toda ordem, em particular aquelas que promovem equidade” – Cida Bento, diretora-executiva do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), é doutora em psicologia pela USP – Folha de S. Paulo, 14-04-2021.

 

Huk e Eduardo Leite

“O apresentador de TV Luciano Huck desembarcou na noite desta quarta-feira, 14, em Porto Alegre, onde terá uma conversa tête-à-tête com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). O convite partiu do tucano e, segundo interlocutores, será o primeiro de uma rodada de conversas entre os presidenciáveis de centro sobre pandemia, governo Bolsonaro e, claro, eleições. Os dois já são próximos, mas este é o primeiro encontro dos dois depois do Manifesto Pela Democracia, que uniu, além deles, Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Amoêdo (Novo). O texto, divulgado no aniversário do golpe militar (31 de março), é considerado um embrião para uma possível frente ampla com uma candidatura de centro no próximo ano, fugindo da polarização entre Lula e Jair Bolsonaro” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 15-04-2021.

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