Quaresma: o livro proposto pelo papa para os Exercícios Espirituais

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19 Fevereiro 2021

Francisco escreve aos cardeais e bispos da Cúria Romana: “Neste ano, não teremos a graça de poder contar com um Pregador de Exercícios. Eu também vou me unir a todos fazendo os Exercícios aqui. Para expressar essa união, pensei em enviar a cada um este livro: ‘Abbi a cuore il Signore’  [Tenha o Senhor no coração].” O autor é um monge cisterciense anônimo.

A reportagem é de Antonio Sanfrancesco, publicada por Famiglia Cristiana, 18-02-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Abbi a cuore il Signore

Depois de ter sido eleito papa, Francisco introduziu em 2014 a novidade de manter os Exercícios Espirituais da Quaresma para si e para a Cúria Romana fora do Vaticano, para favorecer o recolhimento e a oração à distância do local cotidiano de trabalho. Para isso, escolheu a casa do Divin Maestro de Ariccia, desejada pelo bem-aventurado Giacomo Alberione, fundador da Família Paulina.

Neste ano, a pandemia impôs outra mudança: nada de Exercícios comunitários, porque há a proibição de aglomerações. O Papa Francisco, portanto, convidou os cardeais residentes em Roma, os chefes de dicastério e os superiores da Cúria Romana a realizá-los de modo pessoal, retirando-se em oração, da tarde do próximo domingo até a sexta-feira, 26 de fevereiro, na primeira semana da Quaresma. Nessa semana, todos os compromissos do Santo Padre serão suspensos, incluindo a Audiência geral da quarta-feira.

No ano passado, por causa de um resfriado, Bergoglio já não havia participado fisicamente dos Exercícios na cidade do Lácio e havia se unido “espiritualmente” à Cúria.

No dia 8 de fevereiro, foi o próprio Francisco quem escreveu aos coirmãos cardeais e bispos, informando-os da novidade e enviando-lhes um livro de meditações: “Neste ano, não teremos a graça de poder contar com um Pregador de Exercícios”, escreveu o papa na carta. “A atual situação impede a aglomeração de pessoas, e por isso não poderemos ir juntos à Casa de Exercícios. Cada um de nós – é o convite do papa – tomará esses dias para fazer os Exercícios Espirituais onde lhe seja mais conveniente”.

Na carta, escrita em Santa Marta, onde ele mora, o papa lembra que “eu também me unirei a todos fazendo os Exercícios aqui. Para expressar essa união, pensei em enviar a cada um este livro: ‘Abbi a cuore il Signore’ [Tenha o Senhor no coração]. Tenho certeza de que ele ajudará a todos nós na vida espiritual. Unidos na oração uns pelos outros, fraternamente, Franciscus”.

O autor do livro escolhido pelo papa, publicado pela editora San Paolo na coleção “Dimensioni dello Spirito”, é um monge cisterciense anônimo, conhecido como “Mestre de São Bartolo”. Nesse texto, ele convida um hipotético discípulo ao seguimento, com uma série de “anotações espirituais” que remetem àquele formidável clássico que é a “Imitação de Cristo”, e com os tons de um verdadeiro mestre espiritual.

“Filho querido no Senhor, pensei em pôr por escrito alguns pontos que possam te servir para o teu progresso espiritual, assim como ajudaram no meu...”, escreve o autor.

O texto é fruto da descoberta e da restauração de um manuscrito do século XVII de origens misteriosas e é composto por várias exortações, talvez dirigidas a destinatários diferentes (dada a recorrência dos temas), e por alguns textos, mais longos, desenvolvidos como meditações ou anotações para a pregação. O denominador comum é uma linguagem culta e refinada, com um conteúdo muito atual.

O prefácio do texto é do jesuíta Daniele Libanori, natural de Ostellato, ex-reitor do Seminário de Ferrara e, desde 13 de janeiro de 2018, bispo auxiliar de Roma, que escreve: “O autor do manuscrito é desconhecido. Poderia se tratar de um monge do mosteiro cisterciense de Ferrara de São Bartolo, que viveu no século XVII. Por esse motivo, no livro, ele é por nós indicado como Mestre de São Bartolo. Guardei comigo esses papéis por mais de 20 anos. Por fim, disse a mim mesmo que talvez a experiência daquele antigo Mestre de São Bartolo poderia ser útil”.

Uma experiência que agora o papa quer repetir neste início de Quaresma marcado pela pandemia, convidando também todos os cardeais e bispos da Cúria Romana.

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